quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Preocupem-se...muito !

Ricardo, 11º ano: "O sonho é sair daqui, ir embora de Portugal",
Por Clara Viana

Ontem não pararam por sua iniciativa, mas até pensam que provavelmente o deveriam ter feito. "Fazia muito mais sentido do que ter uma manifestação contra os exames nacionais, como aconteceu na semana passada", argumenta Inês Tristão, aluna do 12º ano da Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Lisboa.
A manifestação foi convocada pela Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Básico e a reivindicação apresentada não convence Inês: "É um disparate." Está com quatro amigos à porta da escola - já foram informados que não terão pelo menos as primeiras aulas -, têm entre 16 e 18 anos, são unânimes no diagnóstico: estão num país sem futuro para eles. "Há milhões de oportunidades por aí", ironiza João Bastos. Ricardo Paulino não está para brincadeiras. Tem um projecto de vida, que resume assim: "O sonho é sair daqui, ir embora de Portugal, e esse é geral a muitos de nós."
Aplaudem as razões que levaram à paralisação, mas duvidam que algo acabe por mudar. E não só por culpa do Governo ou dos partidos políticos, mas também pelo que pressentem ser uma espécie de característica nacional - um estado de acomodação, que Henrique Cunha apresenta deste modo: "O povo português é cão que ladra e não morde."
Escolas encerradas
Ao final do dia, os dados divulgados pelo Ministério da Educação dão conta que a adesão do pessoal não docente ultrapassou a dos professores. Segundo a tutela, entre os funcionários foram 38 por cento os que pararam, uma percentagem que no pessoal docente se ficou pelos 23 por cento. Já a Federação Nacional de Professores situou a adesão dos docentes nos 75 por cento.
Segundo a tutela, estiveram encerradas 32 por cento das cerca de cinco mil escolas públicas existentes. A Fenprof indicou que esta situação abrangeu 80 por cento dos estabelecimentos. Nas estatísticas oficiais da greve não são contabilizados os professores que leccionam nas escolas que ontem estiveram encerradas. Os sindicatos, pelo contrário, contam-nos e a Fenprof diz que foi nestes estabelecimentos que se registou uma maior adesão. O Governo justifica a sua opção, afirmando que o encerramento foi determinado pela ausência de funcionários.
Sem a presença destes, as salas de aulas não abrem e a segurança nas instalações não fica assegurada. Maria integra o pessoal não docente da Secundária Filipa de Lencastre, em Lisboa. De manhã, as aulas estão suspensas, porque a maioria das suas colegas fez greve. Ela está a trabalhar: "Não é por achar que não haja razões para fazer greve. Só que não ia aguentar o encargo de ter menos um dia de salário." À volta da Gomes Ferreira, ainda há movimento. Os alunos já foram informados que terão que voltar a meio da manhã para saber se irão ter alguma aula. Para os pais dos mais novos isso significa voltar ali uma segunda vez. Profissional liberal, Cláudia, que é advogada, não está em greve, mas também não irá ao escritório de modo a acautelar o dia do filho. Não se queixa. "Compreendo as razões. As dificuldades vão ser muitas para todos nós."
"São medidas necessárias para reduzir o défice", argumenta uma aluna da Escola Secundária Virgílio Ferreira, também na capital. A maioria das aulas está a decorrer, mas ela só deverá ter a última da manhã. Ficou à espera. Em dia de greve, quando há aulas, os alunos têm falta, se não comparecerem.

in PUBLICO

até já

5 comentários:

Anónimo disse...

eese Ricardo do 11ª. Ano tem toda a razão Portugal já não oferece condições aos jovens estudantes.
escolas particulares que se page entre 500 a 600€ mensais as notas desses alunos são compradas, digo compradas e os alunos dos ensinos publicos são castigados por professores que não andam contentes com esta situação.
aluno bom = nota fraca em relação a qualidade do aluno.
Portugal da máfia Italianoportuguêsa.....
assina:f.da p...........

Anónimo disse...

Os estudantes de hoje não são estudantes.
Andam escola a romper as calças e as roupas dadas pelos cotas.
Vandalizam as mesmas escolas: salas de aula, casas de banho, etc.
Andam com os telemóveis caros sempre encostados às orelhas!!!
Os dedos não se cansam de mandar mensagens porcas e pornográficas.
Não usa vestuário escolalr mas de trolhas, pedreiros e elas de lambisgóias e delambidas de todos.
Só pensam no sexo prematuro.
Detestam os professores por que não lhes dão as botas,
mandaram os pais ao tecto.
O que a escola tem de mais positivo para eles é de comerem de borla,de terem sempre recreio e sair da escola "em fuga" para ir gamar e vandalizar por que a bófia não lhes faz nada, senão os bófias têm processos disciplinares e perdem o emprego.

Anónimo disse...

não percebes nada de escola comem de graça errado, comem é uma desgraça de comida. Sobre o estudo hoje há mais pessoal formado do que há uns anos atrás....
alguns professores não querem ensinar, querem é o dinheiro no banco a partir di dia 20 certo.
ou pensas que eu não estou a par desta merdaaaaaaa.........

Anónimo disse...

sobre a bófia a bófia é boa é para multas gamadas ao governo com desconto a porta de casa, e em €€€€€ claro.....fifetifife...

Anónimo disse...

VOU TIRAR UM CURSO DE CALCETEIRO NAS NOVAS OPORTUNIDADES....

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