
Tem pairado no ar uma suposta tentativa de retirar o túmulo do pátio da igreja de Caldas de S. Jorge, o que no entender deste blog é uma verdadeira de lapidação do pouco património religioso que a freguesia tem, por isso gostava de ouvir a vossa opinião. No entanto não podemos deixar de dar os parabéns ao parco de Caldas de São Jorge, pelo seu empenho na reabilitaçãoda Igreja paroquial, e de elogiar a qualidade e gosto pela restauração. É caso para dizer que está de parabéns. No entanto fica aqui o nosso reparo para a retirada da sepultura " caso seja verdade os rumores".
4 comentários:
eu acho que não deve ser retirado, pois é algo, que traz curiosidade a todas as pessoas que passam pela igreja
no meu entender acho que a sepultura não deve ser retirada, no entanto acho que deviam tambem frizar a magnifica restauração da igreja matriz, e do paraco local que lutou com unhas e dentes para a realização das mesmas obras.
Também acho que sepultura devia ficar onde está, é patrimonio historico da freguesia.. devia ser preservado!
Acho ser muito redutor avaliar o património artístico-cultural-religioso da Paróquia de Caldas de S. Jorge a uma pedra tumular no adro da Igreja de Caldas de São Jorge.
É o mesmo que reduzir um porco a um chouriço ou confundir a núvem com Juno.
Por favor dirigia-se ao Pároco que lhe dará as devidas dicas e informações.
Ora a sepultura em causa trata-se de um ou outro dos que se guêm:
Investigue e diga-me alguma coisa.
Um epitáfio : S. de Gonçalo Gil do Porto
Ou
Um outro epitáfio :Túmulo de José Correia Barbosa da Assunção.
Este com os seguintes dados. O outro desconheço.
“ Nasceu na freguesia do Souto, Feira, em 6 de Agosto de 1806. Era filho de Francisco Leite da Costa e de Jacinta Florida Correia.
Órfão de pai em tenra idade foi acolhido e educado por D. Joana Paula Forjás Pereira Costa Real da Casa do Castelona da Feira.
Mais tarde em 1838 esta Dona Joana recolheu-se por sua vez a casa do seu pupilo nas Airas onde faleceu em 1846 legando-lhe os seus bens.
Em 1832 casou com ma filha do capitão Pinheiro.
Dizem que foi ele o denunciante do futuro sogro,
Mas não é facto bem apurado; o que foi certo é que ele meteu-se na casa das Airas e ali residiu bastante tempo antes do casamento.
Tomou parte importante nas lutas civis ao lado dos miguelistas e a prova disto é que em Fevereiro de 1832 na época do cerco do Porto chamou para padrinho do seu filho mais velho o Visconde da Azenha general miguelista. Mas após a vitória dos liberais chegou-se para eles e já em Setembro de 1834 foi governador militar da Vila da Feira e padrinho do seu segundo filho.
Era juiz eleito em 1837 e 1839.
Mais tarde tornou-se um ferrenho realista sendo administrador de 1842 a 1846 dirigindo na Feira as célebres eleições de 1845.
Tais tropelias cometeu que ficou afamado o seu nome.
E como administrador tomou parte na guerra da Patuleia chegando a ir com os cabos a Castelo de Paiva donde o escorraçaram.
Pouco depois foi preso e levado para a Relação do Porto.
Camilo esteve ali com ele e consagrou-lhe as seguintes palavras: O Barbosa das Airas, um maneta valente terrível da Vila da Feira”.
Uma noite, porém, ansioso de liberdade, arrojou-se a fugir dali, escapando – se por um tubo das chaminé, saltando de telhado em telhado até chegar à rua evitando as sentinelas, atravessando o rio num barco fretado e seguindo por atalhos até Grijó onde acampavam as tropas cabralistas de Saldanha.
Estava salvo!
Demitido do cargo de administrador com a queda de Cabral, quando este tornou ao poder em 1849 empenhou-se em sê-lo de novo mas não conseguiu apesar do compadrio que o ligava ao chefe do governo.
Obteve-o, porém, em 29 de Janeiro de 1874 do antigo inimigo político Rodrigues Sampaio.
Esta nomeação recebida por muito e o deputado Pires de Lima em dois discursos parlamentares censurou-o com veemência a tirando-se a José Correia.
Serviu o cargo até 1877 repetindo os antigos trampolins e tornando temível e odiado o seu nome.
E terminou aqui a sua vida política.
Terminando também o longo e sagitado curso da sua vida terrena a 6 de Fevereiro de 1881.
Foi sepultado no adro da Igreja de S. Jorge onde se encontra um epitáfio tumular a frente mencionado:
“Aqui jaz José Correia Barbosa. Nasceu a 6 de Agosto de 1806 e faleceu a 6 de Fevereiro de 1881. Exerceu vários cargos de confiança com dignidade sendo condecorado pelos serviços com os hábitos de Cristo e de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. A sua vida resume-se nisto: Foram as suas armas a honra e a lealdade contra a vil traição e deslealdade”. ( dos escritos paroquiais de Caldas de São Jorge)
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