segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

CENTRO ESCOLAR

Na última reunião da Assembleia de Freguesia o presidente da Junta foi questionado sobre a posição do processo do Centro Escolar de Caldas de S. Jorge, dado que haveria indicações de que a Câmara teria feito subir o projecto para o tecto. Ou não fosse em Caldas de S. Jorge!
O presidente da Junta deu como resposta que tinha havido adiamento e não exclusão, por causa da crise (coloca-se a crise a crédito, quando dá jeito). Como não casava a bota com a perdigota, procurou-se obter algo de mais assertivo e concreto e então (citando de memória) o Presidente da Câmara, questionado: “…. Informou que a análise que está a ser feita nas freguesias onde não houve possibilidades, até ao momento, e em que se não prevêem possibilidades de construir centros escolares, é a requalificação e a melhoria e a melhoria que a Câmara pode introduzir nos edifícios existentes, dizendo que o Centro Escolar de Caldas de S. Jorge é um desses”.
Será que fica alguma dúvida quanto à intenção da Câmara?
E na tal melhoria, onde se incluirá o local coberto para a prática de desporto, onde o local para recreio, onde a cozinha, onde o refeitório, onde o ATL e onde as salas para Pré-Primária. Poderá sempre dizer-se que ficarão a servir-se do que existe. E isso interessa a alguém, poderei acrescentar. E sala de professores, e sala de Associação de Pais? Haverá algum dado de comparação com um Centro Escolar? E a introdução de muitos outros instrumentos de apoio poderá ter lugar num edifício como o que existe? E a concentração das crianças não seria vantajosa?
E acrescento agora. Se, porventura, a Junta de Freguesia tivesse sido diligente e tivesse feito negócio ao terreno, a Câmara poderia agora recuar? Ou será que continua a refugiar-se, o presidente da Junta, na invocação tão mentirosa como parva de que o terreno não foi comprado porque alguém se intrometeu para influência negativa?
Não houve avanço da Junta por pura incompetência e quiçá influências poderosas de alguém que não queria perder alguns interesses e não houve avanço e intervenção pro-activa da Câmara porque é em Caldas de S. Jorge.

José Pinto da Silva

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