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quarta-feira, 8 de junho de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Coisas Boas e Menos Boas do Nosso Portugal !!!
Texto de Nicolau Santos publicado na revista up da TAP
Eu conheço um país
Que em 30 anos passou de uma das piores taxas de mortalidade infantil (80 por mil) para a quarta mais baixa taxa a nível mundial ( 3 por mil).
Que em oito anos construiu o segundo mais importante registo europeu de dadores de medula óssea, indispensável no combate às doenças leucémicas.
Que é líder mundial no transplante de fígado e está em segundo lugar no transplante de rins. Que é líder mundial na aplicação de implantes imediatos e próteses dentárias fixas para desdentados totais.
Eu conheço um país
Que tem uma empresa que desenvolveu um software para eliminação do
papel enquanto suporte do registo clínico nos hospitais (Alert), outra
Que é uma das maiores empresas ibéricas na informatização de farmácias (Glint) e outra
Que inventou o primeiro antiepilético de raiz portuguesa (Bial).
Eu conheço um país Que é líder mundial no sector da energia renovável e o quarto maior produtor de energia eólica do mundo,
Que também está a construir o maior plano de barragens (dez) a nível europeu (EDP).
Eu conheço um país
Que inventou e desenvolveu o primeiro sistema mundial de pagamentos
pré-pagos para telemóveis (PT),
Que é líder mundial em software de identificação (NDrive),
Que tem uma empresa que corrige e detecta as falhas do sistema
informático da NASA (Critical) e
Que tem a melhor incubadora de empresas do mundo (Instituto Pedro Nunes da Universidade de Coimbra)
Eu conheço um país
Que calça cem milhões de pessoas em todo o mundo e que produz o
segundo calçado mais caro a nível planetário, logo a seguir ao
italiano.
E que fabrica lençóis inovadores, com diferentes odores e propriedades anti-germes, onde dormem, por exemplo, 30 milhões de americanos.
Eu conheço um país
Que é o «state of art» nos moldes de plástico e líder mundial de
tecnologia de transformadores de energia (Efacec) e
Que revolucionou o conceito do papel higiénico(Renova).
Eu conheço um país
Que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial e
Que desenvolveu um sistema inovador de pagar nas portagens das
auto-estradas (Via Verde).
Eu conheço um país
Que revolucionou o sector da distribuição, que ganha prémios pela
construção de centros comerciais noutros países (Sonae Sierra) e
Que lidera destacadíssimo o sector do «hard-discount» na Polónia
(Jerónimo Martins).
Eu conheço um país
Que fabrica os fatos de banho que pulverizaram recordes nos Jogos
Olímpicos de Pequim,
Que vestiu dez das selecções hípicas que estiveram nesses Jogos,
Que é o maior produtor mundial de caiaques para desporto,
Que tem uma das melhores selecções de futebol do mundo, o melhor
treinador do planeta (José Mourinho) e um dos melhores jogadores
(Cristiano Ronaldo).
Eu conheço um país
Que tem um Prémio Nobel da Literatura (José Saramago), uma das mais notáveis intérpretes de Mozart (Maria João Pires) e vários pintores e escultores reconhecidos internacionalmente (Paula Rego, Júlio Pomar,Maria Helena Vieira da Silva, João Cutileiro).
Que tem dois prémios Pritzker de arquitectura (Sisa Vieira e Souto Moura).
O leitor, possivelmente, não reconhece neste país aquele em que vive ou que se prepara para visitar. Este país é Portugal. Tem tudo o que está escrito acima, mais um sol maravilhoso, uma luz deslumbrante, praias fabulosas, ótima gastronomia. Bem-vindo a este país que não conhece: PORTUGAL
NOTA: Como escreve o Nicolau Santos, Portugal é capaz, nós somos capazes. Demonstremos que unidos, vamos ultrapassar as dificuldades actuais.
Divulgue este texto positivo e vá acrescentando mais motivos e
exemplos que conhece e que nos orgulham do ser português.
Sem política e sem políticos, sem clubismos e sem regionalismos, com cidadania.
Destrua as mensagens negativas de quem quer baixar os braços.
Todos nós e cada um ao seu nível, poderá contribuir positivamente para Portugal.Um Portugal que tem o melhor clima do universo,pessoas simpáticas, carinhosas, que sofrem com paciência. Descobriu caminhos, e deu mundos, que hoje estão na crista da civilização....Força portugueses de valor...Viva Portugal !!!
Eu conheço um país
Que em 30 anos passou de uma das piores taxas de mortalidade infantil (80 por mil) para a quarta mais baixa taxa a nível mundial ( 3 por mil).
Que em oito anos construiu o segundo mais importante registo europeu de dadores de medula óssea, indispensável no combate às doenças leucémicas.
Que é líder mundial no transplante de fígado e está em segundo lugar no transplante de rins. Que é líder mundial na aplicação de implantes imediatos e próteses dentárias fixas para desdentados totais.
Eu conheço um país
Que tem uma empresa que desenvolveu um software para eliminação do
papel enquanto suporte do registo clínico nos hospitais (Alert), outra
Que é uma das maiores empresas ibéricas na informatização de farmácias (Glint) e outra
Que inventou o primeiro antiepilético de raiz portuguesa (Bial).
Eu conheço um país Que é líder mundial no sector da energia renovável e o quarto maior produtor de energia eólica do mundo,
Que também está a construir o maior plano de barragens (dez) a nível europeu (EDP).
Eu conheço um país
Que inventou e desenvolveu o primeiro sistema mundial de pagamentos
pré-pagos para telemóveis (PT),
Que é líder mundial em software de identificação (NDrive),
Que tem uma empresa que corrige e detecta as falhas do sistema
informático da NASA (Critical) e
Que tem a melhor incubadora de empresas do mundo (Instituto Pedro Nunes da Universidade de Coimbra)
Eu conheço um país
Que calça cem milhões de pessoas em todo o mundo e que produz o
segundo calçado mais caro a nível planetário, logo a seguir ao
italiano.
E que fabrica lençóis inovadores, com diferentes odores e propriedades anti-germes, onde dormem, por exemplo, 30 milhões de americanos.
Eu conheço um país
Que é o «state of art» nos moldes de plástico e líder mundial de
tecnologia de transformadores de energia (Efacec) e
Que revolucionou o conceito do papel higiénico(Renova).
Eu conheço um país
Que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial e
Que desenvolveu um sistema inovador de pagar nas portagens das
auto-estradas (Via Verde).
Eu conheço um país
Que revolucionou o sector da distribuição, que ganha prémios pela
construção de centros comerciais noutros países (Sonae Sierra) e
Que lidera destacadíssimo o sector do «hard-discount» na Polónia
(Jerónimo Martins).
Eu conheço um país
Que fabrica os fatos de banho que pulverizaram recordes nos Jogos
Olímpicos de Pequim,
Que vestiu dez das selecções hípicas que estiveram nesses Jogos,
Que é o maior produtor mundial de caiaques para desporto,
Que tem uma das melhores selecções de futebol do mundo, o melhor
treinador do planeta (José Mourinho) e um dos melhores jogadores
(Cristiano Ronaldo).
Eu conheço um país
Que tem um Prémio Nobel da Literatura (José Saramago), uma das mais notáveis intérpretes de Mozart (Maria João Pires) e vários pintores e escultores reconhecidos internacionalmente (Paula Rego, Júlio Pomar,Maria Helena Vieira da Silva, João Cutileiro).
Que tem dois prémios Pritzker de arquitectura (Sisa Vieira e Souto Moura).
O leitor, possivelmente, não reconhece neste país aquele em que vive ou que se prepara para visitar. Este país é Portugal. Tem tudo o que está escrito acima, mais um sol maravilhoso, uma luz deslumbrante, praias fabulosas, ótima gastronomia. Bem-vindo a este país que não conhece: PORTUGAL
NOTA: Como escreve o Nicolau Santos, Portugal é capaz, nós somos capazes. Demonstremos que unidos, vamos ultrapassar as dificuldades actuais.
Divulgue este texto positivo e vá acrescentando mais motivos e
exemplos que conhece e que nos orgulham do ser português.
Sem política e sem políticos, sem clubismos e sem regionalismos, com cidadania.
Destrua as mensagens negativas de quem quer baixar os braços.
Todos nós e cada um ao seu nível, poderá contribuir positivamente para Portugal.Um Portugal que tem o melhor clima do universo,pessoas simpáticas, carinhosas, que sofrem com paciência. Descobriu caminhos, e deu mundos, que hoje estão na crista da civilização....Força portugueses de valor...Viva Portugal !!!
Jornal russo "Pravda.ru" escreve 4 páginas sobre Portugal
Estão mais informados que 95 % dos portugueses que continuam a votar sempre nos mesmos!
PARA ONDE NOS VOLTARMOS??
Ora leiam até ao fim... Vale a pena ler.
Ora leiam até ao fim... Vale a pena ler.
Jornal russo "Pravda.ru" escreve 4 páginas sobre Portugal
Thursday, 17 March 2011
Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal pelo Governo liberal de José Sócrates, um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.
E não é porque eles serem portugueses.
Vá ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos e
você vai descobrir que doze por cento da população é português, o povo
que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que
controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa
africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no
Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da
Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao
Japão... e Austrália.
Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda
dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA,
mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório
por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto
com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no
Partido Social Democrata e Partido Socialista, gangorras de má gestão
política que têm assolado o país desde anos 80.
O objectivo? Para reduzir o défice. Por quê?
Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?
Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia deixou-se a
ser sugado é aquele em que a agências de Ratings, Fitch, Moody's e
Standard and Poor's, baseadas nos estados unidos da América (onde
havia de ser?) virtual fisicamente controlam as políticas fiscais,
económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da
atribuição das notações de crédito.
Com amigos como estes organismos, e Bruxelas, quem precisa de
inimigos? Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto
forjado por uma França tremente e com medo, apavorada com a Alemanha
depois que suas tropas invadiram seu território três vezes em setenta
anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e
por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de
pesadelo de Hitler. França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os
mercados para sua indústria.
E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos por
motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores"
(estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de qual país
eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são
Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.
Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD
(Partido Social Democrata, direita) e PS (Socialista, de centro), têm
sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses
pelo esgoto abaixo, destruindo sua agricultura (agricultores
portugueses são pagos para não produzir) e sua indústria (desapareceu)
e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas), a troco de quê?
O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total
de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza em uma base
sustentável?
Aníbal Cavaco da Silva, agora presidente, mas primeiro-ministro durante
uma década, entre 1985 e 1995, anos em que estavam despejando bilhões
através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do
desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores
políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque ele éconsiderado
"sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso
fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é) e como se
a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de
sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice
público em Portugal e o campeão de gastos públicos.
A sua "política de betão" foi bem concebida, mas como sempre, mal
planeada, o resultado de uma inepta, descoordenada e, às vezes
inexistente localização no modelo governativo do departamento do
Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses
investidos que sugam o país e seu povo.
Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção
de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o
transporte interno e fomentando a construção de parques industriais
nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que
assentava no litoral.
O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para
fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques
industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas,
em muitos casos já fecharam.
Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou
em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram
encomendados Lamborghini. Maserati. Foram organizadas caçadas de
javali em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e
Aníbal Silva ficou a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o
dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou
a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a
participarem. Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu
próprio partido político. E ele é um dos melhores.
Depois de Aníbal Cavaco da Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António
Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um
candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro
em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo diplomata
excelente, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora
Presidente da Comissão da EU, "Eu vou ser primeiro-ministro, só que
não sei quando") que criou mais problemas com seu discurso do que ele
resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que não tinha
qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha.
Resultando em dois mandatos de José Sócrates; um Ministro do Ambiente
competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou
corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado
por interesses instalados.
Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este
primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para
enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise
mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo
foram buscar três triliões de dólares de um dia para o outro para
salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi
produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projectos
de educação).
E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria,
demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus
ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que
obviamente serão contra-producentes. Pravda.Ru entrevistou 100
funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os
resultados:
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos
(94%). Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu
melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país
(5%) Concordo com o sacrifício (1%) Um por cento. Quanto ao aumento
dos impostos, a reacção imediata será que a economia encolhe ainda
mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que
multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afectará a
criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado
a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no
caso de Portugal, contínua) recessão. Não é preciso ser cientista de
física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que
sonhou com esses esquemas, tem resultados num pedaço de papel, onde
eles vão ficar. É verdade, as medidas são um sinal claro para as
agências de ratings que o Governo de Portugal está disposto a tomar
medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português. Quanto ao
futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um
retorno para o PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de
Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o
eleitorado de suas ideias e propostas.
Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de
punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os
interesses de Portugal no ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas,
não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos.
Esses traidores estão levando cada vez mais portugueses a questionarem
se deveriam ter sido assimilados há séculos, pela Espanha. Que
convidativo, o ditado português "Quem não está bem, que se mude".
Certo, bem longe de Portugal, como todos os que possam, estão fazendo.
Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário
lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico, e uma classe
política abominável.
Timothy Bancroft-Hinc
Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal pelo Governo liberal de José Sócrates, um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.
E não é porque eles serem portugueses.
Vá ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos e
você vai descobrir que doze por cento da população é português, o povo
que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que
controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa
africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no
Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da
Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao
Japão... e Austrália.
Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda
dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA,
mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório
por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto
com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no
Partido Social Democrata e Partido Socialista, gangorras de má gestão
política que têm assolado o país desde anos 80.
O objectivo? Para reduzir o défice. Por quê?
Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?
Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia deixou-se a
ser sugado é aquele em que a agências de Ratings, Fitch, Moody's e
Standard and Poor's, baseadas nos estados unidos da América (onde
havia de ser?) virtual fisicamente controlam as políticas fiscais,
económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da
atribuição das notações de crédito.
Com amigos como estes organismos, e Bruxelas, quem precisa de
inimigos? Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto
forjado por uma França tremente e com medo, apavorada com a Alemanha
depois que suas tropas invadiram seu território três vezes em setenta
anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e
por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de
pesadelo de Hitler. França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os
mercados para sua indústria.
E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos por
motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores"
(estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de qual país
eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são
Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.
Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD
(Partido Social Democrata, direita) e PS (Socialista, de centro), têm
sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses
pelo esgoto abaixo, destruindo sua agricultura (agricultores
portugueses são pagos para não produzir) e sua indústria (desapareceu)
e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas), a troco de quê?
O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total
de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza em uma base
sustentável?
Aníbal Cavaco da Silva, agora presidente, mas primeiro-ministro durante
uma década, entre 1985 e 1995, anos em que estavam despejando bilhões
através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do
desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores
políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque ele éconsiderado
"sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso
fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é) e como se
a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de
sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice
público em Portugal e o campeão de gastos públicos.
A sua "política de betão" foi bem concebida, mas como sempre, mal
planeada, o resultado de uma inepta, descoordenada e, às vezes
inexistente localização no modelo governativo do departamento do
Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses
investidos que sugam o país e seu povo.
Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção
de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o
transporte interno e fomentando a construção de parques industriais
nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que
assentava no litoral.
O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para
fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques
industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas,
em muitos casos já fecharam.
Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou
em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram
encomendados Lamborghini. Maserati. Foram organizadas caçadas de
javali em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e
Aníbal Silva ficou a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o
dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou
a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a
participarem. Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu
próprio partido político. E ele é um dos melhores.
Depois de Aníbal Cavaco da Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António
Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um
candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro
em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo diplomata
excelente, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora
Presidente da Comissão da EU, "Eu vou ser primeiro-ministro, só que
não sei quando") que criou mais problemas com seu discurso do que ele
resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que não tinha
qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha.
Resultando em dois mandatos de José Sócrates; um Ministro do Ambiente
competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou
corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado
por interesses instalados.
Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este
primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para
enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise
mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo
foram buscar três triliões de dólares de um dia para o outro para
salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi
produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projectos
de educação).
E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria,
demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus
ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que
obviamente serão contra-producentes. Pravda.Ru entrevistou 100
funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os
resultados:
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos
(94%). Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu
melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país
(5%) Concordo com o sacrifício (1%) Um por cento. Quanto ao aumento
dos impostos, a reacção imediata será que a economia encolhe ainda
mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que
multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afectará a
criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado
a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no
caso de Portugal, contínua) recessão. Não é preciso ser cientista de
física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que
sonhou com esses esquemas, tem resultados num pedaço de papel, onde
eles vão ficar. É verdade, as medidas são um sinal claro para as
agências de ratings que o Governo de Portugal está disposto a tomar
medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português. Quanto ao
futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um
retorno para o PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de
Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o
eleitorado de suas ideias e propostas.
Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de
punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os
interesses de Portugal no ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas,
não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos.
Esses traidores estão levando cada vez mais portugueses a questionarem
se deveriam ter sido assimilados há séculos, pela Espanha. Que
convidativo, o ditado português "Quem não está bem, que se mude".
Certo, bem longe de Portugal, como todos os que possam, estão fazendo.
Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário
lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico, e uma classe
política abominável.
Timothy Bancroft-Hinc
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Tem problemas de água com a Indáqua?
Tem problemas de água
ou com o seu gato?
ou com o seu gato?
Um casal americano, Jim e Jennifer, de San Francisco,
estava a passar por um problema em casa:
a conta de água era astronómica.
Chamaram especialistas que examinaram todas as tubagens da casa,
Chamaram especialistas que examinaram todas as tubagens da casa,
todos os registos e nada.
Quebraram paredes,
examinaram o terreno
e a conta
sempre imensa.
sempre imensa.
Um dia, um deles ficou em casa pois estava doente,
e de repente ouviu um barulho de água corrente.
O que viu foi tão engraçado, que ele filmou tudo.
Olhem só o que era...vejam o video...
Olhem só o que era...vejam o video...
terça-feira, 22 de março de 2011
...quem anda "à rasca" e porquê?
Nos tempos de hoje quem anda "à rasca" e porquê?
Vejam o que diz o famoso Mia Couto.
Boa interpretação….
*Mia Couto - Geração à Rasca - A Nossa Culpa*
* *"Um dia, isto tinha de acontecer
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma!
Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos
numa abastança caprichosa,
protegendo -os de dificuldades
e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos
que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem
(e também estão) à rasca
são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta,
tão privilegiada na sua infância
e na sua adolescência.
E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens
como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida,
a minha geração
e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos)
vingaram -se das dificuldades em que foram criadas,
no antes ou no pós 1974,
e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações,
os pais investiram nos seus descendentes:
proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles
a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...),
mas também lhes deram uma vida desafogada,
mimos e mordomias,
entradas nos locais de diversão,
cartas de condução e 1º automóvel,
depósitos de combustível cheios,
dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse.
Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas,
a família continuou presente,
a garantir aos filhos cama,
mesa
e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais
e estas mães estar a fazer o melhor;
o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo,
quantas vezes em substituição de princípios
e de uma educação para a qual não havia tempo,
já que ele era todo para o trabalho,
garante do ordenado com que se compra (quase) tudo.
E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise,
o aumento do custo de vida,
o desemprego,...
A vaquinha emagreceu,
feneceu,
secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto,
mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos
e festivais de música
e bares e discotecas
onde não se entra à borla
nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante,
para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos,
num país onde uma festa de aniversário de adolescente
que se preza
é no restaurante
e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água
e da luz
e do resto,
e que abdicam dos seus pequenos prazeres
para que os filhos não prescindam
da internet de banda larga
a alta velocidade,
nem dos qualquer coisa phones
ou pads,
sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca,
que já não aguentam,
que começam a ter de dizer "não".
É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir,
e que por isso eles não suportam,
nem compreendem,
porque eles têm direitos,
porque eles têm necessidades,
porque eles têm expectativas,
porque lhes disseram que eles são muito bons
e eles querem,
e querem,
querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje
os frutos do que semeou
durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes
e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada,
que andou muito por escolas e universidades
mas que estudou pouco
e que aprendeu
e sabe na proporção do que estudou.
Uma geração que colecciona diplomas
com que o país lhes alimenta o ego insuflado,
mas que são uma ilusão,
pois correspondem a pouco conhecimento teórico
e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte,
mas que não sabe estar em sítio nenhum.
Uma geração que tem acesso à informação
sem que isso signifique que é informada;
uma geração dotada de trôpegas competências de leitura
e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas
e frustrada por não poder abreviar
do mesmo modo o caminho para o sucesso.
Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social
à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento.
Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho,
ambicionando mais aquele do que este,
num tempo em que
nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente,
se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais
e que agora quer ditar regras à sociedade
como as foi ditando
à escola,
alarvemente
e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo
que o pouco não lhe chega
e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista,
insaciável
e completamente desorientada.
* * *Eis uma geração preparadinha para ser arrastada,
para servir de* montada a quem
é exímio na arte de cavalgar demagogicamente
sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura
e capacidade
e competência
e solidariedade
e inteligência nesta geração?
Claro que há.
Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características
não encaixam no retrato colectivo,
pouco se identificam com os seus contemporâneos,
e nem são esses que se queixam assim
(embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que,
se alguns jovens mais inflamados pudessem,
atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem,
os que são empreendedores,
os que conseguem bons resultados académicos,
porque, que inveja!, que chatice!,
são betinhos,
cromos que só estorvam os outros
(como se viu no último Prós e Contras)
e, oh, injustiça!,
já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados
e a subir na vida.
E nós, os mais velhos,
estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho,
para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito
e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente
ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta,
imerecida
e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estámos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa,
o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar
a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa,
que não soubemos formar nem educar,
nem fazer melhor,
mas é uma culpa que morre solteira,
porque é de todos,
e a sociedade não consegue,
não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente,
não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
*Nota pessoal**:* *"Minha culpa" não, não e não.
Felizmente eu não sou
assim, nunca fui
e nunca serei,
e não criei os meus filhos assim! *
*Tenho muito orgulho
e faço questão absoluta de me diferenciar desta
"choldrice"
e o diabo que carregue tais filhos
e mais quem assim os educou**
António J.M. Moreno, Ph.D.
Associate Professor Department of Life Sciences University of Coimbra
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