segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Modernidade ao mais alto nível…

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Se os acabamentos ficaram por acabar, cada dia que passa fico mais impressionado com a obra. Não obstante dos ditos acabamentos terem ficado o que se sabe, à falta de lugar para o papel higiénico, a ausência do mesmo faz que não se note esse pormenor. Para melhorar o degradado estado das instalações, já existe sítios onde os azulejos faltam e para dar um toque charme foi colocado uma placa moderníssima a indicar os sanitários.

Isto até não era notícia se estas casas de banho não fossem novas, o que por incrível que pareça conseguem estar com aspecto mais decadente, que as velhinhas que já estava-mos habituados…

domingo, 30 de agosto de 2009

Olho Vivo…

Caldas de S. Jorge. A azáfama foi grande, na tentativa de ter as obras do Calvário prontas para a inauguração. Ficaram os pormenores, como este caso na Rua da Junqueira. Há mais de dois meses...

IN TERRAS DA FEIRA…

sábado, 29 de agosto de 2009

Homenagem Merecida ao Dr. Carlos Ribeiro!!! Dia 6 de Setembro 2009 !!!



Homenagem Merecida ao Dr. Carlos Ribeiro!!!
Dia 6 de Setembro 2009
10.15 horas - Missa na Igreja Matriz
11.00 horas - Romagem ao Cemitério.
11.30 horas - Descerramento do Busto
12.00 horas - Almoço Convívio

Inscrições : 30.00€
Para o Busto- quanto puder
Dirigir-se: Sr. Hermínio Mota, Salão de Chá Pastelaria e Café Pensão Jorge.

"O Dr. Carlos, "como carinhosamente o designar’, exerceu a medicina partir de São Jorge, mas estendendo a sua acção às freguesias circunvizinhas, deslocando-se sempre que o chamavam a pé, a cavalo ou bem mais tarde num pequeníssimo e modesto automóvel preto.


Automóvel Austin preto . Onde é que está para ser leiloado no Almoço -Convívio.
Segue figurino e modelo:

GRANDE PRÉMIO – CALDAS DE S. JORGE

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Rohde pode reabrir já no dia 7

A fábrica de calçado Rohde, em Santa Maria da Feira, poderá reabrir a 7 de Setembro. "Nesse dia, a administração irá reunir com os trabalhadores e informar que encomendas é que há", revelou a sindicalista Fernanda Moreira.

A empresa fechou para férias a 14 de Agosto, dias depois de comunicar aos trabalhadores que ainda não tinha encomendas para depois das férias. A Rohde, que emprega 984 trabalhadores, está a ser administrada por um gestor judicial alemão, nomeado por altura da falência da empresa-mãe, em Março de 2007, e por três procuradores em Portugal.

O grupo alemão ainda não encontrou comprador para a fábrica de Santa Maria da feira. "As encomendas que aparecerem entretanto é que vão decidir se depois, em Setembro, há trabalho ou não", desabafa.

HUMOR DA TERRA…

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Viaje em directo por Portugal Porto, Lisboa , Fátima, etc

Viaje em directo por Portugal
Porto, Lisboa , Fátima, etc
E3 veja-se a si mesmo circulando
Utilizando
Street view Google – Uma surpresa
http://maps.google.com/maps?+Oporto,+Portugal

ou
http://maps.google.pt/
ou
pife o telemóvel ao seu namorado (a), amigo (a)
utilizando a técnica do dois em um do texting +sexting
e vai surprender e surpreender-se!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

À espera da(s) Campanha(s)...

As férias, para a generalidade das pessoas, aproximam-se rapidamente do fim.

Este ano, no entanto, o regresso ao trabalho vai ser condimentado com duas campanhas eleitorais (legislativas e autárquicas).

Vai ser, seguramente, um Setembro quente. Não só em termos de meteorologia (já há avisos de novo alerta amarelo) como também, esperamos nós, no que diz respeito à temperatura “desencadeada” pelos discursos dos candidatos aos diferentes cargos.

Se ao nível da eleição para o Governo e Assembleia da República, se espera uma campanha fortemente dominada pelas novas tecnologias, grandes produções e difundida pelos maiores meios de comunicação social, já ao nível local (autárquicas), a coisa também parece que vai envolver meios nunca antes vistos.

Pelo menos, é que supomos, depois de umas intercalares em Caldas de S. Jorge onde os cartazes de grandes dimensões, os manifestos em papel couche e a cores foram o prato forte, onde se assistiu à participação, num comício, de um líder partidário nacional e onde até um avião fez campanha por um determinado partido.

O que se vai dizendo por aí é que, este ano, além dos meios utilizados nas intercalares, vamos ter uma campanha aquática, com barcos e motas de água no Uíma e até alguém a cantar “a Cabritinha” ou o “Bacalhau”.

Isso mesmo, ficam desde já todos os Caldenses a saber que, pelo menos um partido político, conta trazer à nossa vila, para abrilhantar a sua campanha, nada-mais-nada-menos do que o famoso artista Quim Barreiros (?). Sem ser um dado oficial, pelo menos é que se apregoa...

Por isso, aguardamos ansiosamente, o início da(s) campanha(s).

Como pode ser em fim de mandato…. Prometer !!!



“O comboio de volta? Só vendo para crer”
EDUARDO PINTO
vilareal@jn.pt
É ver para crer.
Antigos ferroviários, turistas e população desconfiam de que o Governo queira agora reabrir o troço ferroviária da Linha do Douro de Pocinho a Barca d’ Alva. Vinte e um anos após encerrar.
Lá diz o ditado que quando a esmola é grande o pobre desconfia e nas aldeias que, até Outubro de 1988, foram servidas pelo comboio, o sentimento é, precisamente, de desconfiança.
“Há 21 anos não acreditava que a fechassem, dado o movimento que isto tinha, agora não acredito que a reabram’ diz Luís Patrício, antigo ferroviário que chegou a chefe da Estação do Pocinho (Foz Côa) quando lhe tiraram o posto de trabalho em Barca d’Alva (Figueira de Castelo Rodrigo).
A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino,
anunciou anteontem que já haviam sido concluídas as negociações para a reabilitação daquele troço de 28 quilómetros de via-férrea, embora para fins turísticos.
É um desejo de dezenas de autarcas e diversos organismos da região do Douro, e foi aplaudido por todos.
O presidente da Câmara de Foz Côa, Emídio Mesquita, espera que os espanhóis façam também a parte deles, pois o ideal seria “garantir a ligação até Salamanca”.
Está de acordo o homólogo de Figueira, António Edmundo, dado que a ferrovia que se pretende reactivar é “fundamental para o turismo no Douro”.
Mas o povo tem reservas. “Sou contra o comboio turístico’ torna Luís Patrício, 68 anos. “Quando fazia fa1ta, tiraram-mo, agora já não
faz falta”, acrescenta, ressalvado que mudará de opinião se também houver transporte de passageiros. “Isso é que seria porreiro’ rea1ça Concorda António Macia, 74 anos, que trabalhou grande parte da vida na estação de Barca de Alva.
“Meu amigo, em ano de eleições, é sempre de desconfiar”, atira, considerando que, “apesar de ser difícil, não é impossíve1’.
EDURDO PINTO
Do JN de 28 de Agosto 2009

Como pode ser em fim de mandato…. Prometer !!!

Restaurar as Linhas de Comboio
do Pocinho - Barca de Alva – Salamanca
com electrificação
e duplicação da Via de trás
do Marco de Canavezes
s Salamanca
e em fim de mandato??!!
Depois de 21 anos de desactivação
depois de ter deixado roubar as travessas para lenha de fogão
E dos carris roubados, vendido a peso para os Chineses.
Ter transformado a linha para circuito pedonal
de barrigudos de fim-de-semana
e pasteleiras zorras para ambientalistas.
E agora antes das eleições senhora Ana Vitorino prometer ut supra e não só: também os ramais Pocinho - Duas Igrejas,
Tua – Bragança,
Régua – Chaves,
Livração- Celorico de Basto
e já agora a Linha do Varosa : Régua – Lamego? ~
Foi mesmo para ENGANAR OS Transmontano e Alto Durienses.
Quando a esmola é grande o pobre desconfia.
Quem são os contratados?
A Teixeira Duarte, a Tâmega. a Soares da Costa, Irmãos Cavaco, Irmãos Patrícios, etc.
Quem são?
É tudo treta.

Mesmo ser verdade o Senhor Presidente Cavaco não autorizava… por proximidade perversa da campanha eleitoral !!!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

terça-feira, 25 de agosto de 2009

domingo, 23 de agosto de 2009

CORREIO DE LEITORES...

A FREGUESIA 31 - CRÓNICAS II

1 - Existe uma estratégia tipicamente portuguesa, epidémica, que se traduz na repulsa quase instintiva por tudo aquilo que é novo e dinâmico. É essa mesma estratégia, cujo metabolismo se alimenta do queixume, da intriga e da inveja, que faz com que a “pequenez” seja sempre a exacta medida pela qual se regem os nossos actos, sobretudo aqueles que nos permitem continuar a ser, sem consequências de maior, inocentemente pequenos.

Sendo a negação do “excesso”, que é diametralmente oposto neste barómetro de amplitudes, “o pequeno” adquire assim um lugar de primazia susceptível de poder provocar a vertigem, ou ilusão de vertigem, mas pior que tudo, ajuda a promover e a consolidar a visão curta, limitadora de novos caminhos e suficientemente capaz de poder aprisionar ao mesmo tempo outras tantas possibilidades de se ser maior, ou pelo menos um pouquinho maior.
Esta é também a exacta medida do investimento afectivo que estamos dispostos a fazer, seja naquilo que for.
Assim, passa a ser legítimo afirmar-se que na política portuguesa de uma maneira geral e aqui nas Caldas em particular, impera uma espécie de genealogia de afectos que influi nas decisões de fundo e se assume como um critério de escolha que é único e padronizado, transversal a todas as estruturas partidárias ou colecções de cidadãos independentes e que se sobrepõe paradoxalmente a outros critérios que sendo “maiores” acabam por se tornar residuais e inócuos. Esta segregação de valores sendo continuada, há-de produzir como consequência um sub produto da Democracia, legítimo é certo, mas que por estar cada vez mais assente em afectos de toda a espécie, tenderá a fazer com que ela própria (a Democracia ) se transforme por osmose numa Democracia de afectos.

2 – Alinhados que estão agora, os juízos e as vontades, consignados com a entrega das listas candidatas a Autarquia, apetece dizer que vai finalmente terminar este vazio de substância que tem envolvido Caldas de S. Jorge sobretudo neste último mês e meio. Aguardam-se agora os programas de cada um ( sobreponíveis ? )para que possamos sair definitivamente deste aparente sono letárgico e dar assim início a uma discussão que se pretende profícua e esclarecedora, a bem da freguesia, mas sobretudo a bem de todos nós.
É que…torna-se cada vez mais urgente pensarmos o destino.

Até já

bettencourt

Dia 23 de Agosto de 2009 Grande Dia para a Comunidade Paroquial da Vila de Sandim, concelho de Vila Nova de Gaia!!!



Dia 23 de Agosto de 2009 Grande Dia para a Comunidade Paroquial da Vila de Sandim



Parabéns Reverendo Padre António Baptista de Oliveira
Dia 2 de Agosto de 1959 um grande dia – no passado. Lá vão 50 anos !
Ordenação Sacerdotal do Reverendo Padre António Baptista de Oliveira.
Dia 23 de Agosto de 2009 Grande Dia para a Comunidade Paroquial da Vila de Sandim, concelho de Vila Nova de Gaia.
Toda a Vila se alvoroçou desde manhã cedo deste dia 23 de Agosto ainda o Sol não raiara para esta impar e singular manifestação desta Vila de Sandim , rendidas ao tributo de homenagem ao se Pároco, o seu Reverendo Pároco que celebra nesta data a vocação dos seus 50 anos de Sacerdócio. Parabéns Senhor Abade!
Parabéns Vila de Sandim.
Então o que é que se passa?
É o seu Pároco e Pastor que celebra as suas Bodas de Ouro Sacerdotais.
É a mole humana dos paroquianos e amigos que faz rebentar pelas costuras o da Igreja Matriz de Santa Maria de Sandim que explode de alegria por um acontecimento de que não há história nas Terras de Gaia.
Padre António Baptista de Oliveira nasceu em Lobão – Santa Maria da feira a 24 de Agosto (por mais um dia = dois em um = o seu aniversário natalício!) de 1934.
Filho de Manuel Henriques Baptista de Oliveira que faleceu em 1940 (… filho órfão de pai com 6 anos!) e de Emília Rosa de Oliveira que faleceu em 1974.
Para completar o quadro falta acrescentar os seus seis irmãos: Maria ( já falecida), Joaquim (já falecido),Agostinho ( já falecido), Albina, Ermelinda e Rosa.
Terminado o 1º Ciclo ingressa no seminário de Trancoso em Outubro de 1947, seguindo os seus estudos no Seminário de Vilar e por último termina o seu percurso no Seminário da Sé.
É ordenado sacerdote na Sé Catedral do Porto a 2 de Agosto de 1959 e celebra a sua Missa Nova na Igreja Matriz de Lobão a 23 de Agosto de 1959.
Em finais de 1959 é enviado pelo Senhor Bispo de então para a Paróquia de Romariz – Santa Maria da Feira onde permanece 2 anos com Coadjutor tendo num desses dois anos assumido simultâneamente os destinos também da Paróquia de Escariz – Arouca.
Em 1961 parte para a Paróquia de Campelo – Baião e aí exerce o seu Ministério durante 11 anos.
Do trabalho aí realizado destaque-se o de Assistente Regional da Jac, dos Cursos de Noivos dos concelhos de Baião, do Marco de Canavezes e Amarante, Capelão do Hospital de Baião e da Obra de Bem - Estar Rural como elemento da Direcção e 2 anos e meio como Assistente Religioso.
De referir ainda que é um dos Fundadores do Rancho Folclórico, dos Bombeiros Voluntários e da Casa do Povo de Baião.
A 3 de Setembro de 1972 o Sr. Bispo do Porto dá-lhe outro destino e nomeia-o Pároco de Santa Maria de Sandim – Vila nova de Gaia.
Aqui se encontra há 37 anos!
Em Sandim elabora um vasto trabalho pastoral e social do qual se destaca entre inúmeros projectos os seguintes:
- em 1986 o maior impulsionador da construção de uma Nova Residência Paroquial
- em 1990 o mentor da remodelação e beneficiação da Igreja Matriz.
- em 2000 o obreiro da construção da Capela de Gestosa, da remodelação e beneficiação da Capela do Mosteiro, da Capela de Gassamar, da Capela do Calvário e da capela Românica do Mosteiro.
De realçar que em 1974 é-lhe atribuída por acumulação a Paróquia de S. Mamede de Vila Maior – Santa Maria da Feira.
Foi Assessor da catequese, dos jovens, dos Cursos de Noivos e dos Cursos de Cristandade.
Para terminar de salientar que é há 20 anos Vigário, tendo sido reconduzido em 2008, por nomeação do Sr. Bispo D.Manuel Clemente como Vigário da Vara de Vila Nova de Gaia – Sul da Região Pastoral do Grande Porto.
Durante alguns anos também fez parte do Conselho Presbiteral do Porto e da Direcção dos Cursos der Cristandade, tendo sido também director espiritual de vários Cursos de Cristandade na Diocese.
( do Guião da Celebração)

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A Comunidade Paroquial presenciou o seu pároco com almoço na Quinta da Velha em Seixo Alvo - Olival onde estiveram presentes o presidente da Junta de Sandim Dr. Mota Baptista assim como todo o executivo, o representante do presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia Dr. Mario Fontemanha, a maioria dos párocos da Vigaria, dos 5 sacerdotes da terra estiveram presente o Padre Martins, Padre José Baptista e Padre Armando (Dehoniamo que se encontra em missão em Madagáscar) além de diversos paroquianos e familiares do nosso pároco. Aliás a maioria também estiveram na Eucaristia de Acção de Graças. Foi um repasto muito emotivo onde o aniversariante demonstrou toda a sua alegria nas breves palavras que dirigiu aos presentes. Agradecendo a beleza e empenho de todos os paroquianos na eucaristia de Acção de Graças e o almoço. Para além das prendas que a paroquia lhe havia dado (LCD, GPS e tela sobre o bom pastor) a junta de freguesia e algumas colectividade também o presentearam com outras prendas. O Padre António Coelho Vigário Geral e pároco de Grijó também juntou-se a festa dando uma oferta ao nosso Pastor em nome da sua paróquia.
Foi um dia muito intenso e repleto de emoções e alegrias. A paróquia no âmbito deste ano sacerdotal aproveito a ocasião para agradecer a Deus o dom do chamamento ao sacerdócio e a graça ter um pastor e ter 5 filhos desta terra como sacerdotes
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Do seu grupo de Formação Sacerdotal constam ilustres
E célebres sacerdotes desta Diocese do Porto:
Bodas sacerdotais em 2009
Celebram este ano as suas bodas de sacerdotais :
1-António Baptista de Oliveira: ordenado em 2 de Agosto de 1959,
pároco de Sandim,
Vila Maior, vigário da vara.
2. António Emílio Ramalho Vieira da Silva: ordenado em 2 de Agosto de 1959,
pároco de Silvares e Boim, capelão do Centro de Saúde de Lousada
3.António Ferreira de Gouveia (CM) : ordenado em 19 de Julho de 1959, Conselheiro Espiritual do Conselho Central do Porto da SSVP
4.António Ferreira dos Santos: ordenado em 2 de Agosto de 1959,
reitor da Igreja da Lapa, Director do Sec. Dioc. Liturgia,
Membro do Cabido da Sé
5.António Joaquim Martins Vidinha: ordenado em 2 de Agosto de 1959,
pároco de Rio Tinto
5.Alberto Laranjeira: ordenado em 2 de Agosto de 1959,
pároco de Sobrado (Castelo de Paiva),
S. Martinho de Sardoura,
Bairros e capelão do Centro de Saúde de Castelo de Paiva
7.Franclim Caetano de Azevedo: ordenado em 2 de Agosto de 1959, pároco de Besteiros
8.Isaías Gomes de Pinho: ordenado em 2 de Agosto de 1959
9.Marcelino António Cunha Ferreira: Membro do Cabido da Sé, orientador espiritual da Casa de Vilar, responsável pela Igreja de Vilar, assistente diocesano da Legião de Maria
10.Narciso Coelho Bessa: ordenado em 2 de Agosto de 1959, pároco do Bonfim
11.Padre José Alves de Pinho nasceu na paróquia de Chave, concelho de Arouca,diocese do Porto, no dia 5 do Dezembro do 1935.Ordenado do presbítero no dia 2 de Agosto do 1959,em igualdade dos serviços das paróquias de Fornos e Sanfins (S. M. da Feira)

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50 Anos de Sacerdócio:

O Padre e o Dr. Professor Franklim Caetano de Azevedo

Quando se pensa que a palavra ‘padre’ deriva do latim páter (ou pátris) e significa “pai” ou “chefe de família” percebe-se porque é que o Padre Franklim Caetano de Azevedo fala da população de Besteiros como seus filhos.

O pároco comemorou no último fim-de-semana as Bodas de Ouro Sacerdotais, ao completar 50 anos da sua ordenação como padre (2 de Agosto de 1959). Ainda nesse âmbito, no domingo 9 de Agosto será ainda celebrada uma missa na Vila de Lobão, sua terra natal, em Santa Maria da Feira.

No domingo passado, a Igreja (nova) da freguesia, já conquista deste pároco, encheu, acolhendo mais de 300 pessoas que quiseram homenagear este sacerdote, tendo sido descerrada uma placa comemorativa onde se pode ler:

“Os paroquianos da freguesia de Besteiros agradecem reconhecidamente a vida de serviço do senhor Padre Franklim pelo seu 50º aniversário de sacerdócio”.

Seguiu-se ainda um jantar convívio em que participaram cerca de 250 pessoas.

A homenagem foi organizada pela Fábrica da Igreja, informou o pároco: “A mim bastava-me uma festita, mas eles quiseram fazer uma homenagem e não Lhes tolhi a vontade”. No discurso proferido pelos homens e mulheres que não quiseram deixar passar em branco a ocasião o padre foi tratado como “nosso” (da paróquia), porque ali cumpriu 48 anos de serviço. “Sempre tivemos e continuamos a ter muito orgulho de contar com os serviços religiosos do Padre Franklim... Mas também e principalmente com a sua disponibilidade enquanto ser humano de elevada estatura que nunca recusa uma palavra e um gesto de ajuda a quem necessita”, referiram. Foi ainda enaltecida a sua dedicação à causa da Igreja, não sendo deixada de parte a “sua faceta de Homem solidário, atento à realidade social e muito interventivo”. Descrito como um Homem ao serviço de Deus e pastor ao serviço dos Homens, foi também salientado o trabalho do pároco junto dos jovens e as obras que conseguiu levar a cabo na freguesia.

Além de sacerdote, foi professor. Por isso, o VERDADEIRO OLHAR fez-se aluno e foi conhecer a vida do homem e do padre.

Em Besteiros desde 1962

Nasceu em São Tiago de Lobão, em Santa Maria da Feira, em Julho de 1932, e lá foi criado e viveu até ir estudar.

Num tempo em que “não havia nada”, recorda, apesar de ter tido sempre o desejo de estudar, durante parte da sua adolescência trabalhou em casa na quinta de que a família era proprietária. Até que aos 15 anos, o pai arrendou parte das terras e o mandou para o seminário. Fez a admissão ao liceu e foi para Trancoso, em Vila Nova de Gaia, tendo posteriormente prosseguido os estudos em Vilar. E lembra com saudade o convívio aí estabelecido e os professores que já partiram e que ensinaram toda uma geração de padres.

A 2 de Agosto de 1959 foi ordenado sacerdote, na Sé do Porto. Foi então para Santo Ildefonso, no Porto, como coadjutor, onde permaneceu até Janeiro de 1962. E foi assim que dois anos depois de ordenado, a 7 de Janeiro desse ano, o sacerdote Franklim se tornou pároco de Besteiros e também da Madalena. Os problemas de saúde levaram ao afastamento da segunda freguesia, depois de 38 anos de serviço (em 1999), e é em Besteiros que exerce as funções de pároco até hoje.

“A vida de padre não é fácil”

Da juventude guarda as memórias de tempos diferentes. “As pessoas viviam no campo e do campo”, referiu, lembrando que poucas eram as pessoas ligadas à indústria da cortiça em Santa Maria de Lamas (freguesia de Santa Maria da Feira). Também a sua família, sendo Franklim um dos quatro irmãos, tirava da terra o sustento. Por isso, mesmo enquanto estudava, trabalhou sempre, recordou, falando em “tempos difíceis”.

Quando a vida de seminarista chegou ao fim, com uma média considerada razoável, viu-se confrontado com uma decisão: seguir ou não a vida religiosa. Depois de ser aconselhado por alguns párocos mais velhos decidiu avançar, pondo de parte a hipótese de seguir para a faculdade e fazer o curso de arqueologia, algo para o qual também foi incentivado.

“A vida de padre não é fácil”, confessa, “principalmente nos dias de hoje. As pessoas pedem mas não dão nada”. Admite que tem na paróquia gente com muita capacidade e, apesar dos problemas de saúde que muitas vezes o levaram a ser convidado a abandonar a freguesia e ir para outro local, com “boa vontade e força de vencer” tem-se mantido como pároco. “O povo daqui é muito bonito”, argumentou, não escondendo no entanto os vários problemas da freguesia, principalmente relativos à falta de emprego, que levam os jovens a partir de madrugada para Espanha e a voltar apenas uma semana ou quinze dias depois.

Paróquia com obra feita

Numa paróquia pequena e agora com mais dificuldades muitas foram as obras conseguidas por este padre.

Uma das mais importantes foi o Centro Paroquial, inaugurado em 2007, onde para já funciona o espaço destinado à catequese. Pendências com a segurança social ainda por resolver, pois o projecto aprovado não contemplava alguns requisitos exigidos, impedem a abertura do centro de convívio para os mais idosos que devia funcionar no piso inferior do edifício. Algo que continuam a tentar resolver.

“Ao longo dos anos em que estive aqui fez-se muita coisa”, disse o sacerdote, falando de um bairro para pessoas com parcos recursos onde são pagas rendas insignificantes. A construção da Igreja Matriz e o restauro da Igreja Velha, o arranjo urbanístico da zona envolvente ao cemitério e o arranjo à residência paroquial e à Capela de São Domingos foram outras obras levadas a cabo.

Dar tudo para e pela Igreja

Entrou no ensino em 1964. Primeiro no colégio Antero de Quental, em Paredes, e no Emaús, em Baltar, leccionando não só a disciplina de Religião e Moral mas também Português, História e Geografia. Integrou depois o quadro da EB 2,3 de Baltar. Aí foi professor de milhares de jovens e completou 33 anos de ensino, tendo-se reformado em 1997, altura em que se dedicou somente ao sacerdócio.

Nessas funções orgulha-se de nunca ter cobrado a ninguém pelos serviços prestados com casamentos, baptizados ou funerais. “Vivo da reforma que tenho e o que sobra dou para a paróquia, assim como tudo o que dão a esta Igreja” reforçou. Se assim não fosse, acrescentou, não era possível ter feito a obra que foi feita até aqui. Aliás, a obra feita é inegável e está patente na atribuição do seu nome - Padre Franklim Caetano de Azevedo - a uma rua e uma travessa (na Madalena) e ao Complexo Desportivo de Besteiros, assim como ao Centro Paroquial.

Pároco conhece “os filhos de Besteiros”

“Antes isto era uma família autêntica, agora está mais vazio porque as pessoas compram casa fora ou traba1ham fora”, desabafou. Por outro lado, veio para a freguesia gente de fora, pessoas com fracos recursos económicos e que trazem alguns problemas, sobretudo sociais, e que muitas vezes não se adaptam ao convívio da paróquia e se isolam. ‘Aqui nunca houve droga e agora há, mas vinda de fora”, enfatizou este padre. E se os “novos” moradores não se aproximam da paróquia e fazem da freguesia um dormitório, os que ali nasceram, “os filhos de Besteiros”, são conhecidos pelo pároco já que cresceram com ele.

Há questão «ainda há fé em Besteiros?”, responde prontamente que há. Todos baptizam os filhos e os casamentos ainda se fazem, apesar de admitir que alguns terminam em separações por “futilidades”. A catequese ainda é frequentada por muitas crianças e jovens, ao todo cerca de 260.

Por outro lado, fala de uma crise em todos os sentidos — moral, social e sobretudo familiar. «Se não há família não pode haver gente condigna” e é daí que advém graves problemas sociais, como os crimes e a violência.

“A bomba”

Haveria muitas estórias para contar de uma vida dedicada ao sacerdócio e à freguesia, mas o pároco prefere nem começar, já que para contar uma teria que contar muitas outras. Mas para não nos deixar vir embora de mãos a abanar brindou-nos com uma peripécia desta festa comemorativa. Apesar de não se agradar a todos, lembrou, sempre que diz que vai deixar de praticar o sacerdócio há muitos que lhe pedem para ficar. Com a aproximação da festa dos 50 anos, o pároco terá dito que os fiéis ainda iam receber uma bomba” antes disso. Ora, não tardou muito para começarem a espalhar a história de que o pároco iria embora e de seria substituído pelo de Sobrosa... A “bomba”, referiu, não passava da inauguração dos vitrais colocados na Igreja, a1go que aconteceu a 26 de Julho. Curioso foi que o pároco de Sobrosa, que não pode vir à celebração por ter festa na sua freguesia, veio depois à noite participar no jantar convívio. O Padre Franklim não pode perder a oportunidade de lhe dizer ‘viestes na hora certa. Vais tomar posse”, contou entre risos. “Irei embora quando Deus quiser e o Bispo assim pedir. Até lá trabalho para Deus e para o povo e não para mim”, confiou.

O “professor de homens”

Muitos são os paredenses que foram pupilos deste pároco, sobre tudo no ensino de Religião e Morai. A muitos ainda os reconhece na rua, mas a outros as marcas do tempo não lhe permitem decifrar o menino ou menina por detrás do homem ou mulher.

Deste tempo, também guarda muitas memorias.

As historias, mais urna vez, são muitas, mas “algumas näo podem ser contadas”, confessa.

Alunos rebeldes tiveram muitos. Há um que recorda em particular. Era um rapaz que já tinha reprovado duas vezes em Valongo e que se mudara meio do ano para Baltar. “Contìnu0u a portar-se mal e reprovou”, contou. Um dia os pais foram escola e receberarn de uma das professo ras uma dica: «a melhor coisa a fazer é pô-lo na turma do Padre Franklim”. EIes assim fizeram.

À vista dos colegas o rapaz era grande porque já tinha 16 anos. Os pais pediram ajuda ao pároco que, no início foi “rígido e exigia dele”, perguntando-lhe se queria ser alguém dìgno na vida. “Ele começou a ver em mim alguém que queria fazer alguma coisa dele. E nesse ano passou, sem dificuldade”, recordou, mudando completamente o comportamento. Há pouco tempo encontraram-se, vinha ele com a esposa, a rnäe e doìs filhos. «Eu não o reconheci logo”, contou o pároco, e “então ele perguntou-me: ‘não me está a conhecer?’. E voltado para os filhos, já adolescentes, disse foi este senhor professor que também é padre, que me fez homem’”. “Nunca mais me esqueci disto. Foi uma das ocasiões que mais rne marcou corno professor de pároco”, salientou.

Com a cortesia do

O VERDADEIRO OLHAR




P.Franklim Caetano Azevedo

Comemorou bodas sacerdotais

( 50 Anos – Bodas de Ouro Sacerdotais)


Vila de Lobão 9 de Agosto de 2009

Vila de Lobão, paróquia onde celebrou Missa Nova

Para além de padre também foi professor de religião e moral, português, história e geografia durante 33 anos.

O padre Franklin Caetano Azevedo comemorou as Bodas de Ouro Sacerdotais, em cerimónia realizada na igreja paroquial de Lobão. O mesmo local onde, a 9 de Agosto de 1959, celebrou pela primeira vez, após a ordenação como padre a 2 de Agosto de 1959.

O convívio entre familiares e amigos ocorreu num restaurante de Guizande.

Natural da freguesia de Lobão, nasceu em Julho de 1932.

Oriundo de uma família humilde, é um de quatro irmãos.

Apesar de ter tido sempre o desejo de estudar, Franklim Azevedo trabalhou até parte da sua adolescência, na quinta da família. Aos 15 anos, o seu pai arrendou algumas terras, de forma ajuntar dinheiro para que pudesse estudar num seminário. Fez admissão ao liceu em Trancoso, Gaia, e posteriormente continuou os estudos em Vilar. A 2 de Agosto de 1959 foi ordenado sacerdote, na Sé do Porto, rumando a seguir para Santo Ildefonso, no Porto, como coadjutor, onde permaneceu até Janeiro de 1962. O bispo entregou-lhe nessa altura as paróquias de Besteiros e da Madalena, do concelho de Paredes. No entanto, os problemas de saúde levaram-no ao afastamento da segunda freguesia, depois de a ter paroquiado durante 38 anos. Ficou apenas com a paróquia de Besteiros, onde exerce funções há 48 anos e onde foi homenageado no passado dia 2 de Agosto.

Em Besteiros tem feito obra, sendo uma das mais importantes o Centro Paroquial, inaugurado em 2007, onde, para já, funciona o espaço destinado à catequese.

O padre Franklim foitambém professor.

Em 1964 começou a leccionar no Colégio Antero de Quental, de Paredes, e no Emaús, de Baltar. Ministrava as disciplinas de Religião e Mora1, Português, História e Geografia. Integrou depois o quadro da EB 2,3 de Baltar, tendo leccionado neste estabelecimento de ensino ao longo de 33 anos. Em 1997 reformou-se e dedicou-se apenas ao sacerdócio.

Cortesia TF 17 de Agosto de 2009

ATM

Assessor para a Comunicação Social

da Vigararia de Santa Maria da Feira



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