terça-feira, 16 de outubro de 2012

Doentes com lesões graves enganados por falso médico em centro ilegal

 

Doentes com lesões graves queixam-se de ter sido enganados num falso centro de reabilitação física por um falso médico. A Rádio Renascença foi até lá, a Caldas de S. Jorge, Santa Maria da Feira.

O dito centro não está licenciado nem registado como unidade de saúde, o que não impede os seus responsáveis de terem doentes internados e de lhes cobrarem até seis mil euros por mês.

Na Internet e no Facebook, aparece como centro de reabilitação física que trata praticamente tudo através do que chama o “método cubano”. Legalmente, não existe e o que a Renascença encontrou foi uma casa privada, sem nada que a identifique como unidade de saúde (lá dentro, ao fundo, vê-se alguém em cadeira de rodas).

À porta, quem atende é Manuel Batista. Não deixou entrar a Renascença e chamou por telefone o advogado e a filha, para nos dizerem que Manuel Batista, afinal, “não desempenha nenhum cargo” e é apenas um “voluntário” no centro.

Anabela, emigrante na Bélgica, foi das primeiras doentes a passar meses no dito centro de reabilitação, mas hoje diz-se enganada e sem melhoras.

“Eu cheguei aqui a pagar 5.500 euros por mês, mas há lá pessoas a pagar seis mil euros por mês e não passa facturas, não há nada, nem há nada para as Finanças”, relata.

Anabela ficou paraplégica num acidente. Há cerca de três anos, falaram-lhe de um bom médico, veio para Portugal e começou por ser tratada em casa pelo “Doutor” Manuel Batista.

“Ele aproveita-se destas pessoas frágeis, como eu, porque ficamos na expectativa. Quando eu vim para cá, o que ele prometeu é que num mês ficava a comer sozinha, caminhava”, recorda a antiga utente do falso centro.

Não há registo na Ordem dos Médicos, mas familiares e doentes disseram à Renascença que Manuel Batista já se apresentou como neurologista, terapeuta e nutricionista.

Confrontado, Manuel Batista afirma que “isso é mentira” e que, na verdade, é “naturoterapeuta”, formado na Escola de Biologia e Saúde de Lisboa.

A escola foi mandada encerrar em 2009 pelo então ministro da Educação, Mariano Gago, por ter cursos que não estavam reconhecidos.

Contactadas pela Renascença sobre este caso, a Administração Regional de Saúde do Norte afirma não ter qualquer convenção com este centro e a Entidade Reguladora da Saúde diz não ter qualquer registo do centro de reabilitação ou dos seus responsáveis.

2 comentários:

Anónimo disse...

VIGAROS

Anónimo disse...

Um aparte à noticia.
Esta noticia, texto integral, não é da autoria deste blog. Assim sendo falta a referência à fonte!!!

de onde copiaram: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=80998

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