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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
...intão e nós ?...hein ?
Li este artigo de opinião no "Terras" e resolvi partilhá-lo convosco.
Fiães... uma cidade sem sorte
por Salvador S. Silva
Tal como acontece com as pessoas, também as freguesias, por uma ou outra razão, são ou não bafejadas pela sorte. Fiães é uma terra, que se pode queixar da falta de sorte. Foi elevada à categoria de vila, mais tarde elevada a cidade, mas tudo isso faz-nos lembrar uma criança quando chora e a mãe dá-lhe a “chucha” para ela se calar.
A cidade de Fiães, por falta de sorte, por ter alguma “chucha” na boca ou algum outro “mistério”, a verdade é que, desde há cinquenta anos para cá, deixou de ter o desenvolvimento (relativo, claro) que teve, como aldeia. Com a elevação à categoria de vila e mesmo depois de ser cidade, jamais teve o crescimento que é normal beneficiar uma terra, após ser elevada a um novo estatuto.
Para quem conheceu a freguesia de Fiães, há quarenta ou cinquenta anos atrás e a conhece presentemente, e queira analisar, o que era, como aldeia, e o que actualmente é, como cidade, tem forçosamente de concluir que a evolução tem sido lenta e muito reduzida, mesmo se comparar com outras localidades, incluindo a sede do concelho, que como Fiães tem o título de cidade, mas o seu crescimento, a todos os níveis continua a ser notável!
No presente, são notórios os efeitos da falta de estruturas que ajudem a manter e melhorar o bem-estar da população, descrente num futuro melhor. Não é só a camada jovem, a procurar outros locais para trabalhar e viver, deixando centenas de casas desabitadas, mas também a falta de motivação, para captar novos empreendimentos, e outros sinais, a merecer mais atenção, por parte das autarquias, a quem cabe grande parte das responsabilidades pela situação em que se encontra esta cidade.
Pois é, meus amigos...
Fiães... uma cidade sem sorte
por Salvador S. Silva
Tal como acontece com as pessoas, também as freguesias, por uma ou outra razão, são ou não bafejadas pela sorte. Fiães é uma terra, que se pode queixar da falta de sorte. Foi elevada à categoria de vila, mais tarde elevada a cidade, mas tudo isso faz-nos lembrar uma criança quando chora e a mãe dá-lhe a “chucha” para ela se calar.
A cidade de Fiães, por falta de sorte, por ter alguma “chucha” na boca ou algum outro “mistério”, a verdade é que, desde há cinquenta anos para cá, deixou de ter o desenvolvimento (relativo, claro) que teve, como aldeia. Com a elevação à categoria de vila e mesmo depois de ser cidade, jamais teve o crescimento que é normal beneficiar uma terra, após ser elevada a um novo estatuto.
Para quem conheceu a freguesia de Fiães, há quarenta ou cinquenta anos atrás e a conhece presentemente, e queira analisar, o que era, como aldeia, e o que actualmente é, como cidade, tem forçosamente de concluir que a evolução tem sido lenta e muito reduzida, mesmo se comparar com outras localidades, incluindo a sede do concelho, que como Fiães tem o título de cidade, mas o seu crescimento, a todos os níveis continua a ser notável!
No presente, são notórios os efeitos da falta de estruturas que ajudem a manter e melhorar o bem-estar da população, descrente num futuro melhor. Não é só a camada jovem, a procurar outros locais para trabalhar e viver, deixando centenas de casas desabitadas, mas também a falta de motivação, para captar novos empreendimentos, e outros sinais, a merecer mais atenção, por parte das autarquias, a quem cabe grande parte das responsabilidades pela situação em que se encontra esta cidade.
Pois é, meus amigos...
o progresso é lento...
...sinuoso...
...e modo geral, incompreendido.
até já
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
A Lógica do Canil
Foto : ...abandonado, vadio e errante,
- Uma das muitas valências prestadas pelo canil Municipal da Feira, tem a ver com a
…“captura, recolha, transporte e alojamento de animais abandonados, errantes ou vadios”.
Isto é o que diz no site da Câmara e eu, acredito.
Imaginem a dificuldade que os funcionários camarários devem ter em identificar no terreno o estado “afectivo”, de cada um destes animais … errantes, tendo em conta a classificação regulamentar proposta.
Às vezes pergunto-me o que acontece quando estes mesmos funcionários, no exercício das suas funções se cruzam por exemplo com um frango na beira da estrada.
Como é que vão decidir se o frango é ou não vadio? Será que foi abandonado? Ou será apenas mais uma de muitas criaturas errantes à procura de um nexo de causalidade existencialista para a sua efémera vida?
E quem diz frango, diz outro “ser” qualquer, seja rastejante, bípede, ou quadrúpede.
É que embora não parecendo, assim à primeira vista, esta é uma questão assente em definições conceptuais de difícil e complexa interpretação.
O bicho é vadio porque foi abandonado, ou foi abandonado porque é vadio?
Repare-se que errante, neste contexto, deve ser entendido como um estado de espírito. Digamos que uma consequência directa do abandono por vadiagem, ou então da vadiagem por abandono.
Uma coisa é certa, meus caros. È que segundo a lógica do canil, independentemente dos motivos que possam estar por detrás da “errância”do animal, a Câmara captura-o, recolhe-o, transporta-o e aloja-o.
Num certo sentido, e permitam-me aqui a analogia, se não fosse a parte do “captura-o”, quase que poderíamos dizer, que o essencial dos fundamentos ideológicos do Republicanismo, se encontram plasmados nas valências do canil Municipal.
De facto, a concretização do Estado social, enquanto expressão natural desses mesmos fundamentos ideológicos (que se encontram de resto consignados na lei fundamental do país), impõe que as pessoas, tal como os animais, possam e devam ser recolhidas, transportadas e alojadas, sempre que, claro está, se verifique uma situação de abandono e/ou vadiagem com a consequente errância que modo geral, acaba sempre por se manifestar mais cedo ou mais tarde.
Ora, a abordagem metafórica desta questão, remete-nos para uma outra que tem suscitado alguma polémica e que se prende com a recente contratação do novo acessor para o gabinete de urbanismo da Câmara da Feira.
Num contexto de crise internacional particularmente difícil para todos nós, e em contra ciclo com as óbvias necessidades de contenção orçamental que deveriam pautar as decisões dos governantes e gestores do erário público, parece-me que esta não é nem mais nem menos do que a interpretação literal que a autarquia faz do… recolhe-os, transporta-os e aloja-os.
Dito por outras palavras e “lactus sensu”, esta contratação traduz-se na versão humanizada dos mesmos propósitos que são assumidos como desígnio pelo canil municipal.
Mas contra isso nada, ou como diria Salazar “…nunca interrompas o teu inimigo, enquanto ele estiver a errar.”
O que eu receio é que a câmara da Feira, agora em final de mandato comece a produzir demasiado…”sabão macaco”, para as nossas reais necessidades, fazendo com que a equipe de limpeza que entrar a seguir, não saiba bem o que fazer a tanto detergente de duvidosa qualidade.
Mas isto sou eu a dizer, claro.
Tenho visto por aí muita boa gente que pensa que o P.D.M, ainda há-de conseguir eleger um primeiro ministro.
Tè já
bettencourt
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Época de Incêndios
O governador civil de Aveiro José Mota, prometeu uma maior fiscalização a par de um maior número de acções de sensibilização junto das populações para prevenir incêndios.
Tendo-se reunido, com o presidente da Câmara Municipal, Alfredo Henriques, e com o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), foram avaliadas medidas com o objectivo de pôr termo a um “conjunto anormal” de focos de incêndio registados em cinco freguesias do município feirense.
De acordo com os dados disponibilizados pelo Governo Civil de Aveiro, desde Janeiro até ao início de Julho registaram-se 219 focos de incêndio no município feirense, número que representa 36% das ocorrências no distrito.
Caldas de S. Jorge, Canedo, Pigeiros, Romariz e Vale são as freguesias do concelho de Santa Maria da Feira mais afectadas pelos incêndios.
O governador civil de Aveiro considera que é fundamental reforçar a comunicação entre as diversas instituições, sensibilizar ainda mais a população para o perigo das queimadas e aumentar as acções de fiscalização.
“Se há criminosos, eles que se acautelem. Vamos cair-lhes em cima”, avisou José Mota.
Embora não tenha concretizado a forma como esta medida punitiva iria ser implementada e apesar da muita insistência de Alfredo Henriques, José Mota limitou-se apenas a olhar repetidamente de esguelha para o vereador do Urbanismo.
Se por acaso o leitor é, ou pensa vir a ser pirómano, o Blog sugere-lhe que antes mesmo de dar início à sua actividade criminosa, esteja particularmente atento ao espaço aéreo para não se deixar surpreender.
Sobre as causas dos incêndios, o presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Alfredo Henriques, adianta que “há suspeitas que é preciso aprofundar”, tendo um destacado elemento da CDOS, levantado de imediato o dedo para falar, para dizer que "na sua opinião, os fogos eram ateados com recurso a isqueiro" e que apesar de ainda não ter na sua posse dados concretos, tratava-se apenas de um palpite.
Esta intervenção fez com que dois agentes da PJ presentes o tivessem de imediato manietado para lhe colocarem na cabeça um tubo de cartolina azul com orelhas de burro coladas, acto que viria a merecer da parte de todos os presentes um forte aplauso.
Apesar do elevado número de incêndios no Concelho, segundo o autarca salienta, “os efeitos não têm sido gravosos, graças à rápida intervenção das corporações de bombeiros”, e porque também, segundo o Blog apurou, as pessoas fogem a tempo.
Alfredo Henriques alerta os proprietários dos terrenos para a importância e obrigatoriedade da limpeza das matas junto aos aglomerados urbanos, zonas industriais e eixos viários. O autarca reitera ainda o apoio da Autarquia na limpeza dos caminhos florestais, para facilitar o trabalho dos bombeiros em caso de incêndio.
A reunião solicitada pelo governador civil de Aveiro realizou-se a 9 de Julho, no auditório do Museu Convento dos Lóios, e contou com a presença de autarcas, bombeiros, GNR e Policia Judiciária.
Algumas coisas In “ site da Câmara”
Tendo-se reunido, com o presidente da Câmara Municipal, Alfredo Henriques, e com o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), foram avaliadas medidas com o objectivo de pôr termo a um “conjunto anormal” de focos de incêndio registados em cinco freguesias do município feirense.
De acordo com os dados disponibilizados pelo Governo Civil de Aveiro, desde Janeiro até ao início de Julho registaram-se 219 focos de incêndio no município feirense, número que representa 36% das ocorrências no distrito.
Caldas de S. Jorge, Canedo, Pigeiros, Romariz e Vale são as freguesias do concelho de Santa Maria da Feira mais afectadas pelos incêndios.
O governador civil de Aveiro considera que é fundamental reforçar a comunicação entre as diversas instituições, sensibilizar ainda mais a população para o perigo das queimadas e aumentar as acções de fiscalização.
“Se há criminosos, eles que se acautelem. Vamos cair-lhes em cima”, avisou José Mota.
Embora não tenha concretizado a forma como esta medida punitiva iria ser implementada e apesar da muita insistência de Alfredo Henriques, José Mota limitou-se apenas a olhar repetidamente de esguelha para o vereador do Urbanismo.
Se por acaso o leitor é, ou pensa vir a ser pirómano, o Blog sugere-lhe que antes mesmo de dar início à sua actividade criminosa, esteja particularmente atento ao espaço aéreo para não se deixar surpreender.
Sobre as causas dos incêndios, o presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Alfredo Henriques, adianta que “há suspeitas que é preciso aprofundar”, tendo um destacado elemento da CDOS, levantado de imediato o dedo para falar, para dizer que "na sua opinião, os fogos eram ateados com recurso a isqueiro" e que apesar de ainda não ter na sua posse dados concretos, tratava-se apenas de um palpite.
Esta intervenção fez com que dois agentes da PJ presentes o tivessem de imediato manietado para lhe colocarem na cabeça um tubo de cartolina azul com orelhas de burro coladas, acto que viria a merecer da parte de todos os presentes um forte aplauso.
Apesar do elevado número de incêndios no Concelho, segundo o autarca salienta, “os efeitos não têm sido gravosos, graças à rápida intervenção das corporações de bombeiros”, e porque também, segundo o Blog apurou, as pessoas fogem a tempo.
Alfredo Henriques alerta os proprietários dos terrenos para a importância e obrigatoriedade da limpeza das matas junto aos aglomerados urbanos, zonas industriais e eixos viários. O autarca reitera ainda o apoio da Autarquia na limpeza dos caminhos florestais, para facilitar o trabalho dos bombeiros em caso de incêndio.
A reunião solicitada pelo governador civil de Aveiro realizou-se a 9 de Julho, no auditório do Museu Convento dos Lóios, e contou com a presença de autarcas, bombeiros, GNR e Policia Judiciária.
Algumas coisas In “ site da Câmara”
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