quarta-feira, 10 de novembro de 2010

...momento musical

6 comentários:

ATM disse...

Falta-lhe pôr um textoadequado
ao jeito do Senhor Bettencourt.
Como por exemplo:
São lérias! São lérias!São lérias!
E muito mais!
Ó larilolé, larololé, larilolé!
Arroz com pardais!!!etc.

bettencourt disse...

...Confesso que cheguei a pensar nisso. :-)
aceito o desafio e brevemente vou republicar.
Já agora, aproveito para lhe dizer que aguardo (aguardamos)ansiosamente o seu próximo post.
O ilustre ATM, é uma das figuras incontornáveis deste Blog e a quem muito se deve também a sua continuidade.
Pena que os restantes colaboradores, estejam numa fase de...pouca disponibilidade.
Desejo sinceramente que retomem quanto antes o seu envolvimento com o BLog.

bettencourt

Anónimo disse...

Ex. Mo Sr. Bettencourt,

Do comentário acima concordo com a primeira parte, na medida em que estamos efectivamente perante uma crise financeira.
Contudo, discordo da última parte do mesmo, pois os bancos são intermediários e vítimas entre as principais vitimas – o povo, e os grandes vilões – os fundos especiais de investimentos (hedge funds).
Estes fundos são propriedade integral ou quase de individualidades como o por exemplo: George Soros, Warren Buffet, Julian Robertson, entre muitos outros…
De notar que a maioria deste tipo de fundos têm maior dimensão que a generalidade das Economias desenvolvidas (como por exemplo: Alemanha, Reúno Unido, Japão). Quando não têm, fazem parcerias temporárias uns com os outros de modo a passarem a ter (podendo deste modo fazerem frente à economia Norte Americana, Japonesa ou mesmo Chinesa).
A título de Exemplo: basta ver que em 1992 a economia mais forte do SME (Sistema Monetário Europeu), o Reino Unido, teve que abandonar a referida instituição por não conseguir defender a sua moeda, na altura a Libra Esterlina, contra os ataques especulativos do Quantum Fund, que na época tinha uma dimensão de 8,5 mil milhões de USD.

A Ásia em 1998, incluindo a China ao defender o Yuan contra o ataque especulativo que vinha sendo gradual e discretamente montado desde inicio da década, perdeu 6 mil milhões de USD. Não foi obrigada, a abandonar a defesa do yuan, porque os fundos não estavam à espera que a china tivesse tantas reservas para o fazer, o que lhes diminuiria os lucros se tivessem decidido continuar. Então abandonaram esta estratégia e dirigiram-se para a América Latina, uma vez que o custo de oportunidade da primeira escolha estava a aumentar.

Para demonstrar que os bancos são também vitimas, temos o exemplo, do Behman Brothers o quarto maior banco Norte-Americano, que em 2007 foi dos bancos com mais lucros a nível mundial, e o terceiro banco mundial com melhor notação atribuída pela Fitch. Em 2008, sem que ninguém pudesse prever, este banco é alvo de um enorme ataque especulativo e acaba por falir em 4 meses, após a ajuda da Reserva Federal não ser suficiente.
Podemos então questionar, e porque não legislam os Hedge Funds? Existem muitas explicações mas basicamente, porque são fundos mundiais, logo seria necessária uma legislação uniforme a nível mundial – algo impossível ou quase, porque nem sempre é possível distinguir capitais especulativos de investimentos relativamente a transferências de capitais entre países e finalmente porque existem formas indirectas de especular, que são em tudo idênticas a Investimento Directo Estrangeiro, é o caso das special purpose vehicle.

Uma boa medida, contra os capitais especulativos, seria os países apenas comprarem dívida uns dos outros, estando este negócio vedado aos outros agentes, sobretudo os grandes fundos de Investimento que a compram e mais tarde sobre a mesma especulam.
Contudo esta medida tem tanto de eficaz como de difícil aplicação.
Uma outra medida seria limitar a livre circulação de capitais a nível mundial. Mas isso implicaria repensar todo o sistema financeiro actual que levou décadas a ser construído, e a ser feito nesta altura de grande debilidade financeira poderia resultar numa crise semelhante à de 1929.
Relativamente a este assunto, aconselho a leitura do livro: “O Regresso da Economia da Depressão e a Crise Actual”, do autor: Paul Krugman – Prémio Nobel da Economia 2008.

Sem mais de momento,

Melhores Cumprimentos,

Correia da Silva

Anónimo disse...

Ex. Mo Sr. Bettencourt,

Do comentário acima concordo com a primeira parte, na medida em que estamos efectivamente perante uma crise financeira.
Contudo, discordo da última parte do mesmo, pois os bancos são intermediários e vítimas entre as principais vitimas – o povo, e os grandes vilões – os fundos especiais de investimentos (hedge funds).
Estes fundos são propriedade integral ou quase de individualidades como o por exemplo: George Soros, Warren Buffet, Julian Robertson, entre muitos outros…
De notar que a maioria deste tipo de fundos têm maior dimensão que a generalidade das Economias desenvolvidas (como por exemplo: Alemanha, Reúno Unido, Japão). Quando não têm, fazem parcerias temporárias uns com os outros de modo a passarem a ter (podendo deste modo fazerem frente à economia Norte Americana, Japonesa ou mesmo Chinesa).
A título de Exemplo: basta ver que em 1992 a economia mais forte do SME (Sistema Monetário Europeu), o Reino Unido, teve que abandonar a referida instituição por não conseguir defender a sua moeda, na altura a Libra Esterlina, contra os ataques especulativos do Quantum Fund, que na época tinha uma dimensão de 8,5 mil milhões de USD.

A Ásia em 1998, incluindo a China ao defender o Yuan contra o ataque especulativo que vinha sendo gradual e discretamente montado desde inicio da década, perdeu 6 mil milhões de USD. Não foi obrigada, a abandonar a defesa do yuan, porque os fundos não estavam à espera que a china tivesse tantas reservas para o fazer, o que lhes diminuiria os lucros se tivessem decidido continuar. Então abandonaram esta estratégia e dirigiram-se para a América Latina, uma vez que o custo de oportunidade da primeira escolha estava a aumentar.

Para demonstrar que os bancos são também vitimas, temos o exemplo, do Behman Brothers o quarto maior banco Norte-Americano, que em 2007 foi dos bancos com mais lucros a nível mundial, e o terceiro banco mundial com melhor notação atribuída pela Fitch. Em 2008, sem que ninguém pudesse prever, este banco é alvo de um enorme ataque especulativo e acaba por falir em 4 meses, após a ajuda da Reserva Federal não ser suficiente.
Podemos então questionar, e porque não legislam os Hedge Funds? Existem muitas explicações mas basicamente, porque são fundos mundiais, logo seria necessária uma legislação uniforme a nível mundial – algo impossível ou quase, porque nem sempre é possível distinguir capitais especulativos de investimentos relativamente a transferências de capitais entre países e finalmente porque existem formas indirectas de especular, que são em tudo idênticas a Investimento Directo Estrangeiro, é o caso das special purpose vehicle.

Uma boa medida, contra os capitais especulativos, seria os países apenas comprarem dívida uns dos outros, estando este negócio vedado aos outros agentes, sobretudo os grandes fundos de Investimento que a compram e mais tarde sobre a mesma especulam.
Contudo esta medida tem tanto de eficaz como de difícil aplicação.
Uma outra medida seria limitar a livre circulação de capitais a nível mundial. Mas isso implicaria repensar todo o sistema financeiro actual que levou décadas a ser construído, e a ser feito nesta altura de grande debilidade financeira poderia resultar numa crise semelhante à de 1929.
Relativamente a este assunto, aconselho a leitura do livro: “O Regresso da Economia da Depressão e a Crise Actual”, do autor: Paul Krugman – Prémio Nobel da Economia 2008.

Sem mais de momento,

Melhores Cumprimentos,

Correia da Silva

Anónimo disse...

Ex. Mo Sr. Bettencourt,

Do comentário acima concordo com a primeira parte, na medida em que estamos efectivamente perante uma crise financeira.
Contudo, discordo da última parte do mesmo, pois os bancos são intermediários e vítimas entre as principais vitimas – o povo, e os grandes vilões – os fundos especiais de investimentos (hedge funds).
Estes fundos são propriedade integral ou quase de individualidades como o por exemplo: George Soros, Warren Buffet, Julian Robertson, entre muitos outros…
De notar que a maioria deste tipo de fundos têm maior dimensão que a generalidade das Economias desenvolvidas (como por exemplo: Alemanha, Reúno Unido, Japão). Quando não têm, fazem parcerias temporárias uns com os outros de modo a passarem a ter (podendo deste modo fazerem frente à economia Norte Americana, Japonesa ou mesmo Chinesa).
A título de Exemplo: basta ver que em 1992 a economia mais forte do SME (Sistema Monetário Europeu), o Reino Unido, teve que abandonar a referida instituição por não conseguir defender a sua moeda, na altura a Libra Esterlina, contra os ataques especulativos do Quantum Fund, que na época tinha uma dimensão de 8,5 mil milhões de USD.

A Ásia em 1998, incluindo a China ao defender o Yuan contra o ataque especulativo que vinha sendo gradual e discretamente montado desde inicio da década, perdeu 6 mil milhões de USD. Não foi obrigada, a abandonar a defesa do yuan, porque os fundos não estavam à espera que a china tivesse tantas reservas para o fazer, o que lhes diminuiria os lucros se tivessem decidido continuar. Então abandonaram esta estratégia e dirigiram-se para a América Latina, uma vez que o custo de oportunidade da primeira escolha estava a aumentar.

Para demonstrar que os bancos são também vitimas, temos o exemplo, do Behman Brothers o quarto maior banco Norte-Americano, que em 2007 foi dos bancos com mais lucros a nível mundial, e o terceiro banco mundial com melhor notação atribuída pela Fitch. Em 2008, sem que ninguém pudesse prever, este banco é alvo de um enorme ataque especulativo e acaba por falir em 4 meses, após a ajuda da Reserva Federal não ser suficiente.
Podemos então questionar, e porque não legislam os Hedge Funds? Existem muitas explicações mas basicamente, porque são fundos mundiais, logo seria necessária uma legislação uniforme a nível mundial – algo impossível ou quase, porque nem sempre é possível distinguir capitais especulativos de investimentos relativamente a transferências de capitais entre países e finalmente porque existem formas indirectas de especular, que são em tudo idênticas a Investimento Directo Estrangeiro, é o caso das special purpose vehicle.

Uma boa medida, contra os capitais especulativos, seria os países apenas comprarem dívida uns dos outros, estando este negócio vedado aos outros agentes, sobretudo os grandes fundos de Investimento que a compram e mais tarde sobre a mesma especulam.
Contudo esta medida tem tanto de eficaz como de difícil aplicação.
Uma outra medida seria limitar a livre circulação de capitais a nível mundial. Mas isso implicaria repensar todo o sistema financeiro actual que levou décadas a ser construído, e a ser feito nesta altura de grande debilidade financeira poderia resultar numa crise semelhante à de 1929.
Relativamente a este assunto, aconselho a leitura do livro: “O Regresso da Economia da Depressão e a Crise Actual”, do autor: Paul Krugman – Prémio Nobel da Economia 2008.

Sem mais de momento,

Melhores Cumprimentos,

Correia da Silva

bettencourt disse...

Caro Correia da Silva.
Permita-me a respeito do seu comentário a transcrição da seguinte notícia, que vai de resto ao encontro da sua bem fundamentada análise.

Bruxelas, 11 nov (Lusa) -- O Parlamento Europeu aprovou hoje a primeira diretiva (lei europeia) de regulação dos fundos de investimento de alto risco (hedge funds) considerados instrumentos altamente especulativos que amplificaram os efeitos negativos da crise financeira.

A Assembleia reunida em Bruxelas aprovou o texto por larga maioria, 513 votos a favor, 92 contra e 3 abstenções, confirmando assim o acordo político alcançado em outubro pelos 27 Estados-membros e o Parlamento Europeu.

As novas regras visam controlar a atividade dos gestores dos fundos de investimento de alto risco e garantir uma maior transparência sobre a sua gestão destes fundos, tendo em vista proteger os investidores e fomentar a estabilidade dos mercados financeiros.

Não deixa no entanto e nesta fase, de ser apenas mais uma medida paliativa.Melhor que nada, digo eu.
O caricato de toda esta situação é que a pretexto da estabilidade financeira,os governos se tornem reféns do próprio sistema que pretendem estabilizar.

cumprimentos,

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