Boas Maneiras para ir à Missa!
O padre mexicano Sérgio Román gosta de civilidade
e aconselha aos participantes na Eucaristia Dominical
que pratiquem a urbanidade.
Aconselha:
1- “Seja pontual: ponha o telemóvel em silêncio
e, se tocar, saia da igreja para atender.
2- não fume;
3- não coma nem beba:
4- não masque pastilhas elásticas nem as cole,
já muito mastigadas nos bancos;
5- não reze em voz alta as suas devoções particulares;
6- tome banho antes de ir à missa;
7- tire o chapéu quando chegar ao templo;
8- cuide-se e ponha-se bonito porque a Missa é uma festa;
9- respeite as posições corporais que a liturgia recomenda,
de pé, sentado ou de joelhos:
10- dê o seu lugar aos idosos, damas ou cavalheiros, que cheguem tarde, para que não fiquem de pé;
11- se adormecer, por favor, não ressone.
Em suma, seja educado”.
O padre não é miudinho na casuística dos conselhos,
mas um pastor prático.
Imagina que, durante a missa, precisamente
quando o sacerdote faz a homilia, um bebé resolve chorar alto,
pondo nervosos o orador e os ouvintes.
O celebrante terá dificuldade para entender que o choro do bebé
é parecido ao canto dos pássaros.
Vem-lhe a tentação de mandar calar o choro
ou que os pais saiam da igreja, perdendo a Missa.
Os papás, tão habituados à “música” do choro do bebé,
pensam que os fiéis também não se incomodam
e permanecem no templo, até que um adulto,
de preferência uma mulher mais zelosa e mais devota,
para ter o prazer de ouvir o padre sem incómodo,
assume o seu rosto duro de “dona do templo”
para ordenar autoritariamente que os pais
se ponham a léguas e se esqueçam que alguma vez Jesus
disse a quem sacudia as crianças:
“Deixai que as crianças venham a mim”.
Já viram que a Missa sem crianças deixa de ser uma festa!
Calculem se, à entrada da Igreja, um aviso declarasse:
“Proibida a entrada a crianças”?
Quando as crianças choram - talvez seja o seu modo de louvar a Deus -‚
o problema é dos papás.
Sejam anjos ou demónios que distraem os adultos
ou os fazem perder a devoção, nada disso
é razão bastante para proibir os casais e as famílias de participar,
com as crianças, na Eucaristia.
A qualidade das celebrações e os serviços organizados,
inclusive o bom acolhimento e o apoio às pessoas durante o culto,
podem ser suficientes para educar as pessoas em geral
e os pais em particular para que,
quando as crianças enervam quem participa na Eucaristia,
saiam pela mão ou ao colo e dêem uma volta fora da Igreja
para que serenem e calem o choro.
Um conselho meu, a propósito das boas recomendações do padre mexicano:
não é bom fazer guerras nos templos da paz!
Como diz o pastor mexicano,
a cortesia e a boa educação ajudam-nos a estar em paz na Missa,
mesmo com crianças a chorar.
Os adultos a impor silêncio ainda fazem mais ruído!
Com a devida vénia da VP
conegoruiosorio @diocese-porto.pt






