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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ainda o Reverendo Padre Domingos Moreira: Um Testamento, Uma Biografia e Uma Bibliografia.

Excelentes, brilhantes testamentos:
Baden Powell,
Papa Paulo VI,  
JOÃO PAULO II
Padre Domingos Moreira não fica atrás.
Testamento do Reverendo Padre Domingos Moreira, 
Digníssimo Abade de Pigeiros e não só.
É um assunto de que várias pessoas me têm falado. Recentemente o Prof. De História de Arte, da Faculdade de Letras de Coimbra, Dr. Nelson Correia Borges, no seu estudo de antropologia cultural sobre o culto da Senhora da Boa Morte, ainda florescente no século XVIII, cita nas páginas 6 e 7 as sugestivas palavras do Pe. António Vieira nos seus sermões, edição Lello e Irmão, Vol. II, 1959, 187-188: “A morte tem duas portas: uma porta de vidro por onde se sai da vida; outra porta de diamante por onde se entra à eternidade. Entre estas portas se … se acha subitamente um homem no instante da morte, sem poder tornar atrás nem parar nem fugir nem dilatar senão entrar para onde não se sabe e para sempre […]”. 
Aristóteles disse que entre todas as coisas terríveis a mais terrível é a morte. Disse bem, mas não entendeu o que disse. Não é terrível a morte pela vida que acaba mas pela eternidade que começa. Não é terrível a porta por onde se sai, terrível é a porta por onde se entra. Se olhais para baixo, um precipício que vai parar no inferno. É tudo incerto” e, cristãos, “se quereis morrer bem” “morrei em vida moralmente”.
Depois desta introdução, escrita com alegria ao som da banda musical minhota, irei começar.

Em nome de Deus, Amén.
A minha vontade, Padre Domingos de Azevedo Moreira, após conversações com os sobrinhos com quem vivo, e com o seu consentimento, é que a minha biblioteca seja cedida a uma instituição que me dê garantias da sua segurança, conservação, dinamização, de forma que esta seja sempre uma biblioteca viva. Assim, decidi ceder, como cedo, a minha biblioteca ao Município de Santa Maria da Feira nas seguintes condições:
a)      Biblioteca especial (cujo critério de selecção será feito pelo meu testamenteiro): contém os exemplares mais valiosos. Quero que estes sejam instalados em caixa-forte em condições de conservação adequadas a cargo da Câmara Municipal.
b)      A restante biblioteca (livros, revistas, jornais, fotocópias, apontamentos, objectos musicais, discos, etc.) será alojada em sala (ou salas) própria (s), com o nome do doador na porta da sala – P. Domingos de Azevedo Moreira, Abade de Pigeiros. Será instalada no pólo de Pigeiros, depois de estar a casa pronta (em Pigeiros). O espólio será acessível ao Declarante e aos seus dois sobrinhos (MARIA DE FÁTIMA DE PINHO MOREIRA MAGALHÃES E MARIDO) em cuja casa vivo. Falecendo um e outros, cessa o direito de fruição.
Quanto a cuidados: gostava que fosse criado uma espécie de CONSELHO PEDAGÓGICO com o objectivo de conservação e dinamização da biblioteca para que esta não se torne num mundo fechado. Do citado CONSELHO farão parte a minha sobrinha MARIA DE FÁTIMA DE PINHO MOREIRA MAGALHÃES E O SR. VEREADOR DA CULTURA da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira).
Por questões de segurança ou outras, o espólio pode ser transferido provisoriamente da residência de Pigeiros para instalações em Romariz. Os trabalhos de inventariação poderão ser iniciados de imediato por pessoal a indicar pela Câmara Municipal, sendo minha vontade que a minha sobrinha Fátima e seu marido integre essa equipa.
Nomeio como testamenteiro o meu condiscípulo, Dr. Cândido dos Santos.
O  Reverendo Pároco de Pigeiros Domingos A Moreira
”Deixa um espólio internacional único”
Uma biografia publicada numa das suas obras  “Capela da Senhora das Necessidades em Nadais: Escapães, editada pela Liga dos Amigos da Feira refere que o saudoso extinto nasceu em Romariz
(Santa Maria da Feira) a 8 de Abril de 1933
mas foi registado em Escariz  (Arouca) com o nome de Domingos Moreira de Azevedo como consta do baptismo (também em Escariz)
e ainda da própria cédula do Registo Civil que mais tarde raspou o nome para inverter a ordem dos apelidos para a actual sequência
de «Domingos de Azevedo Moreira» (Domingos A. Moreira).
Viveu em Escariz (em Vale de Lameiro) apenas o primeiro ano de idade.
Era filho de Manuel José Moreira (de Escariz) e de Laurinda Moreira de Azevedo (da família dos Moreiras da Reguenga de Romariz).
Seguidamente, após esse primeiro ano de idade, passou a viver junto de Cabeçais, numa quinta do Couto que era o extremo Sul da freguesia do Vale (Santa Maria da Feira) onde os pais eram caseiros de lavoura.
Aqui viveu até aos 18 anos de idade, tendo sido a sua vida repartida simultaneamente por 4 freguesias: a vida religiosa
(missa dominical, catequese, Comunhão Solene, ida para o seminário, etc.) foi toda na freguesia de Fermedo (Arouca) a que Cabeçais pertencia;
a vida de trabalho na lavoura como auxiliar dos pais,
além da freguesia do Vale a que pertencia o local do Couto,foitambém nas propriedades do pai na freguesia de Escariz, no lugar de Vale de Lameiro e no sítio do Castelo,
entre o lugar da Abelheira (de Escariz) e a freguesia de Mansores;
a vida escolar foi toda na freguesia de Romariz (1ª e 2ª classe numa sala alugada, do lugar do Carvalhal e a 3ª e 4ª classe da escola primária na escola oficial, junto à igreja de Romariz onde hoje é a residência do pároco);
a reduzida vida civil foi na freguesia do Vale quando ia, no período do racionamento alimentar na época da Segunda Guerra Mundial, buscar, com uma senha oficial, os géneros de mercaria ao lugar de Cedofeita.
Aos 18 anos de idade passou a residir em Romariz (no lugar da Reguenga) até à conclusão do Curso de Teologia, na diocese do Porto, em 1958.
Foi Pároco em Oliveira do Douro - estágio seguido de titularidade transitória.
Seguiu-se a paróquia de Pigeiros, durante cerca de 50 anos.
Foi ainda Pároco das Caldas de S. Jorge durante meio ano  (1978-1078)
e administrou ainda a Paróquia de Guizande 10 anos.
Foi professor no Extemato Castilho de S. João da Madeira
e deixou uma vastíssima obra publicada,
ficando aqui alguns exemplos:
Freguesias da Diocese do Porto.
Elementos Onomásticos Altimedievais”;
Documentos históricos sobre Pigueiros-Feira : documentos inéditos post-medievais;
António Moreira de Azevedo : facetas da sua vida. S. João da Madeira; Nossa Senhora do Pilar em Portugal. Vila Nova de Gaia;
A propósito do topónimo Minhãos Santa Eulália — Arouca;
Significado etnográfico da festa dos pardais em Pigeiros (Feira);
O aeronauta francês capitão Emilien Castanet em Pigeiros (Feira); 
Freguesias da diocese do Porto;
Nótulas históricas sobre Pigeiros (Feira);
Capela de São Tomé em Oliveira (Vale-Feira);
Freguesias da Diocese do Porto : elementos onomáslicos alti-medievaiš;
Problemática linguística do Topónimo “Brantães” (Sermonde-Gaia); 
Capela da Senhora dos Remédios em Romariz;
Freguesias da diocese do Porto : elementos onomásticos alti- medievais; 
Uma vida à busca de Deus [Texto policopiado];
Fermedo, aspectos da sua histó- ria / Alfredo G. Azevedo e Domingos A. Morei- ra.;
Alfena / Domingos A. Moreira, Nuno António Maria Cardoso; Enquadramento Onomástico de “Meinedo” (Lousada);
Educação e sexualidade : o problema sexual à face  « da decência e da moral";
Nótulas históricas sobre Pigeiros (Feira);
Elimologia de “Portugal”;
Centro Pastoral de Nossa Senhora da Paz em Alfena / Nuno A. M. Cardoso, Domingos A. Moreira, Do- mingos Jorge do Aido;
 Celso Cardoso;
Misœlânea de antropotoponímia germânica na Galiza e Norte de Portugal; Santa Maria de Pigeiros da Terra da Feira;
Imitação de Maria / trad. Domingos A. Moreira;
Vila do Conde produtor de milho;
Capela da Senhora das Necessidades em Nadais;
Rio Durius/Douro no quadro da sua problemática linguística;
Estudo onomástico sobre alguns rios a norte e sul do Douro;
Infelicidade e esperança  ( Santo  Isidoro de Sevilha ;
Imitação de Maria / trad. Domingos A. Moreira.
Desde a fundação da Revista Villa da Feira o Padre Domingos Moreira enriqueceu-a com os excelentes artigos deixando para a posterioridade estudos desenvolvidos ao longo de toda a sua vida,
demonstrando o grande conhecimento científico capaz de ombrear com grandes eruditos. ( Do Correio da Feira)
De referir ainda dois livros
Que tencionava publicar em Português:
“ A imitação dos Anjos”
“ A Vida de Cristo de Ludolfo da Saxónia.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Correio de leitores..."PERSONALIDADES DA NOSSA TERRA"

1
OLA ! DE NEUCHATEL ! A NOSSA VILA TERMAL !

O

( PINHEIRO )


Representa a Árvore Genocologica, de uma Família, que sao os Residentes do (Pinheiro) ! e o Povo de Arcozelo, !
A varias Gerações, que esse sitio , e largo, é ponto de encontro, e convivio ! se chama (Pinheiro).
Representa muito para mim, e para muitas pessoas de Arcozelo.
Para nos vai ser sempre um (Pinheiro), onde recorda-mos com muita Saudade , a nossa Infancia !
Esse (Pinheiro) é uma chama que trago dentro de mim !
Esteja onde estiver, é com muita Saudade, que estaras sempre comigo !
O (Pinheiro) é uma Arvore da vida ! as raizes as nossas Gerações anteriores! o tronco e os ramos as Gerações futuras.
Para mim e para todos que lá brincaram ! choraram e jogaram ! uma salva de palmas.
O (Pinheiro) é um sonho de quando eramos todos Crianças.
Como é bom sonhar-mos com esses tempos ! onde eramos todos iguais e Crianças !
Um ponto de encontro dos nossos Antepassados !, pessoas queridas que nos deixaram muita Saudade.
Que nos transmitiram a sua sabedoria, e as suas tradições, do (Pinheiro) ! ao Calvário ! e as Caldas de S.Jorge !
Em Honra e memoria dos nossos Queridos Antepassados ! e dos Presentes ! e dos nossos Emigrantes, que andam por esse Mundo fora.
Na minha opinião devia-se chamar a esse sitio Rua :do (Pinheiro)? e não Rua do Cabeçeiro.

Qual é vossa opinião ?

2

Eu pergunto aos responsáveis da Autarquia ? a esse Largo !e Sítio ! que toda a vida se chamou sempre (Pinheiro) ? qual foi a razão para chamaram à muito pouco tempo Cabeçeiro ?
Agora pergunto ? poderia-se fazer qualquer coisa para remediar esse erro ? poderia-se corregir o Nome ? se fosse possivel era um bom gesto da parte da Autarquia ? isso ia alegrar muitas pessoas e corações.
Se à uma comissão de Moradores em Arcozelo ? Pedia-lhes a sua opinião ?
Quando meteram a placa, com o nome (Cabeceiro) chamei atenção ! a um empregado da Junta ! e a um Sr. que fazia parte da Junta de Freguesia!
Que me disseram que os nomes não eram difinitivos, que ia haver alterações, até hoje nao vi nada ! e assim vai continuando o (Pinheiro) de Luto ! até quando ? até à eternidade !
Com um pouco de boa vontade de todos, talvez pudesse-mos resolver este problema !
que afinal não ia prejudicar ninguém ! mas é uma questão de respeito para os que là Nasceram e Morreram ! e pouco de diguinidade para os que ainda là vivem !

Uma Saudaçao a todos.
Gomes do (Pinheiro)



Recordaçao de um EX- Escuteiro dos Anos 60-1960
Gomes do (Pinheiro) Arcozelo !
Tempos de Criança!

3

Uma fotografia da (Ribes)em Arcozelo.
2008 das minhas Férias a Portugal .


Foto onde se encontra Placa com Nome da Rua Cabeceiro!,no (Pinheiro) em Arcozelo?
subida para o Calvário, vista da Rua do Emigrante!
Fotos Antigas, Gente da nossa terra! dos Anos 1950,
Recordar é viver!
Saudades da nossa Gente que Frequentavam o nosso (Pinheiro).


4

Sr. Adriano Falecido! Comunhão Solene da Esposa do Sr: Armindo! do (Garnisè) Sr: do Monte que julgo ser o Falecido Pai! do Sr. Armindo, todos de Arcozelo.


Várias Pessoas de ! Arcozelo, Caldas, Casaldoido!
Albano D.P.Gomes (Junior) de Arcozelo ! Maria A. P. Jesus Casaldoido!
ETC. se as conhecerem ? digam os seus nomes ? e façam um comentário !
5

Foto de rapazes Solteiros ! em Arcozelo ! Albano D. A. Gomes (junior) ETC.
Seus colegas de ! do (Pinheiro)
Se conhecerem algum anunciem o seu nome!


Albano D.A.Gomes(junior) Gente do (Pinheiro)
Estas Pessoas fazem parte do (Pinheiro) que é Arcozelo.
Uma Saudaçao Especial a todos!
Assina:Albano D.P.Gomes do (Pinheiro)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Personalidades Relevantes de C.S.Jorge.

Miguel Miranda nasceu no Porto, em 1956. Licenciou-se em medicina em 1979, especializando-se em Medicina Familiar. É membro da Associação Portuguesa de Escritores, da Associação de Escritores de Gaia, da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto e do Pen Clube Português. Venceu o Grande prémio do Conto 1996 APE com o livro Contos à Moda do Porto e o Prémio Caminho de Literatura Policial 1997 com o livro: O Estranho Caso do Cadáver Sorridente. Em 2002 recebeu a medalha de ouro de mérito cultural e científico do município de V. N. Gaia. Está representado no Dicionário de Personalidades Portuenses de Século XX - publicado pela Porto Capital da Cultura 2001. Participou em várias colectâneas de contos: Dez Contos com Livro Dentro (Campo das Letras Editores, 2004); Quarenta (Publicações D. Quixote, 2005); Os Melhores Amigos (Texto Editores, 2006). Está traduzido em Itália com a obra Due Avvoltoi Crocifissi nel Cielo (Nonsoloparole Edizioni, 2006).

Obras publicadas: O Complexo de Sotavento (Athena Editora, romance, 1992); Contos à Moda do Porto (Edições Afrontamento, contos, 1996); Caçadores de Sonhos (Edições Bial, 1996); Bailado de Sombras (Edições Afrontamento, romance, 1997); O Estranho Caso do Cadáver Sorridente (Editorial Caminho, 1998); Livrai-nos do Mal (Campo das Letras, romance, 1999); A Mulher que Usava o Gato Enrolado ao Pescoço (contos, Edições Afrontamento, 2000); A Maldição do Louva-a-Deus (romance, Campo das Letras, 2001; prémio de ficção Fialho de Almeida 2001 da SOPEAM); Dois Urubus Pregados no Céu (romance policial, Campo das Letras, 2002); A Princesa Voadora (literatura infantil, Campo das Letras, 2003); Como se Fosse o Último (contos, Campo das Letras, 2004); Caçadores de Sonhos (literatura infanto-juvenil, Campo das Letras Editores, 2004) O Silêncio das Carpideiras (romance, Publicações D. Quixote, 2005)

COMENTÁRIOS

«...A história que cada conto conta raramente é a que está à vista, é antes a "outra" história, a história que, sob a história narrada, pulsa como um fio de água subterrâneo correndo entre as circunstâncias e os episódios da narração e desaguando lentamente no coração, mais do que na razão, da leitura.» Manuel António Pina, texto de apresentação de Contos à Moda do Porto, Ateneu Comercial do Porto, 27/02/1996.

«ALTAMENTE – ... uma expressão enxuta, exacta, por vezes envolvente e alada.» Fernando Venâncio, sobre Contos à Moda do Porto, JL, 10/04/1996.

«O PRAZER DA DESCOBERTA – Congeminar ou idealizar, escrever e convencer, são nesta obra atributos indesmentíveis, independentemente do grau de fantasia efabuladora, que é verdadeiramente surpreendente.» Ramiro Teixeira, sobre Contos à Moda do Porto, Primeiro de Janeiro, 5/05/1996 e Matinha, 5/05/1996.

«Pela escrita de Miguel Miranda se revela que o autor está apaixonado pelas pessoas.» José Manuel Mendes, texto de apresentação de Bailado de Sombras, Ateneu Comercial do Porto, 28/11/97.

«GARBOSO – Surpresa já não era. A grande qualidade narrativa era previsível. A malícia da linguagem fazia parte da promessa. O desenlace é altamente inesperado.» Fernando Venâncio, sobre O Estranho caso do Cadáver Sorridente, JL, 8/04/1998.

«A verdadeira dimensão do romance está muito para além do traje policial que o reveste.» Mário Cláudio, texto de apresentação de O Estranho Caso do Cadáver Sorridente, Convento dos Loios, Santa Maria da Feira, 17/04/1998.

«Em O Estranho Caso do Cadáver Sorridente, Prémio Caminho de Literatura Policial, Miguel Miranda mistura ingleses gananciosos e ex-operacionais do período revolucionário, criando uma mistura explosiva.» Francisco Mangas, DN, 12/051998.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

José Francisco de Sousa...

26/08/1936 – 16/08/2004
Há muito que anseio fazer uma pequena homenagem ao meu avô José, mas nunca sabia como, nem quando o fazer… Então vi neste blog a oportunidade e a altura certa para o realizar.

É certo que para muitos este senhor é um desconhecido…
É certo que ele não faz parte da história da nossa terra… É apenas um cidadão como um outro qualquer, mas que para mim e com certeza para muitos é um exemplo para a vida… Uma pessoa por quem tenho muita admiração e orgulho devido á força de viver que possuía…

José Francisco de Sousa, nasceu no dia 26/08/1936 e faleceu a 16/08/2004 no hospital de Santa Maria da Feira quando foi sujeito a uma intervenção cirúrgica, após ter sido detectado cancro intestinal.
Trabalhou na Câmara Municipal de Santa Maria da Feira como Capataz de Obras desde 1967. Após ter passado á reforma o Sr. José mantinha os seus dias sempre ocupados de uma forma ou de outra, a ler livros e jornais, a jogar cartas ou damas com os seus amigos pelos cafés da Vila. O interesse pela televisão só o despertava para as noticias, documentários políticos ou para o futebol.
Era uma pessoa com uma cultura muito extensa, sabia de tudo um pouco, dava gosto falar com ele.
O futebol, ou melhor, o seu clube, assim como o seu partido, eram algumas das suas paixões. O Sr. José de Sousa foi o primeiro presidente da casa do Benfica de Caldas de S. Jorge, após esta ter sido inaugurada no ano de 1997 pelo ex. Presidente do S.L.B., Manuel Damásio. O Sr. Sousa tornou-se de imediato o sócio nº1 da casa do Benfica, e tanto quanto sei, até hoje o nº1 ainda não foi ocupado.
As suas capacidades físicas e motoras muitas vezes não o deixavam ir muito além dos seus sonhos, mas ele era um homem de luta, de ideias fixas, gostava de ser o primeiro e o melhor em tudo o que fazia.
O Sr. José perdeu a sua mão esquerda quando era novo, muitos o conheciam por “Zé coto”. A sua mão foi substituída por uma prótese que apenas servia para conduzir o seu automóvel e pouco mais que isso, o que é certo é que esta prótese entre outras doenças que tinha vieram-lhe a destruir a coluna, ficando esta totalmente curva, não lhe permitindo levantar nem rodar a cabeça, logo, enquanto estava de pé, não conseguia ver muito mais do que o chão que todos pisam. Apesar de todas estas adversidades da vida e muitas outras aos quais não mencionei, eu nunca o vi lamentar-se pelos seus problemas de saúde, muito pelo contrário, ele achava que falar de doenças era tempo perdido. Aquilo que ele mais gostava, era do convívio com os amigos e familiares, sentar-se á mesa com boa comidinha, bom vinho e uma boa conversa com muita animação pelo meio, ele não pedia muito mais que isso... Pois era aquilo que o fazia feliz, e aquilo que ele levou desta vida…
O amor pela família e amigos era incondicional, não era capaz de negar nada a quem lhe pedisse auxilio… Sofria muito mais com a dor de um familiar do que com a sua própria dor… Nunca o vi chorar pelo seu sofrimento, nem mesmo na hora da partida…
Para finalizar, e porque o texto já vai longo eu quero agradecer em nome do meu avô José de Sousa, a todos os familiares, amigos e colegas de trabalho da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira pelo carinho e apoio que lhe deram, nomeadamente ao Exmo. Senhor José Pinto da Silva, pessoa por quem tenho grande estima, admiração e muito respeito, que há bem pouco tempo fez uma homenagem sentida ao seu camarada na secção do PS, aos representantes do restaurante “A Taverna”, Café “Beira Rio”, Casa do Benfica, entre outros… Por terem sido a sua 2ª casa nos últimos anos de sua vida...
Quero ainda fazer um apelo a todos aqueles que tem os seus avos nesta vida… Desfrutem da companhia deles, aprendam com eles… As suas rugas são sinónimo de vivência, cultura, trabalho, história… São os nossos segundos pais, aqueles que tudo fazem por nós…

Eterna Saudade,


Daniela Sousa

terça-feira, 17 de julho de 2007

Vivendo a Semana Grande das Festas da Nossa Vila












Vivendo a Semana Grande das Festas
da Nossa Vila de Caldas de São Jorge
Homenageamos os mais antigos nossos Concidadãos.
Fica bem a gratidão em que tem um coração bom!
Assim louvamos e engrandecemos aqueles que estão pertinho de nós
E nem sempre paramos um instante para os saudar e com eles dialogar.

Assim peguei em mim mesmo,
Eram três da tarde…
Entrei na Rua do Herdeiro,
Cumprimentei de soslaio
a casa apalaçada da mesma Rua.
Enfiei-me calçada abaixo
em direcção ao Rio Uíma
nesta altura ainda farto de água.
Calquei as pedras da calçada
Tão bela,
Bonita
Bem arranjada.
A cada passo que dava
Me recordava
De quantos lavradores,
jornaleiros
Cabanões
e cabaneiros
A desciam e subiam.
Dos carros,
carrões
e carroças
Que a percorriam,
Dos bois mansos e pacatos
Que batiam em quaternário
os quatros cascos,
Acompanhados pelos sonoros
chiados
das rodas dos férreos aros,
embandeirados pelas molduras
dos chifres enfeitados
de vermelhos e corados laços.

E as pedras lá estão,
redondas, redondinhas
como quem diz:
Afaga-me com os teus pés descalços
e vais gostar das massagens que te dou
antes de entrar no banho refrescante
das águas correntias
e cristalinas do nosso Rio.

Cumprimentei o Rio
com pés e mãos acariciando as suas águas..
e disse:
Adeus !
Até à próxima!
Subi de regresso a calçada
e parei à porta 141
Vi e li.
Vi uma cara um rosto em pedra
Li um portal antigo datando 1669!
Bati à porta.
Recebeu-me um simpático, sábio
e inteligente ancião;
Exacto o Senhor António Domingos da Conceição!
Nascido a 16 de Janeiro de 1920.
Todo sorridente e lúcido as suas 87 Primaveras!
Vive só
desde que lhe faleceu a Esposa Elvira Henriques Pereira
com quem casara em Travanca Oliveira de Azeméis
em 7 de Fevereiro de 1959.
Foi Regedor durante 23 anos!
De 1952 a 1975!
O MFA e o PREC devem-lhe
a despromoção,
o ordenado, os subsídios,
a Reforma e o Laureado.De diálogo e conversação fácil e amiga
dá gosto falar.
Me disse que a calçada
Fora feia pelo seu avô António Bernardo da Conceição que era casado com Matgarida Alves da Silva da Casa do Engenho.

Mais ainda ma disse que a ponte a jusante
Do rio com a calcada foi feita duas vezes!
Porque caísse?
Não.
Porque a primeira era só para peões
E os bois atravessavam com carros pelo leito do Rio.
A segunda foi feita mais tarde ampliando a existente
Facultando a passagem dos carros de bois,
Luxo para os mesmos,
Que assim já se não molhavam e constipavam!
Os antigos eram mesmo amigos dos sus animais!
E desempenhou o cargo com sucesso e competência!
De referir que a casa apalaçada da Sé
Pertence à família.
Que tem brasão episcopal é de ver !
Que foi habitação de Bispo há que investigar!?

Me disse que a calçada
Fora feia pelo seu avô António Bernardo da Conceição
que era casado com Margarida Alves da Silva da Casa do Engenho.

A sua família é grande.
São oito irmãos.
Seis rapazes e duas raparigas.
Uma irmã que já faleceu em Rio Meão.

O irmão Alberto Carlos da Conceição
Nascido em 9 de Fevereiro de 1934
É sacerdote desde 23-12-1961
e conceituado Professor e
Pároco de Ferreira – a – Nova e Liceia
Da Figueira da Foz,
Diocese de Coimbra
De realçar ainda
Ser da Família do Famoso Sanjorgense
O Abade António Domingos da Conceição,
Pároco de Fornos e Guisande
( De quem já falei em anterior nota).
Está sepultado no Cemitério desta Vila e m sepultura da Família.
De referir que a casa apalaçada da Sé
Pertence à família.
Quem tem brasão episcopal é de ver !
Que foi habitação de Bispo há que investigar!?

Para finalizar esta minha nota
Que já vai longa, fiz duas perguntas ao meu prestigiado.
A primeira :
Há mais alegria, nas pessoas da nossa Terra, hoje ou antigamente ?
Resposta:
-- Sem dúvida nenhuma havia mais alegria antigamente.
Eram os campos, era a lavoura, os cantares, as danças..
As pessoas eram mais amigas.
Não havia ganância, vaidade
Mas sim humildade, solidariedade!

Acha que a Nossa Vila pode ser cidade7
- Comparativamente, sim!
Vejamos cidades: Fiães, Lourosa, Pinhel, etc.
Não têm mais do que nós!

Aqui fica esta nota Obrigado ao Senhor António Domingos da Conceição!
ATM

domingo, 17 de junho de 2007

Personalidades..."Quem é?"


Será que as pessoas de Caldas de S. Jorge sabem da existência de um natural de cá que, além de falar e escrever com fluência todas as línguas europeias latinas,Acho que se não inclui o romeno) fala e escreve inglês e alemão, fez licenciatura em:
Filosofia
Estudos Sociais
Teologia
Sagrada EscrituraÉlève Titulaire de l'École Biblique et Archeologique de Jérusalem
Que nos seus périplos de ensino e aprendizagem foi fui Bolseiro da Gulbenkian e do Governo Federal da Alemanha em diversas Universidades Alemãs, e que fixado ou em viagens de estudo esteve ou viajou por Inglaterra, Alemanha, França, Israel, Libano, Jordânia, Transjordânia, Siria, Egipto, Sinai, Turquia e Grécia e que para melhor estudar aprendeu a "defender-se" em Aramaico, Hebraico e sabe bastante de diversas linguas eslavas.
Além de ser padre, agora reformado e sem exercício.

Valerá a pena revelar aos que não sabem?

José Pinto da Silva

sábado, 16 de junho de 2007

Pessoas Relevantes Desta Vila...

CASA DOS GRILOS:

Manuel Francisco Grilo ( irmão do Senhor Cónego) nascido em 1884 era filho do casamento em 1883 de Joaquim Francisco Grilo de Arcozelo e de Quitéria Rosa de Almeida de Cambra ( pais do Senhor Cónego ?).

Joaquim Francisco Grilo nascido em 1862 era filho do casamento em 1857de António Francisco Grilo de Arcozelo e de Margarida Rosa de Mouquim António Francisco Grilo nascido em 1808 do casamento em 1793 de Manuel Francisco Grilo de Arcozelo e de Teresa Maria de Arcozelo.Manuel Francisco Grilo nascido em 1766 do casamento em 1762 de João Francisco dos Santos de Azevedo e de Maria Rosa de Jesus de Arcozelo.

Teresa Maria nascida em 1766 do casamento em ? de José Francisco de Arcozelo com Lucrécia Martins de Duas Igrejas.

João Francisco dos Santos nascido em 1740 do casamento em 1737 de Manuel Francisco de Azevedo com Joana Fernandes de Azevedo.Maria Rosa de Jesus nascida em 1745 do casamento em 1741 de Tomáz Francisco de Arcozelo e de Ana Francisca de Arcozelo.

José Francisco nascido em 1736 do casamento em 1733 de Domingos Ferreira de Arcozelo e de Maria Francisca de Arcozelo.Manuel Francisco nascido ? do casamento em 1713 de António Franciscode Lobão e Maria João de Arcozelo Tomaz Francisco nascido em 1715 do casamento em 1705 de António Francisco de Lobão e de Joana Coelha do Regadio.

Domingas Ferreira nascido em 1686 do casamento 1686 de António Lopes de Lamas e de Domingas Ferreira de Arcozelo.

Maria Francisca nascida em 1706 do casamento em 1704 de Francisco Pinto do Costeiro e Maria Francisca de Arcozelo.

Maria João nascida em 1682 do casamento em 1676 de Domingos Ferreira e de Catarina Álvares.

Domingos Ferreira nascido ? do casamento em 1661 de Pedro Gonçalves e de Gracia,Francisco Pinto nascido em 1673 do casamento em ? de Francisco João do Costeiro e de Isabel Pinta.

Maria Francisca nascida em 1675 do casamento em ? de Pedro João Ferreira e de Maria Martinho, solteira.


Observação : O Reverendo Cónego João Francisco dos Santos era filho do casamento em 1883 de Joaquim Francisco Grilo de Arcozelo e de Quitéria Rosa de Almeida de Cambra ( Vale de Cambra).


Maria Alice dos Santos (Ti' Maria do Grilo )Seria irmã do Sr. Cónego e mãe de Senhor P. Mário de Oliveira ?E David Gomes de Oliveira ( pai )

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Padres Da Nossa Vila

P. Joaquim Luís de Sousa Dias de Paiva

Nasceu em Azevedo em 13 de Fevereiro de 1896.
Era filho de José Luís de Sousa Dias e de Margarida Rosa de Paiva.
Foi estudar para os Carvalhos em 1908 e para o Porto em 1913 completando o curso teológico em 1916.
Cantou a sua missa nova na Capela de São Paio da Várzea de Canedo em 1919. Exerceu depois no Porto funções de Capelão e de coadjutor.
Em 1925 foi nomeado pároco de S. Roque, ali permanecendo três anos.
Em princípios de 1928 por motivo de doença grave deixou a paroquialidade.
Depois de restabelecido, foi residir para Várzea.
Em foi paroquiar a freguesia de Cete
Depois a de Fonte Arcada - Penafiel.
Esteves no últimos anos na Várzea, Canedo.
Aí faleceu.
Está sepultado no cemitério de Canedo.



P. João Francisco dos Santos

Nasceu no dia 19 de Junho de 1891 no lugar do Falgar perto da casa onde morou o antigo abade José Inácio.
Era filho de Joaquim Francisco Grilo e de Quitéria Rosa de Almeida.
Estudou para as Missões no Colégio da Formiga, mas desistiu dessa carreira e em Outubro de 1910 ingressou no seminário dos Carvalhos.
Fez os preparatórios, em dois anos, terminou o curso teológico no Porto em 1915, cantando missa nova nesta igreja em 15 de Agosto desse ano.
Convidado pelo bispo Barroso para ir cursar a Gregoriana partiu para Roma em Outubro do mesmo ano.
De lá regressou em 1921, doutorado em Filosofia e Teologia; e adiante em Outubro foi leccionar no seminário do Porto.
Foi nomeado Cónego da Sé em 11 de Junho de 1927 e abade da Sé pela saída do Bispo de Gurza, em 1931.
Em 1927 comprou uma casa em Lourosa e para levou a sua família.
Em 1936 foi para Moçambique, como Secretário do Bispo D. Teodósio.
Passados bastantes anos regressou e foi nomeado capelão da Igreja dos Congregados e voltou a ser professor no seminário, falecendo com 50 anos, no dia 14 de Julho de 1941.
Grande sabedoria, espírito missionário.


ATM

terça-feira, 12 de junho de 2007

Heróis que sempre recordamos...

Heróis da nossa Vila
que sempre recordamos…


Aqui vai a história da vida do Padre Júlio de Arcozelo
contada e escrita por João Alecrim da família do Costeiro – Arcozelo.

Este Padre Júlio tinha vários irmãos.
A mãe destes, tendo perdido as faculdades mentais, deitou-se três vezes a afogar, mas da última vez ninguém a viu atirar-se, por isso morreu.

Então senhor Manuel Alves da Silva do Engenho, tendo-a visto a boiar na água, atirou-se ao rio e tirou-a para a ribeira pequena, contra a vontade de seu pai, que não queria que lhe tocasse sem vir o delegado de saúde, mas, como estava uma cheia a querer trepar a ribeira, o filho insistiu e tirou-a para fora.

Mais tarde, um filho desta mulher (o tal Padre Júlio), que tinha sido rejeitado pela mãe, em criança, pois ninguém sabia da existência dele, nem do nome da mãe, tendo sido protegido por uma família da Maia, que o teve por criado, ordenou-se Padre.

Era este o Padre Júlio, tesoureiro da Câmara Eclesiástica e foi ele que veio dar a posse ao Padre José Inácio da Costa e Silva, mandado pelo Bispo D. António Barroso.
( Apresentado pároco de S. Jorge em 27 de Maio de 1905
e nela colado em 2 de Maio de 1906
tomando posse em 7 do mesmo mês e ano.
Foi aposentado por despacho de 24 de Janeiro de 1936.)

Este Padre Júlio pediu, nessa altura, ao Abade para o apresentar ao homem que tirou sua mãe do rio, homem que ele desconhecia e, dando-se a conhecer, abraçou-se e agradeceu-lhe essa acção.

Eu cheguei a falar diversas vezes com este Padre Júlio, no paço quando ia receber uma pensão que davam ao meu irmão Padre Crispim.

O Padre Júlio parece que era muito conhecedor da língua inglesa, e, talvez por ir praticar a mesma língua n Reino Unido, na ocasião da I Grande Guerra viajou de Inglaterra para Portugal num barco que os alemães meteram ao fundo.

Como a viagem era perigosa, o Padre Júlio prostrou-se de joelhos com os passageiros, mas houve um que não tinha fé, e por isso não ajoelhou, e em vez de pedir a protecção de Deus, conservou-se de pé, com o chapéu na cabeça, preferindo algumas blasfémias.

De repente, enquanto o Padre Júlio rezava com os outros passageiros, veio um torpedo alemão e fez descobrir o homem ( foi-lhe o chapéu pelos ares!..) que não quis participar na oração dos outros.

Nessa altura disse-lhe um companheiro:
-- Então agora já não sois descrente?
E ele, prostrado e já de joelhos disse:
-- A hora aperta; agora já não se pode ser ateu !

Daí por um momento veio outro torpedo que meteu o barco ao fundo, mas todos se salvaram.

O Padre, depois de ter andado a flutuar na água e sendo o trabalhador na salvação dos outros, salvou-se também.

Este padre era muito moreno e tinha uma boa dentuça natural formada por dentes bastante cumpridos.

Dos Escritos de João Alecrim de Arcozelo

Agradeço informações e comentários

ATM

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Conterrâneos Que Sempre Recordamos…

Casa do Herdeiro
Casa apalaçada com estilo renascentista,
varandas e brasonada

P. António Domingues da Conceição

Nasceu na casa do Herdeiro na Sé em 8 de Outubro de 1827

Nasceu na casa do Herdeiro na Sé em 8 de Outubro de 1827 e era filho de Manuel Domingues da Conceição e de Rosa Maria da Conceição.
Foi sempre conhecido pelo apelido da casa: "Padre do Herdeiro".
Ordenou-se em 21 de Setembro de 1850.
Desde 1845 era professor oficial nesta freguesia e foi até 1866.
21 anos de professor oficial.
Neste ano requereu e obteve a igreja de Fornos da Feira e foi paroquiar esta freguesia em Novembro desse ano. Em 21 de Dezembro de 1877 colou-se na igreja de Guisande. Tendo então 50 anos de idade. Paroquiando-a durante 25 anos.
Em Abril de 1904, devido à sua idade 8 77 anos de idade ) e falta de saúde, pediu dispensa do serviço paroquial, que lhe foi concedida; mas ficando a ocupar a residência devido ao encomendado não precisar dela.
Em 1905 mudou-se para a casa do capitão, na Sé e ali faleceu em 19 de Outubro do ano seguinte ou seja 1906.
Figura destacante este padre do Herdeiro pelas suas qualidades e seu génio..
Noo seu fundo era bom.
Como pároco não faltava às suas obrigações e mostrou-se sempre muito piedoso..
Um dos factos em que ele mostrou a sua intransigência, foi a venda dos passais.
O que não berrou contra essa espoliação!
Um seu sobrinho quis comprá-los para ele continuar a usufrui-los.
Mas não senhor! Proibição absoluta!
Os juros mesmo das inscrições, nunca os quis para ele...
E naqueles que compraram prédios, dentro e fora da igreja, malhava como em centeio verde!..
De resto e na freguesia de Guisande ao menos viveu sempre recolhido e muito isolado sobretudo depois que lhe tiraram o passal.
Convivia pouco e não tinha intimidade com ninguém.
O seu génio mesmo não lhe permitia grandes relações.
E são estes os traços mais importantes do feitio do li “Padre Herdeiro , desde que aqui nasceu e veio a morrer a 19 de Outubro de 1906. Com 79 anos.
Que aqui foi professor durante de 21 anos, que cedeu a esta igreja bastantes paramentos e alfaias e que nunca se pagou dos serviços aqui feitos.
E Abade Inácio autor das suas notas biográficas lembra com saudade o velho colega que sempre o tratou com a maior das amizades.

Das Memórias Paroquiais
ATM

quarta-feira, 6 de junho de 2007

PERSONALIDADES RELEVANTES DE C. S. JORGE

Personalidades que o Blogspot destaca como importantes, ou de carisma relevante, para Caldas de S. Jorge, que ninguém escreveu sobre elas. No entanto apenas vamos dizer algumas palavras sobre as mesmas, esperando que os leitores digam o resto:


Hermínio Mota

Hermínio Mota agora com 65 anos, personalidade destacada da nossa Vila, sendo um homem que desde bastante novo engrenou pela profissão carpinteiro tinha apenas 13 anos na altura. Tendo aos 15 anos ido estudar, desde a sua tenra idade descobriu a apetência pelas artes em particular o desenho.

Aos 22 anos retoma a arte de carpinteiro tendo sido com apenas 33 anos sócio fundador da empresa “TRAMA”transformando-se num dos empresários de mais sucesso de Caldas de S. Jorge, tendo-se reformado da actividade profissional aos 65 anos.

Em 1976 foi autarca (tesoureiro), tendo sido mais tarde eleito por duas vezes presidente da Junta de Freguesia, nos mandatos anteriores ao seu falecido amigo Fernando Coelho, sendo actualmente membro da Assembleia de Freguesia.

Hermínio Mota, do seu casamento resultou para a “árvore geneológica” três filhas tendo uma delas dado a alegria de o presenciar com uma maravilhosa neta que ele muito adora.

Nos seus tempos livres gosta de ir ao cinema, praticar cicloturismo e em especial motonáutica.

Hermínio Mota é um grande conhecedor de toda a vila de Caldas de S. Jorge conhecendo como a palma da sua mão todos os problemas e debilidades da Freguesia sendo bastante empenhado na resolução dos mesmos.

Para terminar, é do conhecimento de toda a freguesia quem ele é.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Personalidades Relevantes de C.S.Jorge.

Personalidades que o Blogspot destaca como importantes, ou de carisma relevante, para Caldas de S. Jorge, que ninguém escreveu sobre elas. No entanto apenas vamos dizer duas ou três palavras sobre as mesmas, esperando que os leitores digam o resto:

- Domingos Oliveira Santos.
Não direi mentira se afirmar que foi, de longe, o maior empresário que S. Jorge viu nascer, não só pelo que ergueu - fundador da BébéCar - mas muito e talvez sobretudo pela época em que arriscou. Em 1975, quando os investidores se baldavam e até saíam para o estrangeiro, ele, sem descapitalizar a empresa base, fundou outras duas, hoje dois fortes componentes do Grupo.Morreu demasiado cedo, porque, posso especular, teria enormes projectos de crescimento, de resto continuado por quem ficou.Em 1978 - ano da sua morte - foi agraciado pelo então Presidente da República, General Eanes, com a Comenda de Mérito Industrial e Agrícola, a título póstumo, tendo asinsígnias sido entregues à viúva nas comemorações do 10 de Junho desse ano, que ocorreram em Portalegre. Pena não dispor de uma fotografia para encimar este texto. Poderá ser incluídaa posteriori(texto enviado por José Pinto da Silva).


- Manuel Alves da Silva.
Personalidade que nunca virou a cara a uma causa da terra, as portas da empresa está sempre abertas para a freguesia sendo o maior benemérito do Caldas de S. Jorge futebol Clube.O Sr. Manuel Alves da Silva é originário de uma família humilde -refira-se o facto de ser irmão da missionária IRMÃ ELVIRA - e começando do zero absoluto ergueu uma empresa - LAUREL - que, em certas âreas de negócio, pode ser considerado do melhor que há no país. Genericamente, na Indústria do Ambiente e concretamente na construção e montagem de ETAs e ETARs e algumas especialidades emgrandes estruturas metálicas, de que, de resto, exporta boa quantidade.E tudo fruto do seu grande saber na ârea, na sua permanente procura de mais saber, pois, não tendo formação académica, no seu ramos de actividade nada é para ele segredo. Em conversa com um Engenheiro Mecânico que com ele trabalha (ou trabalhou) ele confessou-me que, em matéria de conhecimentos do e no sector, embora seja ele o engenheiro, se sente pequenino ao lado do Sr. Manuel.Se não fosse considerado publicidade, seria muito interessante dar a conhecer aos visitantes do blogue imagens de algumas obras que estão espalhadas pelo país e queforam projectadas, e construidas cá em Caldas de S. Jorge. Por ex. toda a mecânica de funcionamento do Oceanário de Lisboa foi montada pela equipa da Laurel.Noutra oportunidade outras coisas se poderão dizer(texto enviado por: José Pinto da Silva).





- Albano Miranda.
Ex. Presidente da Junta de Freguesia, sendo considerada por muitas pessoas da terra a junta que mais obra fez, conseguindo a união de todos os partidos para desenvolver a nossa terra, destaca-se o edifício da actual junta.


- Carlos Paiva.
Provavelmente a personalidade que mais tempo esteve nos destinos da nossa freguesia, foi uma pessoa que perdeu anos ao serviço da comunidade, estando neste momento integrado na fundação CSPCSJ e julgo fazer ainda parte da conferência S. Vicente.





- José Pinto da Silva.
Personalidade mais “mediática” da freguesia, pois se ainda se fala de Caldas de S. Jorge, neste conselho deve-se a ele. Homem de convicções fortes, nunca vira a cara e jamais desiste de uma luta. Socialista convicto actual coordenador da secção do PS em Caldas de S. Jorge. Apesar do seu estatuto intelectual, é muito humilde e sempre que algum desfavorecido socialmente lhe pede ajuda é rapidamente atendido.
Ass: Mensageiro.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Figuras de Relevo da Terra

Nas figuras de relevo da terra, talvez merecessem ser incluidos os fundadores e exploradores das três pensões que funcionaram no periodo negro do encerramento das termas. Aqueciam a égua em grandes "panelões", preparavam banhos nos estabelecimentos e recebiam aquistas no "periodo termal". Pensão do Parque (Sr. Joaquim Santos), Pensão Silva (Sr. José Nunes Silva) - estes edifícios ainda estão de pé - e Pensão Central (Sr. Celestino Valinho). Este edifício era onde está agora o jardim em frente às Termas (parte nova). Há fotografias deste edifício.

Temos ainda vivo o último REGEDOR de S. Jorge. Era um elemento da autoridade local que foi extinto depois do 25 de Abril. Acho que merece ser plasmado no album dasrecordações. O Sr. António Inácio da Conceição. Muitos de nós se lembram ainda do Regedor anterior, o Sr. Francisco da Sé. Se conseguir uma foto, hei-se sugeri-la ao Blogue.

O Dr. Joaquim Alexandrina do Conceição foi Director Clínico das Termas nos anos 30do seculo XX. Se encontrar elementos dele valerá a pena inclui-lo no album, assim como do seu filho, Dr. Fernando, que escreveu um texto sobre S. Jorge, do mais bonito que se pode ler.

José Pinto da Silva

(correcção)
Numa nota que passei relativa aos Regedores, disse que era ainda vivo o último Regedor de S. Jorge e referia-me ao Sr. António Inácio da Conceição. Rectifico,porquanto o último Regedor e ainda que tenha exercido pouco tempo, foi o Sr.Ernesto Alves Amorim (ROLA), falecido em 1998.Dentro de alguns dias farei chegar ao blogue algumas notas sobre o cargo e asfunções e espero incluir as fotografias dos três últimos regedores.
José Pinto da Silva

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Irmã Elvira...


IRMÃ ELVIRA...



É natural de S. Jorge e por cá viveu e trabalhou até os cerca de 18 anos. Seguiu
a vida religiosa, na Congregação dos Salesianos e há quase 4 décadas iniciou um trabalho missionário na zona do EStoril no chamado Bairro do Fim do Mundo, tendo
desenvolvido um trabalho absolutamente notável de apoio e estruturação de minorias étnicas, toxicodependentes, mundo de prostituição, etc. Vive de esmolas e alguns
(poucos) apoios da Câmara de Cascais e da Seg. Social e continua a sua vida num bairro
que transformou em zona onde se vive com o mínimo de dignidade.
Em 2002, por iniciativa da Revista Activa, foi feita uma pesquisa para eleição da
MULHER ACTIVA 2002. Um primeiro juri da Revista seleccionou as 10 MULHERES que,
segundo os critérios por ele (juri) definidos, forma consideradas as mais notáveis.
A IRMÃ ELVIRA foi incluida nessas 10 que tinha, além de outras muito ilustres,
a Procuradora Maria José Morgado e a Presidente da Abraço, Margarida Martins. A vencedora foi a Dra. Maria Nazaré Gameiro, da AMI. O Juri era integrado por figuras como Manuela Eanes, Gentil Martins, Padre Vaz Pinto, Cáceres Monteiro, além de outros
cinco, menos mediatizados e os prémios foram entregues durante uma Gala apresentada
por Bárbara Guimarães e presidida pela então Primeira Dama, Maria José Ritta.
Vou inserir algumas imagens alusivas e, posso adiantar, há muito material disponível
ilustrador da grande obra da Irmã Elvira que nós, os da sua geração, muito carinhosamente, ainda tratamos por "Virita do Marinheiro".

José Pinto da Silva

domingo, 13 de maio de 2007

P. António Teixeira Machado


Faz 35 anos de Sacerdote da Igreja Católica
P. António Teixeira Machado
Nascido em Costumeiro, Rebordosa, a 1 de Novembro de 1943.
Filho de Manuel Moreira Machado e Rosa Rodrigues Teixeira.
Com sete irmãos, sendo o mais velho dos varões.
Estudou nos seminários da Congregação dos Padres do Espírito Santo.
Estagiou em Sá da Bandeira, Angola,
no Seminário - Colégio do Jau nos anos 1970 -1972.
Exerceu funções docentes, missionárias e serviço junto das Forças Armadas no Sul de Angola: Cafima, Cunene,Omupanda e outros locais
Em 1972 concluiu a Formatura na Universidade Católica Portuguesa em Lisboa. Ordenado presbítero na igreja paroquial de S. Domingos de Rana pelo
Bispo D. António de Castro Xavier Monteiro no dia 16 de Abril de 1972.
Seguiu novamente para as Missões de Sá da Bandeira, Angola, para o Seminário - Colégio do Jau durante o ano de 1973.
Depois foi nomeado para a Missão Católica da Omupanda, em Pereira de Eça, no Cunene.
Regressado a Portugal em Outubro de 1974, por motivos de saúde da mãe. Acompanhou a mãe até ao dia da sua morte ocorrida a 18 de Abril de 1975.
Depois permaneceu ao serviço da paróquia de Rebordosa como coadjutor a partir de 6 de Maio de 1981.
Nomeado pároco de Seroa, Paços de Ferreira a 5 de Novembro de 1983, e da qual não tomou posse.
Em 25 de Dezembro, nomeado pároco de S. Jorge pelo bispo D. Júlio Tavares Rebimbas.
Exerceu funções docentes como professor de EMRC e na Escola Secundária de Baltar - Paredes desde 1981 a 1984.
Depois na Escola EB 2.3 Fernando Pessoa de Santa Maria da Feira.
Curso de Filosofia.
Curso de Teologia.
Curso de Habilitação Pedagógica nas Ciências da Educação pela Universidade Católica Portuguesa - Porto em 1990 .
Habilitação para docência em Hunanidades: Português, Francês, Inglês,História, Literatura Portuguesa,Latim,Grego, Psicologia, Teologia, etc.
Introdução às linguas Alemã, Castelhano,Italiano, Turco, Hebraico, linguas do Sul de Angola : Vamhuila, Nhaneca, Cuanhama e Umbundu.
Exerce as mesmas funções na Escola EB 2.3 Fernando Pessoa – Santa Maria da Feira de 1984 a 2007.
Actualmente Pároco de Caldas de S. Jorge desde 8 de Janeiro de 1984, tendo assumido funções de Administrador Paroquial de Canedo em 1998 e 1999, exercendo idênticas funções temporârias em Milheirós de Poiares e Sanguedo.
Completando neste ano de 2007, 35 anos de Vida sacerdotal sendo 22 anos ao serviço desta Vila de Caldas de São Jorge.

Dr. Carlos Ribeiro...

O Blogspot tem recebido várias mensagens sobre o Dr. Carlos Ribeiro, também recebeu uma foto do ilustre Dr. Da nossa vila que foi enviada pelo Exmo. Sr. Padre machado e recebeu umas questões pertinentes enviados pelo Sr. José P. da Silva que vamos agora publicar com o intuito de colocar em debate se deve-se fazer homenagem e que tipo de homenagem, e quem deve realizar e organizar essa mesma homenagem!!! Fica aqui expressa as questões de José P. da Silva.

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O inquérito posto à votação dos visitantes do Blogue, posta a questão como está posta,é, do meu ponto de vista muito redutora. De resto a eventualidade de um lembrar a memória do Dr. Carlos Ribeiro há muito é objecto de conversas em certas tertúlias, muito antes do aparecimento do Blogue. Que tipo de homenagem? É que há alvitre que se faça uma homenagem com a dignidade de implantação de um busto do homenageando e há quem conteste que, aquele ilustre conterrâneo, tendo deixado uma forte marca na terra, não terá deixado marca que justifique o busto.·Como se sabe, aquele jardim fronteiro/sul à casa onde viveu, na Sé, tem o nome dele e foi lá colocado um marco de granito com o nome. Há quem defenda que a homenagem poderia ser limpar o marco de granito e pedir à Câmara que torne aquele jardim numa coisa mais bonita.Não tendo uma opinião formada (estive na Comissão que pediu a atribuição do nome do Dr. Carlos ao jardim) sou de opinião que seria de colher opiniões sobre QUE TIPO DE HOMENAGEM?
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Para o "espólio" do Dr. Carlos Ribeiro, vou anexar um texto que ele escreveu e publicou na "TRADIÇÃO" de Agosto de 1936 referindo-se a S. Jorge e às Termas, suas virtudes, virtualidades e carências. Notar que em 1936 reclamava por uma estação de correios que só veio a ser implantada em 1968 e que, durante este percurso passou por muitas vicissitudes, não tendo sido fechado por diversas vezes devido a intervenções muito rápidas e oportunas. O resto do texto é delicioso na descrição desta zonabanhada pelo rio. Pena que o rio não seja como era descrito naquele tempo!

José Pinto da Silva

P. João Gonçalves Marinheiro



P. João Gonçalves Marinheiro

Natural de Oleiro, Cortegaça.
Pároco desta freguesia no período de 1944 - 1950.
Paroquiou também Pigeiros, 13 de Janeiro de 1946,conforme o registo paroquial da mesma freguesia


ATM

Homenagem a Mário Silva



O grupo “Vá lá, vá lá, podia ser pior”, de S. Jorge, organizou uma homenagem a Mário Silva, antigo vencedor da Volta a Portugal. Uma festa “há muito merecida”.

O presidente do FC Porto foi a grande surpresa na homenagem a Mário Silva, vencedor da Volta a Portugal em ciclismo de 1961. O ciclista de S. Jorge não sabia que Pinto da Costa iria aparecer, mas o presidente portista disse que não poderia faltar ao reconhecimento público prestado a um antigo atleta do FC Porto.
Há 40 anos, Mário Silva era atleta do FC Porto. Foi, então, chamado a representar Portugal nos Jogos Olímpicos de Roma. Um ano depois, era o “rei” da Volta a Portugal, envergando as cores do FC Porto. Pinto da Costa lembrou estes êxitos na homenagem que o grupo “Vá lá, vá lá, podia ser pior”, de S. Jorge, decidiu promover.
Para esta festa, com as devidas excepções, foram, contudo, apenas convidadas pessoas de S. Jorge. Francisco Pereira, do grupo organizador, explica que Mário Silva “há muito merecia esta homenagem, que ninguém se lembrava de promover. Por isso, quisemos apenas pessoas da nossa vila. Outras entidades poderiam tê-lo feito mais cedo e não o fizeram, porque quiseram ou não se lembraram”.
À homenagem que comoveu Mário Silva compareceram 120 pessoas. Além de Pinto da Costa, esteve ainda o vice-presidente da Direcção do FC Porto Alípio Jorge, assim como Fernando Coelho, presidente da Junta de Freguesia.