sábado, 6 de outubro de 2007

GNR impediu corte de árvores

O corte inesperado de várias árvores junto à ponte dos Candaidos, nas Caldas de S. Jorge, Santa Maria da Feira, obrigou à intervenção do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR. O proprietário incorre numa multa que pode atingir os 70 mil euros. A intervenção foi solicitada pelo vereador do Ambiente, Emídio Sousa.O abate das árvores estaria a ser efectuado de forma indiscriminada junto às margens do rio Uíma (menos de dez metros), sem que tal corte estivesse autorizado pela Comissão de Coordenação e desenvolvimento Regional do Norte, apesar de estar a ser praticado em solo particularO local é uma das principais "portas de entrada" das Caldas de S. Jorge e as opiniões de moradores, que ocorreram ao local, em grande número, dividiam-se sobre a pertinência daquela intervenção. Mas o presidente da Junta, Hermínio Mota, fez questão de lembrar que "a lei é para se cumprir e as pessoas têm que se habituar a não fazer as coisas sem autorização". Hermínio Mota recordou que o espaço em causa tem sido alvo de tentativas de negociação entre a Junta e o proprietário, ao longo de duas décadas, mas sem sucesso. "Queríamos construir um parque de lazer, mas não conseguimos chegar a acordo", referiu.O madeireiro que procedia ao corte das árvores foi identificado e terá alegado o desconhecimento da lei. Ainda com a presença da GNR continuaram a ser cortadas mais árvores, mas fora do perímetro abrangido pela lei. O vereador Emídio Sousa diz que foi alertado para o sucedido e que terá tido garantias por parte do SEPNA que a lei seria cumprida.
SR
In JN On-Line.

4 comentários:

danoninhuh disse...

Infelizmente na nossa Terra é mm assim..cada um faz o que quer e lhe apetece e as leis ficam para os outros...
Finalmente alguém se impôs e fez ver que as leis existem são para serem cumpridas...

marlenefpaiva disse...

...Fico sem saber qual o objectivo do corte das árvores. Era para embelezar o local ? Para vender a madeira ? chatear a Junta ? Valorizar o terreno ? Plantar milho transgénico ? Se alguém souber , que nos informe por favor.

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...

Pinto da Silva vai dizer:

É claro que o abate das árvores foi (e é porque vai continuar no espaço legal)para vender a madeira.
O desconhecimento da lei não ajuda nem desobriga ninguém. É um princípio geral. O proprietário desconhecia a disposição legal que impede o abate de árvores na corda de 10 metros a partir da água sem autorização prévia ou sem pagamento de uma licença. Que, pelos vistos, se tira na CCDRN, no Porto. Confesso que eu também não sabia. Sabia que não se podia mexer no leito do rio nem alterar as margens que eu designaria pelos combros. Quanto às árvores, se no acto do abate se não alterassem os "combros" que poderiam ser abatidas.
Ouviu-se dizer e vinha no JN que o alerta partiu da Junta de Freguesia que terá alertado o Vereador Municipal do Ambiente que terá feito deslocar a brigada do SEPNA.
É sabido que a Junta tem andado a abordar proprietários dos terrenos marginais para a tal passagem pedonal (3 ou 5 metros) na margem do rio e é sabido que este proprietário também foi abordado. Não seria expectável que, antes de fazer denúncia, se tivesse falado com o proprietário, alertando-o para a ilegalidade? Foram abatidas 4 árvores na corda condicionada e há ainda umas poucas mais que, naturalmente, serão abatidas depois da respectiva licença. Haverá agora meio de convencer o proprietário a ceder o espaço para a passagem pedonal? Claro que não.
E eu, em circunstâncias que tais, também não deixaria.
Lembro que há anos, no mesmo local, houve uma intervenção no leito e margem do rio. Foram derrubadas diversas árvores que estavam um tanto curvadas sobre o rio e a Junta ou Câmara não só não pedidu licença à CCDRN como não avisou sequer o dono e árvores houve que foram abatidas por encosto de uma Escavadora giratória, ficando partidas a meio do tronco. Nessa altura houve mexida no rio desde aqule local até quase à ponte. Cadê a licença?
Enfim. Entendo que houve precipitação que vai redundar em prejuizo para a freguesia. Ver-se-á.

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