sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A TASCA DA ESQUINA.

Nunca percebi muito bem esta coisa da Maçonaria, excepto que são uma espécie de seitas ultra secretas com regulamentos e rituais próprios, organizadas em lojas e da qual fazem parte nomes importantes da vida pública portuguesa.
Na realidade não é muito claro para a maioria dos portugueses qual a importância, ou melhor, qual o contributo que estas “lojas” dão à sociedade, o que até nem admira muito porque como vimos anteriormente são sociedades ultra-secretas e como tal, para eles tudo é segredo.
Ficamos a saber recentemente ( ver Diário de Notícias – 04/12/2012 ) que cerca de 182 deputados da Assembleia da Republica pertencem a lojas maçónicas, número que impressiona porque representa cerca de 80% do plenário. Entre eles estão os lideres das bancadas parlamentares do PSD, Luis Montenegro e do PS, Carlos Zorrinho que pertencerão no entanto a obediências diferentes: GOL ( Grande Oriente Lusitano ) e GLLP (Grande Loja Legal de Portugal) respectivamente.
Serve isto para dizer que a política portuguesa está infestada de “maçons” que decidem Portugal de acordo com regras pouco transparentes e pouco democráticas ( porque influenciados pelas respectivas “obediências” maçónicas).
Segundo o Jornal Público noticiou recentemente, o restaurante “Tasca da Esquina” propriedade do maçon Vitor Sobral, iria acolher destacados membros da maçonaria entre os quais o já referido Luis Montenegro juntamente com altos quadros da ONGOING ( sete para ser mais preciso), destacando-se o antigo director do SIED, Jorge Silva Carvalho assim como o actual presidente e o vice presidente do referido grupo. A iniciativa teria como objectivo dinamizar o grupo de reflexão “acreditar Portugal” com vista “a uma maior interacção com o mundo profano”.
Não sei se estão a ver bem o filme. Ao fim de meia dúzia de canecos de tinto carrascão na “Tasca da Esquina” já não há quem não “acredite Portugal”. E com jeitinho, mais lá pró fim da reflexão até no Botswana aquela gente passaria a acreditar. Na verdade hoje em dia para se "acreditar Portugal" só mesmo na Tasca da Esquina".
O certo é que com esta crise no imobiliário prevê-se que o número de lojas maçónicas aumente exponencialmente, embora, e diga-se em abono da verdade que o concelho da feira já esteja e este respeito muito bem servido com a GLRB (Grande Loja de Rendas e Bordados ) que conta com um número significativo de maçons. Saliente-se de resto que esta loja tem rivalizado com a emergente LAP (Loja de Acessórios de Pichelaria) sediada nas caldas de S. Jorge, cujo Grão Mestre ninguém conhece lá muito bem mas suspeita-se de quem possa ser.
No que me diz respeito continuarei a pertencer à GLMOA ( Grande Loja de Murcões e Otários Anónimos) cuja principal missão dos seus membros é assistir de forma impávida e serena a este forrobodó de promiscuidade. E ai de quem profane estes sacralizados princípios.

Até Já

2 comentários:

Toni disse...

ACHO MUITO BEM, EU TAMBÉM QUERIA SER OBSCURO EM ALGUMAS CONJUNTURAS, MAS O BOM INTENTO NÃO ME CONSENTE.

Anónimo disse...

Grande parte dos maçons que integravam a loja Mozart 49, e que têm sido referidos na imprensa, saíram nos últimos tempos para outras lojas da mesma obediência, a Grande Loja Legal de Portugal. Muitas das saídas devem-se à discordância com a forma de funcionamento da Mozart e aos casos de repercussão pública em que esta surgiu envolvida – apurou o SOL junto de fontes da instituição.
Neste momento, a loja resume-se aos 'irmãos' da Ongoing (liderados por Nuno Vasconcelos) e a alguns elementos ligados às 'secretas' – como Jorge Silva Carvalho, ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), e João Paulo Alfaro, ex-agente dos serviços secretos. Ambos passaram, entretanto, a trabalhar também na Ongoing.

A Mozart 49 conta ainda com o Coronel Francisco Rodrigues (director do departamento das secretas e ex-venerável da loja), Luís Montenegro (líder parlamentar do PSD), Francisco Martins (chefe de gabinete do secretário de Estado da Presidência, Marques Guedes) e Nuno Manalvo (ex-chefe de gabinete de Isaltino Morais na Câmara de Oeiras).

As saídas da Mozart – que caiu em desgraça por ser vista apenas como um local de tráfico de influência – têm sido muitas. Sebastião Herédia, por exemplo, cunhado de D. Duarte e que iniciou Nuno Vasconcelos na maçonaria, está agora na loja Abade Correia da Serra. Trata-se de uma loja mais recente para onde saiu também Luís Carrilho (comandante da Polícia em Timor), Armindo Monteiro (vice-presidente da CIP), o general Francisco José Cordeiro (da Indústria de Desmilitarização e Defesa) e Paulo Noguês, que a

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