sábado, 18 de setembro de 2010

Visita oficial do Papa Bento XVI ao Reino Unido a Convite da Rainha Isabel II


Bento XVI apelou à união de todos os cristãos, num encontro com o líder da Igreja Anglicana. Bento XVI é o primeiro Papa a ser recebido no Palácio de Lambeth, a residência do arcebispo de Cantuária, Rowan Williams. 
O líder dos anglicanos declarou que ainda é cedo para restaurar a união, perdida desde os tempos de Henrique VIII, há quase 500 anos.
“Talvez não consigamos ultrapassar rapidamente os obstáculos para restaurar a união, mas não há obstáculos na nossa busca espiritual, na obediência ao Senhor, e encontraremos mais formas de nos construirmos na santidade”, declarou o arcebispo de Cantuária.
O diálogo religioso já tinha sido o grande tema do encontro com 200 líderes das principais religiões presentes no Reino Unido.
A reunião aconteceu de manhã, na universidade de St Marys, em Twickenham, no sudoeste de Londres. Um local onde se juntaram também quatro mil alunos e professores de todas as escolas católicas do país.
Mas a visita de Bento XVI, a convite da rainha Isabel II, está a ser acompanhada por uma forte contestação. No exterior da Universidade de St Marys, dezenas de pessoas protestaram contra várias o Vaticano e relembraram o escândalo de pedofilia que está a manchar a Igreja Católica.
(Cá está outra vez o tema da Pedofilia. Parece que a crítica da Comunicação social não tem outro assunto. Foi em Portugal, foi em Chipre, é agora no Reino Unido!
O Papa já pediu perdão pelas faltas dos outros. Os faltosos são excomungados, castigados e entregues às autoridades civis… que mais querem?
Só se for para os comer e guisar com batatas!
Porque não começar pelos da Casa Pia e outros que não se sabem que o são porque  há cumplicidade sulapada. Desde que a Casa Pia foi fundada por Pina Manique sempre lá se rezou, praticou a caridade, a amizade e solidariedade!!!
Rei Henrique VIII fez cisma, separação de Roma por causa do Papa na altura o não deixado divorciar-se do Matrimónio. Por se proclamou separado de Roma e declarou-se autoridade máxima do Anglicanismo, seguido pelos seus sucessores.
Houve perseguições aos Católico Romanos como João Fisher, Thomas Morus e tentos outros mártires e muitos Católicos tiveram de fugiar para a Irlanda, América e Colónias Inglesas!
São João Fisher nasceu em Beverley, na cidade de Yorkshire, na Inglaterra, no ano de 1469. Órfão de pai ainda pequeno, aos quatorze anos era o mais destacado estudante do Colégio São Miguel. Quando completou vinte anos, era professor daquele colégio. Em seguida, ingressou na famosa Universidade de Cambridge. Dois anos depois, recebeu o diploma de doutor com louvor, foi ordenado sacerdote e nomeado vice-reitor da referida universidade.
Quando a rainha Margareth, viúva pela terceira vez, decidiu deixar a corte e ingressar num mosteiro, foi ele que escolheu para ser seu director espiritual. Distribuiu sua fortuna entre várias instituições, destinando grande parte à Universidade de Cambridge. Na mesma ocasião, São João Fisher era eleito chanceler da universidade, cargo que manteve até morrer.
Aos trinta e cinco anos, foi eleito bispo de Rochester, dedicando-se muito à função. Distribuía esmolas com generosidade e as portas de sua casa estavam sempre abertas para os visitantes, peregrinos e necessitados. Mesmo sendo bispo e chanceler da universidade, levava uma vida tão austera como a de um monge.
Apesar de todo o seu trabalho, estudava muito e escrevia livros. Seus discursos fúnebres, da morte do rei Henrique VII e da própria rainha Margareth, tornaram-se obras famosas. Quando Martinho Lutero começou a difundir sua Reforma, o bispo Fisher combateu os erros da nova doutrina, escrevendo quatro livros, que o tornaram famoso em todo o mundo cristão.
Em 1535, o rei Henrique VIII desejou divorciar-se de sua legítima esposa para casar-se com a cortesã Ana Bolena. O bispo João Fisher foi o primeiro a posicionar-se contra aquele escândalo, embora muitos outros ilustres personagens da corte declarassem, apenas para agradar o rei, que o divórcio poderia ser feito. Ele não; mesmo sabendo que seria condenado à morte, declarava a todos que:
- "O matrimônio católico é indissolúvel e o divórcio não será possível para um matrimônio católico que não se tenha anulado".
Entretanto o ardiloso rei Henrique VIII conseguiu que o Parlamento inglês o declarasse chefe supremo da Igreja na Inglaterra, em substituição ao papa da Igreja Católica, com a aprovação de todos os que desejavam conservar seus altos postos no governo. Porém João Fisher declarou no Parlamento que:
- "Querer substituir o Papa de Roma pelo rei da Inglaterra, como chefe de nossa religião, é como gritar um 'morra' à Igreja Católica", e isto seria um erro absurdo.
Os inimigos o ameaçavam, com atentados e calúnias. Como não conseguiram que o bispo deixasse de declarar sua fé católica, foi preso na Torre de Londres. Tinha sessenta e seis anos, porém os muitos anos de penitências, seus alunos, e o excessivo trabalho pastoral faziam-no aparentar oitenta. Ainda estava preso quando foi nomeado cardeal pelo Papa Paulo III. Ao ser informado da nomeação cardinalícia, o rei Henrique VIII sem qualquer piedade, exclamou: - "Enviaram-lhe o chapéu de cardeal, porém não poderá colocá-lo, porque eu lhe mandarei cortar a cabeça". E assim o fez. A sentença de morte foi comunicada a João Fisher, que foi executado no dia 22 de junho se 1535. Antes de ser decapitado, ele declarou à multidão presente que:
- "Morro por defender a Santa Igreja Católica, fundada por Jesus Cristo, e o Sumo Pontífice de Roma". Em seguida, os carrascos cumpriram a sentença.

1 comentário:

carlospinto disse...
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