quarta-feira, 8 de outubro de 2008

— PEDIDO DE INFORMAÇÃO PRÉVIA— OBRAS DE EDIFICAÇÃO (PRIMEIRA PARTE)

CÂMARA MUNICIPAL DE SANTA MARIA DA FEIRA — PEDIDO DE INFORMAÇÃO PRÉVIA — OBRAS DE EDIFICAÇÃO

MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA

Serve a presente Memória Descritiva para instruir o Pedido de Informação Prévia de Obras de Edificação de um terreno sito na freguesia de Caldas de São Jorge, município de Santa Maria da Feira.
O terreno localiza-se na envolvente do lavadouro público, sendo limitado a Oeste pela ponte pedonal existente a jusante do espelho de água, a Sul pelo rio Uma, a Leste pelo terreno agrícola existente e a Norte pelo muro do estabelecimento “Bar Apeadeiro” até ao lavadouro e largo de estacionamento automóvel. A parcela totaliza cerca de 124Dm e está inserida numa área de urbanização condicionada (AUC), limitada a nascente por um terreno de Reserva Agrícola Nacional (RAN) e a Sul e Poente por áreas de equipamento público.
Propõe-se um edifício com 86 m para cafetaria e um quiosque informativo com 1 2m totalizando 98 2 de áreas impermeáveis. Ambas as estruturas têm um piso acima da cota da soleira com uma cercea de 3,5m e 25m, respectivamente. Pretende-se também construir uma estrutura de sombreamento unificadora, que estabelecerá a cércea destes edifícios pela altura do pórtico e muro vizinhos e que substitui inclusivamente a pala de betão construída recentemente, que desvirtuou a imagem e tipologia original da lavadouro público, mantendo-se a sua utilização livre.
O projecto segue as normas prescritas no PDM de Santa Maria da Feira, especificamente no que respeita às áreas de urbanização condicionada (AUC) e às condicionantes definidas pela CCRN, nomeadamente os 1 D de afastamento da linha de água. Nesse sentido a proposta considera uma construção pré-fabricada, em estrutura de madeira, com uma age elevada do solo, sem recurso a escavações e de carácter amovível. A natureza efémera e não agressiva da construção poderá justificar a sua construção mesmo, que esta se encontra a Norte delimitada apenas por 1 a 2,5 m do limite da parcela do vizinho, o que prevê um situação especial segundo o PDM de Santa Maria da Feira. Deverá considerar-se também, a mais valia que o equipamento proposto poderá trazer para a dinâmica cultural e recreativa de Caldas de São Jorge e a fauna harmoniosa como se integra com o contexto envolvente.
Do ponto de vista estratégico, diga-se que o requerente, natural da freguesia, pretende investir num espaço de cafetaria de charme e eventos culturais, tirando partido da Natureza envolvente e servindo de porta de entrada ao que acreditamos vir a ser um grande Parque Municipal, com percursos ao longo do rio, O sítio é magnífico do ponto de vista paisagístico, uma vez que o rio retoma a sua escala natural bordejado pela galeria de excelência entre salgueiros e amieiros adultos. É esta ambiência que se pretende valorizar, quer na Primavera-Verão, com a frescura das árvores, quer no Outono-Inverno, com os cambiantes cromáticos e texturais, de forma a atrair visitantes durante todo o ano. A proposta que se apresenta complementa a oferta termal e da restauração na envolvente, primando pela qualidade da construção e pela fusão do interior / exterior com materiais onde predomina a madeira e o vidro.
Embora ainda fora dos limites do terreno, a proposta inclui um reperfilamento do lancil existente! na direcção do murete do lavadouro até ao encaixe da ponte existente, alinhando-se um passeio pedonal público, idêntico aos existentes e que afaste o estacionamento automóvel, dignificando assim o desenho urbano. Também se defende a requalificação da ponte em betão, aumentando até a sua largura eventualmente para o lado do nosso terreno.
Na entrada, pretende-se enriquecer o espaço de estadia com um quiosque informativo e um conjunto de equipamentos lúdico-pedagógicos na área hoje ocupada como zona de merendas.
O edifício da cafetaria, vai rematar e resolver a frente urbana, sem recurso a escavações e de carácter amovível, respeitando os 10 metros de afastamento ao rio. A vala existente no limite Norte mantém-se desimpedida e será acompanhada de uma cortina de bambus entre a cafetaria e o muro do vizinho. Já no limite Leste, se o vizinho assim entender, poder-se-á construir uma vedação em madeira para evitar invasões de curiosos ao seu terreno agrícola. Os restantes limites serão os na e quer-se um espaço de circulação livre, iluminado, vigiado e que afaste deposições de lixo ou outras acções de vandalismo agora evidentes.
No exterior, estende-se uma esplanada em estrado de madeira sobrelevado, que privilegia as vistas e mantém a permeabilidade do solo, O corredor de circulação compreende uma rampa de acesso ao rio.
A ponte nova que consta da proposta desenhada vem sublinhar a ideia de rede de circulação, defendida hoje nos espaços percorríeis a pé. Não substitui a ponte existente que oferece a vista sobre o espelho de água, mas antes, pretende aparecer em alternativa como uma surpresa ao caminhante, para atravessar o rio Uma e poder deter-se sobre o seu leito natural. Em estudo está até, a possibilidade de esta ponte constituir em simultâneo, um observatório para as lontras e avi-fauna, fechando-se para um lado, com uma janela sobre a água.
No respeitante ao plano de acessibilidades o desenho dos espaços exteriores e acessos, cumpre o exigido no DL n°123/97, de 22 de Maio e o DL 16312006, de 8 de Agosto.
Este estudo está a ser desenvolvido por uma equipa interdisciplinar que inclui a Arquitectura, o Paisagismo e o Design de Comunicação, no intuito de dar resposta às aspirações genuínas do requerente, para um projecto que não se esgota na construção de um espaço de referência. Inclui-se desde já, a projecção de um plano de comunicação e de um plano de dinamização cultural, instrumentos que virão reforçar e assegurar o sucesso do projecto “Janela d’Água” entendido como um todo.
Esperamos que este Pedido de Informação Prévia compreenda todos os elementos necessários ao Vosso parecer, e consiga estabelecer os pressupostos para um projecto transparente, célere e de qualidade, de forma a podermos aprofundar o estudo na fase de Licenciamento, no interesse que julgamos ser de lodos.
A equipa projectista
Porto, 7 de Julho de 2008

18 comentários:

Anónimo disse...

é o novo ilha!!!

Anónimo disse...

O croqui está mal feito.
Não consta o lago naturo - artifical do Rio Uima!
O Ilha-Bar está em terreno seco!
Quanto à memoria descritiva está muito bem elaborada! Mas de boas intenções...

Anónimo disse...

Relativamente ao pedido formulado à Câmara Municipal da Feira pela Ex.ma Sr. Marlene Fontes Paiva, relativamente à possibilidade de instalação de uma cafetaria na zona envolvente ao lavadouro da Sé, importa alertar e salientar o seguinte:

1. O lavadouro, como é referido na memória descritiva, é um bem público.
2. O terreno envolvente ao lavadouro é, por arrasto, público.

E aqui começam as complicações para a viabilização do projecto.

Ora, fiz um pequeno trabalho de pesquisa ao nível da Conservatória do Registo Predial. E, qual o espanto (claro que não foi espanto), verifiquei que o terreno em causa, que pertence ao Senhor Alcino Milheiro de Pinho, e que de facto, permitiu que a Senhora Marlene fizesse tal pedido, não possui a área assinalada na memória descritiva. O terreno, corresponde ao artigo 804 e está descrito na Conservatória do Registo Predial da Feira com o número 271/19920410, possui a área de 700,00m², substancialmente menos do que a área indicada no projecto.
E diz mais. Diz as confrontações: a norte e poente com um REGATO, a sul com o RIO, e a nascente com António Inácio da Conceição.
Quem se lembra, e certamente que muitos se lembrarão, de como era o local há muitos anos, provavelmente se recordará da existência de facto de um regato que fazia a ligação da água do lavadouro para o Rio: havia até uma pequena comporta de madeira que permitia essa acção ou então canalizar toda a água pelo ribeiro que existe paralelamente ao edifício onde se encontra o apeadeiro.
ESSE É O LIMITE DO TERRENO. O limite do terreno não é a ponte pedonal.
Portanto Senhora Marlene e Senhor Bettencourt: vejam lá se não se apropriam indevidamente de terreno público.
Isso faz toda a diferença.
O vosso terreno (alugado?) tem apenas 700m².
Quanto ao projecto, as leis serão certamente cumpridas.
O seu a seu dono.

Adamastor

Anónimo disse...

Caro Adamastor,caros concidadãos ,
Devo reconhecer antes de mais que náo era minha intençáo , pronunciar-me táo cedo , relativamente ao conteúdo do presente post. No entanto , depois de ler o seu comentario e no sentido de lhe prestar um melhor esclarecimento ( a si e a quem nos lê ), gostaria de referir o seguinte :

1 - o projecto prevê a integraçáo de uma área requalificada de cerca de 1000 m2 no domínio público , substancialmente mais do que o espaço que V/exca sugere estar a ser apropriado.
2 - O projecto foi acompanhado desde início pelos actuais responsáveis autárquicos na pessoa do seu presidente no sentido de se irem encontrando soluçóes que se traduzissem na feitura de uma obra de referência quer para a freguesia quer mesmo para o concelho observando sempre as condicionantes que decorrem da própria lei . ( razáo pela qual manifestei publicamente a minha indignaçáo na última assembleia de freguesia ,assim que tive conhecimento do parecer desfavorável da Junta ).
A este assunto específico voltarei numa outra ocasiáo.
3 - o projecto compreende duas vertentes fundamentais , náo se esgotando apenas na edificaçáo e requalificaçáo de toda a área aqui referida. Como consta da proposta em apreciaçáo na Câmara , pretende-se criar ali um espaço de LAZER e CULTURA , pretendendo a promotora do projecto democratizar por esta via o acesso a várias manifestaçóes artísticas que de outra forma nunca chegariam à populaçáo das Caldas de S. Jorge.

4. O custo para a freguesia é zero .

5 . ...e por último , relembraria que foi dito neste mesmo blog que a requerente pretende doar em devido tempo este espaço a esta mesma freguesia . ( talvez a administraçáo do blog possa recuperar excertos do que aqui refiro )

Assim sendo , e para finalizar esta intervençáo , convidaria o exmo Adamastor a sugerir-nos uma outra utilizaçáo do espaço que possa ser mais "BENÉFICA" para a freguesia. Estamos naturalmente receptivos a novas abordagens desde que devidamente fundamentadas e de reconhecido interesse para o engrandecimento da nossa terra...porque , meus caros , em última análise é disso que se trata.

Certamente respeitaremos as decisóes que vierem a ser imanadas , pelas entidades competentes e na observância do direito vigente . Os argumentos de posse náo sáo relevantes neste contexto razáo pela qual náo me pronunciarei sobre eles .

sem outro assunto ( por hoje )

Saudaçóes cordiais

Marlene Fontes Paiva
Bettencourt

Anónimo disse...

Caríssima Marlene F. Paiva,
Caro Bettencourt

Aceitem, desde já, os meus sinceros cumprimentos...

Acuso a leitura atenta e atempada do seu douto comentário das 15:40.
Sem entrar em grandes considerandos de natureza técnico-jurídica, reitero, no entanto, a minha convicção de que a Vossa análise à questão da área do terreno, resvala para uma "simplificação demasiadamente simples e simplificada..." dos factos.
Dizem os meus caros interlocutores que vão integrar 1000 metros de área requalificada no domínio publico.
Ora será assim tanto??? De facto, a língua portuguesa é muito complexa…
Senão vejamos:
- Então como é que, tendo o terreno privado em causa 700 m², os meus caros conseguem ceder 1000 m² (ficará o terreno com um diferencial de 300m² negativos???
- Claro que não. Trata-se apenas de uma análise desfocada da realidade. De facto, terão sido induzidos em erro ao pensar que o tal regato que confronta com o terreno a poente era o rio ou a ponte pedonal. Mas não. Definitivamente não são esses os limites.
Quanto ao facto do projecto ter sido acompanhado pelo actual Presidentes da Junta, o amigo já deveria ter percebido que não nos podemos acreditar em… “Pais Natais”, muito menos daqueles que muito falam. Mas, em política barata não me quero meter.
O plano cultural é de facto interessante. Mas não conta, nesta fase, para o totobola…
Ao contrário do que o amigo refere, o tal “…direito de posse…” é, na verdade, o que mais interessa nesta fase. Até porque, parece-me, condicionará, irremediavelmente, qualquer solução.

Ao dispor,

Adamastor

Anónimo disse...

tchiii
já nao me lembrava de deste blog ter assim uma discussão grande nivel a muito tempo

é continuar

Anónimo disse...

retribuo os cumprimentos ao ilustre comentador.
Como refere no seu anterior comentário a língua portuguesa é efectivamente complexa , razão pela qual sou a corroborar o seu argumento de que é manifestamente impossível integrar áreas negativas no domínio público ou privado ( ver Wiki : Monsieur Jacques de La Palice ).
Queira no entanto notar , que a falácia do seu raciocínio reside na omissão do termo "requalificado". Assim , em vez de recorrer ao àbaco ou qualquer outro instrumento de cálculo para determinar àreas , rogo-lhe que se detenha mais sobre os méritos do projecto e menos sobre poémicas que em devido tempo serão desfeitas.
Creia-me que a sua opinião é para nós importante e estaremos naturalmente atentos ao que se lhe oferecer dizer sobre este assunto.

PS. soube à escassos momentos que o aviso colocado no poste eléctrico da EDP , foi mandado retirar tendo sido o responsável pela execução da ordem um funcionário desta Junta de Freguesia.
Como parece evidente , o aviso destinava-se a dar a conhecer a toda a população das Caldas de S.Jorge o Projecto , tal qual foi apresentado na Câmara da Feira.
Terei oportunidade de comentar este facto numa próxima Assembleia de Freguesia .

Por agora , caríssimo , permita que me subscreva da forma que se segue :

Deste sempre seu ,
CABO DA BOA ESPERANÇA.

Anónimo disse...

Caríssimo "CABO da Boa Esperança",

Ora quem sois...
Duas horas depois, e após consulta exaustiva da tal "Wiki", o meu caro interlocutor retemperou-se. Talvez seja por causa do tal "Cabo" que lhe abriu a esperança...
Confesso que, para quem tão doutos conhecimentos aparente possuir, esperava obter algumas notas (soltas) sobre a eventual justificação dos valores díspares das áreas em causa.
Provavelmente, a tal "falácia" que fala, terá de a começar a tratar por "tu", depois do erro de avaliação que foi a história da área "requalificada" de 1000m que, habilmente, o projecto cederia.
Mais uma vez reafirmo que a discussão ainda não entrou (pelo menos da minha parte) na questão do mérito ou desmérito do projecto. Confesso que não tive ainda o privilégio de o conhecer (ao projecto), a não ser o descritivo aqui publicado no blog.
Mas, admitindo que terá mérito (acredito piamente que sim), fico no entanto apreensivo sobre a bondade da intervenção e da caridade na cedência dos tais metros de terreno que, continuo a dizer, não são tão privados quanto isso.
Essa matéria, que aliás, surge na senda de linhas de intervenção relativamente recentes, começa a levantar muitas questões aparentemente duvidosas.
Peço-lhe por isso, Senhor, que arrisque uma qualquer argumentação que me possa fazer alterar a linha de raciocínio e me liberte, de uma vez por todas, para receber e avaliar o projecto de cafetaria de braços abertos.
Estou certo que o projecto não será desmerecedor da memória descritiva que apresentou.
Mas, como já referi, a questão é outra.
É que, antes de chegar ao sol nascente, o amigo terá de dobrar o CABO DAS TORMENTAS.

Sempre ao dispor

Adamastor

Anónimo disse...

Faltam os comentários do Sr Pinto. Como fala de tudo e de todos até custa acreditar que ainda não teha metido o nariz nestes comentários...:)

Anónimo disse...

Parece-me que tem de acompanhar o projecto uma cópia da escritura do terreno o snr. Marlene Paiva já fez as escrituras do terreno? O financiamento que fez para a campanha eleitoral não resultou e ainda bem.

Jervásio disse...

Meu amigo, como custa passar o cabo das tormentas, nesta freguesia!!!

Mas eiste duas questões que eu gostava de colocar ao Sr. Adamastor, bem como ao Sr. Betencourt.

1- A lei diz que toda a construção de edificios, com objectivos comerciais tem de afastar 5 metros do visinho do lado. Será que este pojecto prevê o afastar de 5 metros do Apeadeiro!?

2- Está prevista a construção de um passeio pedonal de 4 metros para esse terreno, logo vai ter de afastar do rio 4 metros mais 5 metros que a lei obriga, faz um total de 9 metros do lado do rio.
Será que este pojecto prevê o afastar de 9 metros do Apeadeiro!?

3- afastando 5 metros do apeadeiro, mais 9 do rio, faz um total de 14 metros de largura. Agora pergunto eu quantos metros tem o terreno de largura!? 13; 14; 15; não deve ter mais, o que a lei diz, dá para o Sr. Construir uma parede em bloco de 11cm, porque se for de 15 já está fora de lei.

4-Sendo verdade que desde 1997 é proibida toda a construção de edifícios em leito de cheias. Como vai ser possivel transpor esta lei, porque quer queira quer não, está em leito de cheias.

5- Que mais valias pode trazer um bar à nossa terra, que outros não o fazem!? Fazer umas festas!? Fazer umas exposições!? acha mesmo que as pessoas vão achar esta terra uma outra coisa só porque tem um bar, que faz umas festas, e trás uns quadros para expor.Fique sabendo, que pode trazer os quadros do picaso, que pouco mais de 100 pessoa poderiam deslocar-se a S. jorge, para ver, pode trazer o maior grupo nacional de musica, pouco mais, ou pouco menos, vai trazer que o festival de doce trouxe a Caldas de s. jorge.

agora pergunto, que é que está à espera desta terra, milagres!? desde a morte do Sr. Camilo, que nem engraichadores existem, quanto mais Milagres.


Jervásio

Anónimo disse...

Benvinda cara Marlene, já sentia saudades dos seus belos e construtivos comentários nesta praça. espero que esta vinda seja para continuar, pois só enriquece o nivel de comentários aqui proferidos.

Anónimo disse...

Para o SENHOR das 22:02 quero observar que, por sinal, fiz uma singela observação sobre o tema, mas noutro post, também deste blogue. Não conheço em profundidade a legislação (nem me preocupa a pesquisa)razão da não opinação. Mas sempre quero deixar uma desafio comparativo. Alguém acreditará que se fosse possível construir a 5/6 metros do rio (ou mesmo dentro dele, como no aterro atrás do lavadouro) as margens do Uima, nalguns sítios entre a Sé e o
Engenho não estariam com montes de
edificações?
Sei que houve tentativas baldadas.

Pinto da Silva

Anónimo disse...

Saudações a todos os bloguistas ,

Lamentavelmente , Caldas de S. Jorge a par com "Curral de Moinas" , deve ser um dos poucos sítios onde o sol quando nasce , já nasce Poente . Em todo o caso , as Tormentas que deram nome ao Cabo não são mais do que um estado de espírito . Digamos que esta questão das "àreas" mais não é do que uma espécie de contingência natural que por si só não há-de (esta é a nossa convicção ) influir no veredicto final . O que está aqui em causa é substancialmente mais nobre e qualquer pessoa de bom-senso versus boa-vontade saberá avaliar isso.
Espero sinceramente que o amigo Adamastor , logo após a leitura integral deste comentário , possa abrir os seus braços a este projecto que não é , de todo , sobre uma cafetaria mas sim , um projecto que contempla uma ....vá lá ...chamemos-lhe por deferência para com o seu comentário , "cafetaria ".

Situemo-nos agora no domínio do pragmático .

1 - A junta , quando questionada sobre a legitimidade de posse do dito terreno nada tem , nada sabe , nada responde . A cerca de um ano quando solicitei informação sobre este assunto aos elementos da então Comissão executiva da Junta , remeteram-me para a Junta anterior. Falei nessa ocasião com o Sr. Carlos Paiva que amavelmente me esclareceu ainda que de uma forma pouco conclusiva.

2 - Como certamente saberá , antigamente as medições dos terrenos apresentavam variações significativas consoante fossem feitas , ora de manhã , ora de tarde , razão pela qual é possível hoje requerer à Conservadora rectificação das medições a que respeite um determinado artigo , até mesmo para efeito de finanças.

3 - O Levantamento Topográfico respeitou na integra as confrontações inscritas na matriz . Não tenho formação jurídica , mas estou em crer que os rios subterrâneos não contam .

4 - a Junta de Freguesia intervencionou o terreno e o Lavadouro à pouco menos de 10 anos o que significa dizer que a posse por uso- capião não pode ser aqui invocada .

Existem ainda umas quantas alíneas que não irei mencionar ( pelo menos por agora ) dado que , por cortesia , teria que requerer autorização prévia , ficando no entanto a promessa de o vir a fazer se os argumentos anteriores , não forem suficientes para que , face ao exposto , o amigo Adamastor me possa agora chamar , de braços abertos , VASCO DA GAMA .


Uma última nota para saudar o amigo Jervásio e dizer muito rapidamente que existem outras soluções que não passam pela edificação e que são substancialmente mais económicas , nomeadamente roulottes , autocarros de 2 pisos , eléctricos , abrigos de Jardim , etc . Nós é que achamos que a freguesia merece o melhor e por isso temos vindo a trabalhar com os melhores.

Ao sr Pinto da Silva uma saudação especial. Como sabe sou uma sua leitora assídua e considero as suas intervenções sempre pertinentes. Deixo-lhe , no seguimento do seu comentário um pequeno apontamento para reflexão . Então e o ILHA ? a quantos metros da linha de água vai ser construido ?


Despeço-me por hoje , daqui de Bombaim .

Marlenefpaiva
Bettencourt

Anónimo disse...

Claro, o Ilha! A ilha foi feita de propósito para se fazer ali qualquer coisa e no início teve ali uma coisa pouco melhor que um telheiro. O rio então tinha ali só um canal, e quando os terrenos de ambas as margens foram comprados é que se ragou o segundo canal.
Não conhecendo o processo todo, estou em crer que se abriu uma circunstância de excepção neste caso concreto. E não esquecer que quer a construção quer a jurisdição é dos poderes públicos. Diria ainda que eufemisticamente, que é um caso de interesse público/turistico por se ter ali construido a ilha.
Mas o novo caso merece comparação com "milhentas" tentativas noutros pontos na margem do Uima.
Já agora, outra excepção, ainda que não tão em cima do leito. O caso da Várzea de Pigeiros. Porque é iniciativa de poders público/autárquicos. Mesmo assim e tendo sido a Câmara o promotor daquilo, teve problemas com licenciamento com a CCRDN.

Pinto da Silva

Anónimo disse...

Bem hajam aqueles que mesmo com este estado de tormentas querem fazer alguma coisa na freguesia.
Só existem forças contrárias a quem pensa fazer alguma coisa, não é há toa que muitos têm ido viver noutra freguesia.

Anónimo disse...

Ilustres
Marlene Paiva
Bettencourt

Aceite de novo os meus sinceros cumprimentos, nem que, para isso, necessite de pedir autorização a esse Tigre de Bengala que o persegue.
Perdoe-me até a inveja que lhe sinto pelo facto do amigo já estar nessa Companhia das Índias, qual Goa e Bombaim adormecidas.
De facto, Tormentas não deixa de ser também um estado de espírito, mas onde, qualquer Bojador, tem necessariamente, de enfrentar marés, quiçá mares revoltos e até envoltos em mistérios.
Volto a referir que espero, acredite, poder vir a abrir os meus braços ao seu projecto de cafetaria.
E como eu gostaria de lhe poder chamar VASCO DA GAMA.
Mas não. Não ainda. Não nesta fase.
Sabe porquê?
Porque o tal pragmatismo, que o amigo apregoa, me impede de o fazer.
Na realidade, não me convenceu com os argumentos. Nem tem de o fazer, fique descansado.
Deixo-lhe até uma sugestão, no sentido de não ser influenciado por esta “discussão menor” que é saber, afinal de contas, qual é o limite entre um terreno privado e um terreno público. Fica desde já combinado, pelo menos entre nós que, de hoje em diante, contarei a sua defesa quando me apetecer construir um palácio paredes meias com a escola de Azevedo e de preferência com uma escadaria directa a uma qualquer baliza do polidesportivo vizinho.
Mas, antes disso, o amigo deveria tratar dessa rectificação das áreas. Aconselho a tratar disso depois de um bom almoço (nunca se sabe quanto tempo terá de esperar).
Fico também satisfeito pelo facto de já terem surgido, por essas bandas de Bombaim, novas e “inovadoras” ideias para o local. Reconheço que tenho um “fraquinho” pela “roulotte”, principalmente se no exterior foram colocadas umas mesas com o logotipo da “pedras salgadas”.
Mas, antes disso, mesmo não achando um feliz enquadramento o seu termo de comparação de Caldas de S. Jorge com “Curral de Moinas”, gostava de lhe dar o benefício da dúvida para finalmente, poder receber de braços abertos, o seu bom-senso na apresentação do tal projecto de… Cafetaria.
No entanto, meu amigo, como certamente saberá, antes da descoberta do caminho marítimo para a Índia, muitos indígenas tiveram de ser abordados lá para os lados das Américas.
Por isso, contorne novamente o Globo, e conheça a verdadeira história de Pedro Álvares Cabral.

O que seria de nós sem a história…

Do Vosso servo,

Adamastor

Anónimo disse...

Meus senhores, neste tempo de crise que paira no ar, só mesmo vós para nos porem a rir com um assunto tão sério.
Esta discussão, pela linguagem que tem ... tem muita piada...
Avizinha-se tempos tumultuosos, mas este pobre pescador aqui no seu barquito de pesca apreciará a armada a passar.

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