00h22m
SALOMÃO RODRIGUES
"Os donos das casas da Segurança Social são os que delas necessitam". A frase está num crataz cartaz que, desde a passada terça-feira, é diariamente colocado à entrada dos Serviços Sociais da Câmara de Santa Maria da Feira por uma mulher que, há vários anos, reclama uma habitação.
Maria Emília Cruz, 48 anos, vive com um filho menor num anexo sem condições de habitabilidade, onde a humidade, abundante, é perceptível nos tectos e nas paredes. Com problemas de saúde e familiares, a moradora em Mozelos diz-se "cansada" de deslocações constantes que faz para a Autarquia desde 2007, um esforço " inglório".
"Dizem que não tem habitação para me atribuir" afirma, garantindo que está em causa a sua saúde e o normal desenvolvimento do filho de 11 anos. "Já não sei mais o que fazer, mas não vou desistir de ter uma habitação decente para o meu filho. Pode ser em qualquer freguesia do concelho, que não me importo", diz.
Fonte dos serviços sociais informou, o JN, que o processo relativo a possível atribuição de habitação social esteve a ser analisado, com a deslocação de técnicos ao local, mas foi arquivado "quando a senhora saiu do concelho e foi viver para Vila Nova de Gaia". Contudo, adianta a mesma fonte, quando regressou à Feira e reiterou a vontade de ser contemplada com uma casa "foi novamente aberto e encontra-se em fase de reapreciação".
"É um processo que está a ser cuidadosamente analisado" garantem os serviços referindo, ainda, que outra das preocupações se prende com o filho menor a cargo da mulher.
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