quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"Ainda o grande Prof. José Mattoso"



Ao ver estas imagens colocadas pelos Sr. ATM, vem-me a lembrança os meus tempos de liceu.
Nessa altura era uma das minhas disciplinas favoritas, e digo isto porque até á data, continua a ser algo que me fascina.
Lembro-me de uma célebre apresentação de uma livro do Prof. José Mattoso, uma conferência proporcionada pela Câmara, não sei precisar era eu ainda aluno de escola presenciei essa apresentação, já nessa altura pela pouco conhecimento que eu auferia, achei este Sr. de uma estrema sabedoria, não sei se estou a exagerar mas esse momento troce-me até hoje um profundo gosto por tudo que tenha a ver com História de Portugal.
E por isso mesmo nutro por este Sr. Prof. José Mattoso uma profunda admiração.
O Sr. ATM demonstrou por várias vezes ser capaz de nos proporcionar bons momentos de cultura. Talvez o desafio, de trazer á nossa Freguesia este Professor, para a realização de um colóquio, seria algo que já tenha pensado, e se assim o é, eu estarei na primeira fila para o felicitar.
Terminaria com a conclusão de um dos livros várias vezes premiados do Prof. José Mattoso, “IDENTIFICAÇÃO DE PAIS – I OPOSIÇÃO” e que mesmo sendo escrito á vários anos, está cheio de actualidade, no que confere aos grandes centros de decisão. E por essa razão é também uma forma de estar e pensar, e o que queremos para a nossa evolução enquanto “rurais” e criar a nossa mesma emancipação.
“ Voltando ao tempo de partida, podemos dizer, em conclusão, que os conselhos mais arcaicos se aproximam mais dos senhorios típicos do que os mais evoluídos. Ou seja, algumas das funções de controlo económico que se encontram nos conselhos da montanha existem também nos senhorios, embora exercidas pelos senhores, em seu proveito próprio. Pelo contrário, a capacidade de gestão individual dos bens que se encontra na cidade, quer dependa do Rei quer do senhorio particular, confere á vida económica dos conselhos urbanos um dinamismo que não é possível encontrar nem nos senhorios nem nos conselhos rurais. Dir-se-ia, portanto, que a diferença essencial entre o conselho e o senhorio que sob tantos aspectos, marca profundamente a vida das comunidades rurais e urbanas, é menos importante do que a que opõe a cidade ao campo. Este é, por natureza, compartimentado e fechado sobre si mesmo, e só com dificuldade abandona esquemas de auto consumo. Aquela não pode existir sem a projecção a grandes distancias e tende ao crescimento incessante, tecendo redes e criando intercâmbios cada vez mais vastos e complexos, que as limitadas comunidades rurais seriam incapazes de dominar.
De facto é nas grandes cidades que se monta a estrutura envolvente do Pais, a rede que liga as comunidades umas às outras. A partir da sua influência, desagregam-se as defesas e precauções que as comunidades rurais pacientemente haviam acumulado contra os inimigos externos, e acabam por se revelar prejudiciais aos seus interesses. É ai que se evidencia a impossibilidade de fazer parar o tempo e de impedir a edificação do espaço nacional.”

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