segunda-feira, 28 de abril de 2008

Anotações

Gostaria de imaginar o que disto pensarão os que, aqui em Caldas de S. Jorge, entenderam, e expressaram-no, que o PS perdeu as eleições nas intercalares de 25 de Novembro de 2007, porque levou na lista demasiadas mulheres, mesmo tendo levado o mínimo que a apalhaçada lei determina.

1 - Têm sido consumidos uns bons gramas de tinta e usadas muitas centenas de linhas de texto a falar, com expectativa nuns casos e com cepticismo às vezes, da ampliação e reformulação do Europarque, com a transferência da Exponor para o lado de cá do Douro. Suportando-me numa expressão com graça do anterior presidente da Câmara de Matosinhos, sempre estive do lado dos cépticos, pois disse Narciso Miranda, a propósito de transferir aquele centro de feiras para este concelho, que a Exponor não tinha rodas. Disse há dias o Vice da Câmara de Gaia que a saída da Exponor de Leça da Palmeira estaria "suspensa" a partir da saída do projecto do financiador a 90%, uma tal de TCN que agora parece ter-se voltado para a requalificação do Bolhão. Não será de os "visionários" de cá de baixo imaginarem que já não há PIN que lhes valha e que deverão pensar em dar uma utilização mais terráquea daqueles terrenos. Se é que estavam já afectos ao tal projecto de ampliação. Com ou sem a tal fábrica de painéis solares.

2 - Vinha na grande imprensa que Lisboa é a região europeia com a maior densidade de auto estradas e vias rápidas. E lembrava que a Finlândia tem 176 km de AE, para 173 da Noruega. Ora Portugal já tem cerca de dois mil quilómetros e mais se vão construir e com a curiosidade de haver duas auto estradas paralelas a distarem três ou quatro quilómetros uma da outra, com destinos quase iguais e, para que se não riam uma da outra, vai-se construir uma outra, esta mais pequenina, a distar aí 9 km e a que se vai chamar A32. Uma pergunta aparece inevitável. Não seria bem mais proveitoso melhorar as estradas interiores que viabilizem acessos mais expeditos às vias rápidas já existentes? Cumpre-se o dito. Somos o país dos betões.

3 - Não imagino se, no sistema político espanhol, existe aquela disposição apalhaçada que é a das quotas de mulheres na vida política em geral e partidária em particular. Acho que não existe. Parece que por lá as mulheres têm mais autonomia. Mas não havendo a tal disposição, na formação do governo actual, há mais mulheres do que homens. O que significa que não é preciso impor. O que se impõe é a participação, é o gosto pela política, é a determinação. Gostaria de imaginar o que disto pensarão os que, aqui em Caldas de S. Jorge, entenderam, e expressaram-no, que o PS perdeu as eleições nas intercalares de 25 de Novembro de 2007, porque levou na lista demasiadas mulheres, mesmo tendo levado exactamente o mínimo que a apalhaçada lei determina. E, claro, foi o aqui signatário o responsabilizado pela ignomínia. Assunto a ser relançado um dia.

4 - Também pela imprensa grande se soube que, em Espanha, uma mãe foi condenada pelo Tribunal a uma multa de 14.000,00 (catorze mil) euros por um seu filho menor ter agredido, na escola, um colega. Dir-se-á que foi uma pena demasiado gravosa. E foi. Sobretudo quando, por cá, agridem-se colegas, agridem-se professores e fazem-se todas as tropelias e o pior que pode acontecer, pena extrema, é mudar de escola. Normalmente, para o que por aqui chamam pequenos delitos, dá-se o "prémio" de suspender da ida à escola alguns dias. Então não seria possível suspender por alguns meses a concessão de abono de família? Aí os pais talvez exercessem alguma atenção.

5 - Que o Ministério Público tem estado a investigar o Departamento de Habitação Social da Câmara de Lisboa, por suspeita de atribuição de casas a quem a elas não tinha direito. A leitura de tal notícia suscita de imediato a necessidade de generalizar a investigação em todos os departamentos de (quase) todas as Câmaras que têm esses tipos de blocos de alojamento.

6 - Diz-se que o tempo vai curando quase tudo. Em Cuba, agora, os nacionais cubanos já podem hospedar-se nos hotéis construídos em Cuba. Sinal de que, até aqui, só os podiam ver. De longe. Agora os cubanos também podem, os que podem, comprar telemóveis e computadores e frigoríficos. Sinal de que até há pouco não podiam. E, também agora, estão a ser entregues porções de terrenos incultos (5 ha) a pessoas que os queiram arrotear para produção de alimentos, açúcar e tabaco. Não ficam de plena posse para os cultivadores, mas ficam usufrutuários a título inteiramente gracioso. Demorou, mas acordaram para que a iniciativa individual dá mais e melhor produção. Não há mal que sempre dure. Diz o povo.

♦ José Pinto da Silva In Terras da Feira Online.

1 comentário:

Anónimo disse...

ESforçou-se tanto a escrever o testo.Pareçe que ninguem da valor ao que ele diz,ninguem comenta nem nada.Nem o menino Telmo tem nada a dizer?

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