terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Excelente artigo da autoria da Jornalista Sandra Moreno Correio da Feira



Caldas S. Jorge - Joaquim Magalhães de Castro tem paixão pela história
Jornalista feirense corre o mundo
para mostrar o que os portugueses não valorizam.
 O jornalista das Caldas de S. Jorge viu ontem ser transmitido na RTP2 o último episódio do seu documentário sobre os portugueses nos Himalaias. O trabalho chegou ao pequeno ecrã depois de 10 anos de persistência, sinal, na sua perspectiva, de que Portugal está longe de compreender o seu papel no mundo.
Sandra Moreno
Escreve sobre o descobre nas suas viagens.
Escreve sobre as memórias, feitos e conquistas dos portugueses no mundo. 
Tem formação em história e é nisso que se inspira enquanto jornalista. Natural das Caldas de S, Jorge, Joaquim Magalhães de Castro viu ontem ser transmitido na RTP2 o seu último episódio do documentário “Himalaias – Viagem dos jesuítas portugueses”. 
O documentário é fruto de um trabalho de 10 anos, de muita persistência e de um orgulho que diz sentir por Portugal. Porque quando se corre o mundo, descobre-se que, afinal, ser português é algo muito mais importante.
Concilia a história com o jornalismo, mas diz que essa é uma tarefa, por vezes, “inglória”. 
Desde que iniciou as suas viagens, percebeu que os portugueses têm muito mais para contar do que se imagina. Mas entristece-o reconhecer que contar essas histórias nem sempre é fácil. “Os portugueses não valorizam aquilo que são e possuem. Os jornais não se interessam por publicar reportagens sobre a descoberta de uma comunidade luso-descendente na Birmânia” – diz o jornalista. 
A expansão portuguesa é, na sua opinião, um terreno fértil em histórias que mudariam a forma como os portugueses se sentem, mas “a mensagem não passa”. 
Joaquim Magalhães de Castro tenta fazer disso a sua missão, “mas em Portugal há um grande desprezo por aquilo que é nosso. Se calhar se fosse inglês ou francês levavam-me ao colo”- aponta o feirense.
“Mal tratamos a nossa história. É isso que estranho. Contentamo-nos com pouco, mas somos muito bons a promover os outros”.
Por isso, o jornalista das Caldas de S. Jorge salienta ter sido uma vitória levar a RTP2 a mostrar o seu documentário. “Há 10 anos que insisto e desta vez consegui”. 
O resultado tem agradado os espectadores. O primeiro episódio levou mais de 190 mil pessoas a fixarem o olhar no pequeno ecrã. “Agora, não tenho tido feedback da RTP2, em termos de audiência, mas as reacções que vou colhendo são muito boas” – realça, satisfeito.
Joaquim Magalhães de Castro sente-se quase um privilegiado por conhecer tanto sobre os portugueses e não desiste de “repor a verdade histórica. “Às vezes tenho a sensação de que o país está entregue a traidores. Não se quer mostrar a grandeza dos portugueses e não temos orgulho na nossa história” – diz, lembrando, por exemplo, que um dos homens mais ricos da Malásia é luso-descendente. “E ao contrário de nós, tem muito orgulho nas suas raízes. É tempo de nós, aqui em Portugal, resgatarmos também a nossa história, o nosso património. Isso pode ser até um caminho para sairmos desta crise”. Afinal, “os portugueses esgotaram-se no mundo. Nós é que nos misturámos e é a Europa que nos deve alguma coisa e não ao contrário. A maior conquista do mundo foi feita pelos portugueses ao descobrirem o mundo, mais até do que o homem viajar até à Lua”.
E esta é uma realidade que o jornalista considera não estar presente nas mentes dos portugueses. “Basta ligar um canal de história e não se ouve falar sobre os portugueses e, na minha perspectiva, isso é má-fé e uma falta de respeito”.
Joaquim Magalhães de Castro confessa que mudou muito assim que iniciou as suas viagens. Mudou como português. “Em todas elas, encontrei sempre vestígios portugueses, porque nós estivemos, de facto, em todos os cantos do mundo”.
O feirense está, entretanto, a preparar o lançamento de dois livros, um sobre as viagens que fez em África e outro sobre os luso-descendentes no sudeste asiático. Em carteira está também um outro de crónicas e fotografias sobre os 50 anos do navio-escola Sagres, no qual teve o “privilégio” de fazer a volta ao mundo. “E mais uma vez, nenhum jornal se interessou por este trabalho. 
São verdadeiros tiros nos pés, o que denota que gostamos muito pouco de nós próprios” – lamenta o jornalista. A falta de interesse é o que mais o desmotiva, mas Joaquim Magalhães de Castro não está preparado para desistir. “Acho que ainda vamos a tempo de usar todos os nossos troféus para que Portugal não se transforme numa colónia de férias dos alemães ou dos ingleses”. 


Com devida vénia para com o Semanário Correio da Feira
e Excelente artigo da autoria da Jornalista Sandra Moreno

4 comentários:

Anónimo disse...

SE EU PUDESSE SER DEUS...
"Só o simples facto de pensar em “fazer de Deus”, revela-se uma tarefa demasiado grande para um ser “tão pequeno” quanto eu. É claro que todos nós seguramente já pensámos, alguma vez, que gostaríamos de ter o “poder” para pôr fim a toda a miséria, à doença, à ignorância, ao ódio, às injustiças, às guerras, aos desastres da natureza... Ou, até mesmo, acabar com a morte. Gostaríamos, certamente, de encher o mundo apenas com paz, amor, prosperidade, respeito e amizade entre todos os povos. Um mundo em que os seres humanos vivessem em plena felicidade e em harmonia com os seus semelhantes e a natureza. Mas, por alguma razão, Deus terá criado o mundo tal e qual ele é !? Não nos compete a nós julgar o que Ele pretende com aquilo que achamos errado no mundo. Compete-nos apenas ter fé nas suas decisões e na sua mão justa e acreditar que Ele estará sempre lá para nos ajudar no nosso caminho, por muito difícil e injusto que ele nos pareça muitas vezes..."

ATM disse...

Ora cá está um comentário que faz pensar e reflectir!
Enquadra-se perfeitamente nesta época ante, natalícia e pós-natalícia.
Só é pena que o comentário seja anónimo tal é a sua profundidade,
mas também como anónimo passa muito bem!
Parabéns!
Ter o “poder” para pôr fim a toda a miséria, à doença, à ignorância, ao ódio, às injustiças, às guerras, aos desastres da natureza... Ou, até mesmo, acabar com a morte…isso já Deus fez e Jesus Cristo completou e encerrou…
O homem é que estraga tudo.
Na minha modesta opinião Deus não criou o Mundo tal qual ele é… o homem é que fez
e faz que ele assim seja.
É Este o mistério da liberdade concedida por Deus à humanidade
e ao homem. Que até lhe dá a liberdade de escolher e fazer o mal!
Da sua escolha depende o seu futuro e da humanidade!

Toni disse...

SE EU PUDESSE SER DEUS...
"Só o simples facto de pensar em “fazer de Deus”, revela-se uma tarefa demasiado grande para um ser “tão pequeno” quanto eu. É claro que todos nós seguramente já pensámos, alguma vez, que gostaríamos de ter o “poder” para pôr fim a toda a miséria, à doença, à ignorância, ao ódio, às injustiças, às guerras, aos desastres da natureza... Ou, até mesmo, acabar com a morte. Gostaríamos, certamente, de encher o mundo apenas com paz, amor, prosperidade, respeito e amizade entre todos os povos. Um mundo em que os seres humanos vivessem em plena felicidade e em harmonia com os seus semelhantes e a natureza. Mas, por alguma razão, Deus terá criado o mundo tal e qual ele é !? Não nos compete a nós julgar o que Ele pretende com aquilo que achamos errado no mundo. Compete-nos apenas ter fé nas suas decisões e na sua mão justa e acreditar que Ele estará sempre lá para nos ajudar no nosso caminho, por muito difícil e injusto que ele nos pareça muitas vezes..."

Toni disse...

IV DOMINGO DO ADVENTO
Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de David e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus.36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!”
E o anjo retirou-se. (Lc 1, 26-38)

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