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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Boas Maneiras para ir à Missa!


Boas Maneiras para ir à Missa!
O padre mexicano Sérgio Román gosta de civilidade 
e aconselha aos participantes na Eucaristia Dominical 
que pratiquem a urbanidade. 
Aconselha:
1- “Seja pontual: ponha o telemóvel em silêncio 
e, se tocar, saia da igreja para atender.
2-  não fume;
3- não coma nem beba:
4- não masque pastilhas elásticas nem as cole, 
já muito mastigadas nos bancos;
5- não reze em voz alta as suas devoções particulares; 
6- tome banho antes de ir à missa;
7- tire o chapéu quando chegar ao templo;
8- cuide-se e ponha-se bonito porque a Missa é uma festa;
9- respeite as posições corporais que a liturgia recomenda, 
de pé, sentado ou de joelhos:
10- dê o seu lugar aos idosos, damas ou cavalheiros, que cheguem tarde, para que não fiquem de pé;
11- se adormecer, por favor, não ressone.
Em suma, seja educado”.
O padre não é miudinho na casuística dos conselhos, 
mas um pastor prático.
Imagina que, durante a missa, precisamente 
quando o sacerdote faz a homilia, um bebé resolve chorar alto, 
pondo nervosos o orador e os ouvintes.
O celebrante terá dificuldade para entender que o choro do bebé 
é parecido ao canto dos pássaros. 
Vem-lhe a tentação de mandar calar o choro 
ou que os pais saiam da igreja, perdendo a Missa.
Os papás, tão habituados à “música” do choro do bebé, 
pensam que os fiéis também não se incomodam 
e permanecem no templo, até que um adulto, 
de preferência uma mulher mais zelosa e mais devota, 
para ter o prazer de ouvir o padre sem incómodo, 
assume o seu rosto duro de “dona do templo” 
para ordenar autoritariamente que os pais 
se ponham a léguas e se esqueçam que alguma vez Jesus 
disse a quem sacudia as crianças:
 “Deixai que as crianças venham a mim”.
 
Já viram que a Missa sem crianças deixa de ser uma festa! 
Calculem se, à entrada da Igreja, um aviso declarasse:
“Proibida a entrada a crianças”?
Quando as crianças choram - talvez seja o seu modo de louvar a Deus -‚ 
o problema é dos papás.
Sejam anjos ou demónios que distraem os adultos 
ou os fazem perder a devoção, nada disso 
é razão bastante para proibir os casais e as famílias de participar, 
com as crianças, na Eucaristia.
A qualidade das celebrações e os serviços organizados, 
inclusive o bom acolhimento e o apoio às pessoas durante o culto, 
podem ser suficientes para educar as pessoas em geral 
e os pais em particular para que, 
quando as crianças enervam quem participa na Eucaristia, 
saiam pela mão ou ao colo e dêem uma volta fora da Igreja 
para que serenem e calem o choro.
Um conselho meu, a propósito das boas recomendações do padre mexicano: 
não é bom fazer guerras nos templos da paz!
Como diz o pastor mexicano, 
a cortesia e a boa educação ajudam-nos a estar em paz na Missa, 
mesmo  com crianças a chorar.
Os adultos a impor silêncio ainda fazem mais ruído! 
 
Com a devida vénia da VP
conegoruiosorio @diocese-porto.pt

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Os católicos não praticantes - RUI OSÓRIO - Voz Portucalense


Os católicos não praticantes - RUI OSÓRIO - Voz Portucalense

Num país tão sociologicamente cristão como Portugal, é frequente ouvir quem diga, com toda a naturalidade, que é católico não praticante.
É próprio de quem diz acreditar mas não põe em prática a fé.
A justificação desse comportamento varia de caso para caso, embora o mais comum seja o facto de as pessoas organizarem a sua vida sem tempo nem modo para quaisquer expressões religiosas.
Noutros casos, as pessoas têm conhecimentos tão superficiais da sua religião que qualquer pretexto lhes serve para deixar de a praticar. Outros conservam sazonalmente alguns actos sociais associados a rituais religiosos em alturas concretas, por exemplo,
baptismo dos filhos,
bênção das pastas dos finalistas universitários
ou sétimos dias da morte de familiares.
Será possível e lógico crer sem praticar?

Há quem deixe a prática religiosa e justifique que isso se deve ao desejo de mais autenticidade.
São os que dizem que não gostam de normas e de ritos.
Preferem a sua” religião “mais espiritual”
e avessa a estruturas.
Parecem-se mais a anjos do que a pessoas comuns.
É normal que os anjos não precisem de sinais, gestos e palavras para se comportarem como anjos.
As mulheres e os homens, porém, não são assim tão angelicamente espirituais.

Não se pode querer uma fé sem gestos, com a desculpa da busca de mais autenticidade.
Deus Pai enviou-nos o seu Filho, que habitou entre nós.
Algumas bíblias, em vez de traduzirem o acto descrito pelo evangelista João, na forma clássica — “e o Verbo se fez carne, e habitou entre nós”, preferem a expressão “e armou a sua tenda no meio de nós”, para expressar a ideia de que Deus, em Jesus Cristo, passou a morar numa tenda ao lado da nossa.

A fé (creio)
e a vida (não pratico) não podem estar tão separadas.
Por sua própria natureza, devem estar unidas.
Uma fé sem obras é morta:
Obras, mesmo muito piedosas sem fé tornam-se vazias.

De tudo isso já se deram conta os bispos espanhóis.
Entendem que o número de crentes que vivem à margem da fé
se deve “à secularização,
à indiferença religiosa
e à superficialidade” da sociedade.
Dizem-no na sua mensagem para o Pentecostes, que, em Espanha, foi o Dia da Acção Católica e do Apostolado dos Leigos.

Afirmam que os baptizados
que “não se interrogam sobre o sentido da existência”
acabam por ser “presas fáceis do relativismo
e do subjectivismo”,
porque não querem ter critérios diferentes dos não crentes.
Deixam-se levar com facilidade
pelo “culto do dinheiro,
do prazer
e do poder”,
afastando-se de Deus
e da Igreja que os gerou para a fé.
São cristãos que “se fecham à transcendência
e ao amor ao próximo”.
Tentam, ingloriamente, “viver a sua fé em Deus,
sem renunciar aos critérios do mundo”,
caindo no “individualismo religioso”.

São cristãos desses, também entre nós, que precisam de nova evangelização, urgente e criativa.
*conegoruiosorio @diocese-porto.pt