sábado, 26 de maio de 2007
JUNTA DE FREGUESIA – Preenchimento de vagas
Ora, após uma rápida consulta à Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, que estabelece o quadro de competências, assim como o regime jurídico de funcionamento dos órgãos dos municípios e das freguesias, julgo ser importante esclarecer o seguinte:
- De acordo com o n.º 1 do Artigo 79.º, da Lei supra referenciada, "As vagas ocorridas nos órgãos autárquicos são preenchidas pelo cidadão imediatamente a seguir na ordem da respectiva lista ou, tratando-se de coligação, pelo cidadão imediatamente a seguir do partido pelo qual havia sido proposto o membro que deu origem à vaga ".
Quer isto dizer que, embora muito esteja a ser especulado, a verdade é que, neste momento, não existirão dúvidas quanto ao nome do próximo Presidente da Junta de Freguesia de Caldas de S. Jorge: Fernando Pinheiro. Basta que ele o assuma.
Aliás, pelo que já tive oportunidade de apurar, o Sr. Fernando Pinheiro já terá sido notificado pelo Presidente da Assembleia de Freguesia no sentido da sua convocação para uma eventual tomada de posse.
O novo Presidente da Junta (Fernando Pinheiro), terá então, entre outras coisas, à luz do n.º 2 do Artigo 38.º da Lei 169/99, de 18 de Setembro,"…proceder à distribuição de funções pelos vogais que a compõem, e designar o seu substituto, para as situações de faltas e impedimentos…".
Fico assim com uma dúvida, que penso não ser relacionável com o caso da Junta de Freguesia de Caldas de S. Jorge, que é a questão das funções dos vogais.
Embora a Assembleia de Freguesia tenha elegido o Secretário e o Tesoureiro da Junta (José Martins e Jorge Pinto, respectivamente), e isso é um facto indesmentível, fico na expectativa se, eventualmente, os "pelouros" ou as funções de cada um deles vai permanecer, idêntica, como até à presente data.
E, já agora, quem será o substituto do Presidente, em eventuais situações de falta ou impedimento…
Aproveito, desde já, para desejar Boa Sorte ao novo Presidente da Junta.
Castro e Silva
3 Últimos Regedores da Freguesia de S. Jorge.
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Contributos para a história da nossa Vila - Para melhorar conhecimento da origem e implantação das Termas
Campo do Lameiro(Lameiro da Negrinha)
14 de Outubro de 1885
Carta de venda de uma terra lavradia e mato chamada Campo do Lameiro que arrematou José António dos Santos.
Tudo como se declara
Dom Luís, por graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves. Faço saber que esta carta de pura e irrevogável venda virem que procedendo as diligências, anúncios e solenidades da Lei e estilo, arrematou em hasta pública no Governo Civil do Distrito de Aveiro no dia 14 de Outubro de 1835, José António dos Santos,
(da Sé de S. Jorge, residente no Porto), pela quantia de quinhentos mil reis, na conformidade da Lei de vinte e oito de Agosto de 1869, a seguinte propriedade que pertencia ao Pároco da freguesia de São Jorge e sob o número dez foi posta à venda na lista cinco mil novecentos e vinte e quatro, a saber Concelho da Feira – Uma propriedade de terra lavradia, chamada Campo do Lameiro ( Lameiro da Negrinha), próxima das Caldas, com água de rega e merugem da preza , sita no funda da Mata do Passal e assim chamada; confina ( no lugar da Sé S. Jorge) marcos, poente
( linha de texto incompreensível…). António Moreira Alves Ribeiro do nascente com o Campo da Negrinha, (do norte) do mesmo passal, divida por…. e do sul com o rio e o tanque das Caldas. E tendo o arrematante satisfeito no cofre central do distrito no dia 26 de Outubro de 1835 o preço da arrematação em metal e em 24 na recebedoria do indicado concelho a quantia de quarenta e cinco mil e quatrocentos e dez reis de contribuição do registo, seis por cento adicionais e sello como consta dos respectivos recibos. Hei por bem transmitir-lhe por irrevogável e pura venda toda a posse e domínio que na referida propriedade tinha o dito pároco para que o arrematante, seus herdeiros sucessores a governem, possuam, desfrutem como própria. Pelo que mando a todos os ministros, justiças e mais pessoas a quem conhecimento desta carta haja de pertencer que sendo por mim assinada de chancela e referendada também de chancela, pelo ministro e secretário do Distrito e regedores da freguesia na conformidade do decreto de 25 de Novembro de 1853 e competentemente selada e registada nos livros respectivos a cumpram, guardem e façam inteiramente cumprir e guardar sem dúvida ou embargo algum e que o administrador do concelho da Feira sendo-lhe esta apresentada depois de exarada a verba de ficarem anotadas na repartição de fazenda do distrito assentos relativos à dita propriedade faço dar posse dele ao arrematante de que se lavrará autos para todo o tempo constar a referida venda.
Lida a vinte e oito de Novembro de mil e oitocentos e cinco.
M Reis
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Carta de venda de uma terra lavradia e mato chamada Campo do Lameiro
(o número dez )que arrematou José António dos Santos.
Tudo como se declara
Nota:
Terreno de implantação da Termas
Esta área sofreu da usurpação dos bens à Igreja de São Jorge na época do Liberalismo.
Carta de venda de uma terra lavradia e mato chamada Campo da Negrinha que arrematou José António dos Santos.
Tudo como se declara
Campo da Negrinha
14 / 10 / 1885
Dom Luís, por graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves. Faço saber que esta carta de pura e irrevogável venda virem que procedendo as diligências, anúncios e solenidades da Lei e estilo, arrematou em hasta pública no Governo Civil do Distrito de Aveiro no dia 14 de Outubro de 1885, José António dos Santos, pela quantia de trezentos e cinquenta e um mil reis, na conformidade da Lei de vinte e oito de Agosto de 1869, a seguinte propriedade que pertencia ao Pároco da freguesia de São Jorge e sob o número onze foi posta à venda na lista cinco mil novecentos e vinte e quatro, a saber Concelho da Feira – Uma propriedade de terra lavradia e mato, chamada o Campo da Negrinha, com água de rega da preza da Mata, confina do nascente com o largo da Sé, do poente com a propriedade d o Lameiro, do norte com terra lavradia de Ana Maria, viúva e do sul com o caminho das Caldas. E tendo o arrematante satisfeito no cofre central do Distrito no dia 26 de Outubro o preço da arrematação em metal e em 24 na recebedoria do indicado concelho a quantia de trinta e um e mil e oitocentos e trinta e oito reis de contribuição do registo, seis por cento adicionais e sello como consta dos respectivos recibos. Hei por bem transmitir-lhe por irrevogável e pura venda toda a posse e domínio que na referida propriedade tinha o dito pároco para que o arrematante, seus herdeiros sucessores a governem, possuam desfrutem com própria. Pelo que mando a todos os ministros, justiças e mais pessoas a quem conhecimento desta carta haja de pertencer que sendo por mim assinada de chancela e referendada também de chancela, pelo ministro e secretário de estado de negócios a fazenda na conformidade do decreto de 25 de Novembro de 1853 e competentemente sellada e registada nos livros respectivos a cumpram, guardem e façam inteiramente cumprir e guardar sem dúvida ou embargo algum e que o administrador do concelho da Feira sendo-lhe esta apresentada depois de exarada a verba de ficarem anotadas na repartição de fazenda do distrito assentos relativos à dita propriedade faço dar posse dela ao arrematante de que se lavrará autos para todo o tempo constar a referida venda. Lida a vinte e oito de Novembro de mil e oitocentos e cinco.
M Reis
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Carta de venda de uma terra lavradia e mato chamada Campo da Negrinha (número onze ) que arrematou José António dos Santos.
Tudo como se declara
Nota:
Terreno de implantação da Termas
Esta área também sofreu da usurpação dos bens à Igreja de São Jorge na época do Liberalismo.
O comprador - arrematante de nome José António dos Santos da Sé ( este o comprador ) casou com Leopoldina dos Santos 1875, do Porto e teve como filho o Dr. Arnaldo Santos, era filho de António José dos Santos da Sé e Maria Rosa de Lobão com quem casou em 1840,
António José dos Santos era filho do casamento em 1797 de António José de Souto Redondo e de Teresa Maria da Sé.
Resumo de uma sentença referente da pertença
da Junqueira à Igreja de S. Jorge.
De uma questão e julgamento entre o Abade Inácio António da Cunha contra os réus João Lopes Guimarães e sua mulher Gertrudes Maria de São José.
Ano de 1802.
Autor: Inácio António da Cunha de S. Jorge.
Abade da Igreja.
Réus: José Lopes Guimarães e mulher Gertrudes Maria de São José.
Libelo de raiz de um terreno:
Confrontações: Nascente – Pedaço de monte da Igreja de Pigeiros.
Poente - com o caminho que vem de Arcozelo para a Igreja.
Norte - Com um monte e um souto da mesma Igreja.
Do sul - com o monte maninho dos moradores do lugar da Sé.
Assunto:
De monte contíguo à Igreja
Souto Valinho e pedaço nascente
Medidas: De Norte a Sul 270 varas (1 vara = 11 dm = 1,10 m; 270xl,10 m = 297 m); comprimento do nascente para poente 300 varas ou seja 330 m; da parte do norte do nascente para poente ao través tem 100 varas = 110 metros;
Os réus saíram condenados no tribunal da Relação do Porto, depois de ter transitado da comarca da Feira para essa mesma relação.
Sentença final a favor da entrega do terreno e passal à Igreja de S. Jorge.
Os réus "larguem ao autor e sua Igreja a posse do prédio de que se trata com os seus rendimentos. ".
Pagariam 6. 965 reis no prazo de vinte e quatro horas.
O abade pagará 2.400 reis.
Porto 31 de Agosto de 1802
Largura. 297 metros,
Comprimento. 330 metros,
De través 110 metros
Nota:
Esta área sofreu também da usurpação dos bens à Igreja de São Jorge na época do Liberalismo.
ATM
Termas Antigas
O INCRIVEL HULKMARTINS.
HULKMARTINS ESTÁ EM TODO O LADO...

ass: atento73
Musica, Sol e Clerasil – Capítulo II


Passaram, seguramente, quase vinte anos.A malta cresceu. Hoje, pode-se considerar que, salvo uma ou outra excepção, o pessoal se enquadra naquela franja de indivíduos relativamente bem sucedida (uns mais, outros nem por isso), com emprego, e tempo para tomar um café, ao fim de semana, num dos estabelecimentos da vila. Alguns deles, ainda apresentam marcas nos joelhos, que teimam em perpetuar, para todo o sempre, o fantástico tempo dos campeonatos de concharinha, realizados no parque das termas.
E entretanto, passamos a olhar para os "miúdos" nascidos na segunda metade da década de 80 com alguma perplexidade, embora, não raras as vezes, com um misto de reprovação e inveja.
Porquê?
Porque os gajos estão cheios de "sangue na guelra" e agora não faltam sítios ou locais para se divertirem. À grande e à francesa. E nós, os trintões ou quarentões, já com algumas brancas, andamos é preocupados em cumprir com as "obrigações" para com a banca, e em arranjar uns cobres para passar oito dias num apartamento manhoso da Quarteira (a 800 metros da praia), e a segunda quinzena de Agosto "enfiados" numa barraca alugada da Praia da Seca em Espinho.
Ainda por cima, já não estamos em tempo de ter as nossas escapadelas, para jogar um sobe e desce no final da noite. Ou ainda, ir tomar um copo, às Sextas-Feiras, a um desses novos locais da "moda" (os novos DJ´s não são capazes de passar nada do tipo Simple Minds, Dire Straits ou The Clash? Aposto até que não sabem o que é o Blitz...).
Chego portanto à conclusão que os miúdos nascidos na segunda metade da década de 80, são mais do tipo "...pum, pum, pum... Ya? Tá-se bem...".
É desses que eu vos quero falar.
Sempre a curtir um bom som, é usual vê-los, a partir de Quinta-Feira, com os seus óculos D&G, caminhando sobre uns sapatos de cabedal, desenhados pelo Vieira (o estilista de S. João da Madeira), a entrar num dos ginásios mais in da região. Daqueles ginásios ou, se quiserem, daqueles espaços de "pseudocultura urbana" que proliferam um pouco por todo o país e que têm uns aparelhos esquisitos onde se pratica um "desporto" que chamam de solário, ou "...qualquer cena do género..."..
Apesar de serem raros os que terão aprendido a tabuada dos 7, e de terem chumbado duas vezes seguidas no décimo primeiro são, no entanto, geralmente, uns verdadeiros "Ases" no manuseamento dos telemóveis de última geração. Daqueles que fazem contas e têm jogos. Aprenderam também uma linguagem esquisita sms (dakelas k qq ser hu mano tb keria e sonha aprender...".
Transformaram-se em catedráticos da noite. Raros são os segredos que a noite encerra aos tipos que, ainda continuam a tentar conquistar as garotas escondidos atrás de, pelo menos, dois centímetros de clerasil.
Pode ser que consigam ter uma profissão de referência, com futuro... Mas isto está cada vez mais difícil. Cada ano que passa, existem mais cursos superiores, e a maior parte deles (cursos) não servem rigorosamente para nada. Apenas para "sacar" o dinheirito aos "velhotes". Aliás, poucos são os que conseguiram entrar no curso desejado...
A "emancipação" dos jovens actuais será, portanto, muito tardia. Não têm solução: os tais "velhotes" (papás) vão ter que lhes "desenrascar uma ajudinha", pelo menos, por mais quinze anos.
É certo que há excepções.
Mas, essas excepções são tão poucas, que nem sequer lhes permite constituir uma equipa de futebol de "salão" para jogar ao Sábado à tarde nos "ringues" de Arcozelo ou de Azevedo... A esses, resta-lhes continuar, resignados à solidão da leitura do último livro do Rui Zink ou então, a preencher as palavras cruzadas do Público que, normalmente, se encontra impregnado de restos de café, em cima da mesa do canto (por vezes ainda conseguem apanhar o Sudoku a meio, podendo por isso, arriscar em decifrá-lo).
Mas, estas excepções, quase de certeza, não dizem respeito a miúdos normais.
Hoje, tal como há dias dizia, jovens normais, continuam a ser, mais do tipo ... MUSICA, SOL E CLERASIL, ao que se pode acrescentar um "... pum, pum, pum. Ya? Tá-se bem...".
Escusado será dizer que, provavelmente, terei de me ir habituando a esse cenário. Assim que os meus "rebentos" ou "herdeiros" começarem a crescer, terão de demonstrar perante a nossa sociedade que, afinal de contas, são putos normais...
Portanto, começo a perder a esperança de os ensinar a mergulhar na Várzea. Começo a perder a esperança de os levar à porta da discoteca e combinar a hora do regresso, antes da uma da manha. Começo a perder a esperança que eles não apreciem aquela bebida que alguém diz "dar asas" – uma tal de Red Bull.
Já perdi até a esperança que eles, algum dia, saibam o que é subir a uma árvore e mastigar uma maça de S. João.
Parece até, que já me estou a ver, ao Domingo, no Gaia Shopping, a comprar resmas e resmas de Clerasil...
Definitivamente… começo a ficar preocupado.
(P.S.: sugere-se, caso tenham paciência e a necessária coragem, a prévia (re)leitura do texto MUSICA, SOL E CLERASIL, publicado no mês passado);
atento73
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Festa de S. Jorge
"As Lontras" Estão de volta...

Uma autêntica romaria. Todos os dias, a partir das 21,30 horas, dezenas de habitantes, e até alguns forasteiros de outras paragens mais longínquas, deslocam-se em passo apressado, denotando alguma ansiedade, para junto do edifício das afamadas Termas das Caldas de S. Jorge, freguesia de Santa Maria da Feira. Não vão à procura de uma qualquer panaceia para as suas mazelas. O motivo de tão grande interesse está um pouco mais afastado do edifício e converge para o leito do rio Uíma, onde o recente aparecimento de meia-dezena de lontras se transformou num acontecimento único.Não há telenovela nem conversa de café que consiga concorrer com tal espectáculo.
Também José Luís recorda que "há 15 dias, quando as vi pela primeira vez, pensei que eram gatos, mas depois fiquei muito surpreendido com estes animais".

Ass: Mensageiro.
quarta-feira, 23 de maio de 2007
HUMOR DA TERRA - GLOBOS DE OURO
Este ano a revista “CARAS” em conjunto com a “SIC” decidiram nos globos de ouro atribuir uma nova categoria a de “ próximo presidente”, a eleição está para breve. A verdade é que o Blog fez uma sondagem e o vencedor mais provável será Hermínio Mota, por recusa dos outros dois candidatos. Só falta saber se a entrega deste globo não vai implicar a entrega de outro após eleições antecipadas... fique para ver...Ass: Mensageiro.
PAAC 2006

O PAAC tem como objectivo apoiar e dinamizar o associativismo do concelho, bem como promover e divulgar actividades das associações junto dos munícipes e definir os tipos de apoio a conceder a cada uma delas. Na área da cultura, podem candidatar-se as associações culturais e recreativas, associações académicas e de estudantes, academias e escolas de música, bandas, grupos, orquestras e tunas musicais. Quanto à área desportiva, as candidaturas estão abertas aos clubes desportivos e associações que tenham actividades desportivas regulares, federadas ou não federadas, de âmbito regional, distrital ou nacional, em todos os escalões e outras associações e clubes desportivos.Refira-se que, por cada candidatura às áreas de apoio consideradas, é obrigatório o preenchimento do respectivo formulário, indicando todos os dados solicitados e, se for caso disso, anexando informações e documentos adicionais, como complemento da candidatura. As associações que tenham secções, departamentos ou outras estruturas, com autonomia de funcionamento, devem distribuir, por cada uma dessas estruturas, o respectivo formulário de candidatura. Todos os quadros que constam no formulário são de preenchimento obrigatório, caso contrário poderá afectar a apreciação final da candidatura. As candidaturas terão de ser apresentada no Gabinete de Associativismo da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, via CTT ou em mão própria, até às 19h00 do dia 31 de Maio, sob pena de não serem consideradas no âmbito dos apoios consignados para o PAAC 2006.Para qualquer esclarecimento, os interessados devem contactar o Gabinete de Associativismo da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, pelo telefone 256 370 887.
Musica, Sol e Clerasil

Hoje em dia já não se conhecem os valores que orientaram os tipos que têm hoje trinta anos.
E, perguntam os leitores, como é que eu cheguei a esta triste conclusão:
Leitores: - Como é que chegaste a essa triste conclusão?
- Bom, existem várias razões. Passo a citar:
Noutros tempos, havia uma coisa que se fazia, no máximo, lá para a segunda semana de Dezembro. O presépio. Sim, esse conjunto peças de barro, que na maior parte dos casos ficavam "manetas" ao fim da primeira viagem para ver o "menino" deitado em palhas não douradas, mas daquelas que se conseguiam apanhar na casa do vizinho onde se ia "buscar o canado de leite" antes do anoitecer. Era um presépio lindo, feito de musgo retirado das calçadas ou dos velhos muros que teimavam em não cair… Mais. O musgo era arrancado com as próprias mãos, mesmo antes do "molete" com tulicreme e doce de abóbora feito no dia anterior.
Haviam aqueles desenhos animados, tipo Banna e Flapy e as suas aventuras na floresta; o homem da Atlântida que com as suas membranas no meio dos dedos percorria as profundezas dos oceanos, os cromos da colecção do "México 86"…
Eram tempos em que os gelados de dois e quinhentos faziam as delícias dos miúdos para desespero dos graúdos que teimavam em dizer "não escolhas um gelado de gelo, faz-te mal à garganta…";
Lembro-me até das descidas em velocidades alucinantes daquela encosta do passal (perto da Junta de Freguesia), sentados em cascas de velhos pinheiros – o "Pilhas" era um ás…
Passaram-se outros grandes momentos de juventude com o jogo do Pica, sempre a "fugir" do encarregado das termas – hoje reconheço que se deixava o parque numa lástima, tal era a forma de esburacar a terra.
O máximo então, era a "Volta a Portugal em concharinha" em pistas moldadas com o corpo dos mais abonados…
Vieram depois aquelas fabulosas séries televisivas como "O barco do Amor" e ainda a mais fantástica série de sempre, " O Verão Azul" que nos transportava miraculosamente para os sonhos das próximas férias de Verão (chorei quando o velho Shanquete morreu. Lembro-me como se fosse hoje da música do genérico).
Os jovens de agora… aposto… Nunca fizeram uma cabana. Nem subiram sequer a uma árvore para mastigar meia dúzia de maças de S. João com o típico bicho sempre presente.
Pior ainda, nunca mergulharam na Várzea? Nunca roubaram um calendário de bolso na papelaria mais próxima.
Os jovens de agora não caem de bicicleta. Não se vêm jovens com os joelhos impregnados de mercurocromo previamente "regados" com água oxigenada.
Mais… Se o jovem de hoje ousar pensar em fazer umas patifarias, logo vem o profissional da medicina apelar ao cuidado a ter com a hiperactividade.
Já para não falar das famosas explicações que os meninos têm de ter para "passar de ano".
Mas o computador… A Playstation,… O mp3… Os morangos com açúcar… Isso sim. Não pode faltar.
Hoje não pode faltar alguém a levar o miúdo à escola com o seu bólide. Hoje já não existem os caminhos lavrados com os pés dos mais pequenos onde de quando em vez se faziam os vira-ventos com as cascas dos eucaliptos.
Hoje uma mãe não puxa pelas orelhas ao puto que joga futebol com as sapatilhas do Domingo.
Na altura, um gajo tinha o perigo real de entrar na droga, de ser raptado quando se apanhava boleia após perder a "carreira", de espetar uma farpa no polegar na descida da árvore mais alta. Mas aprendia-se a viver com isso. Não eram raras as vezes que se ouvia "… não tenho nota… dá-me metade da bola de berlim… tou c'uma galga…"
Hoje os putos têm tudo. Ai daqueles que não levem para a escola o telemóvel da 3.ª geração. Que não tenham o portátil, o gameboy, as allstar, enfim… tudo.
Hoje em dia nem sequer existe o "cromo", o "cientista", o tipo dos óculos de fundo de garrafa, que é gozado por todos e que nenhuma rapariga gosta.
Hoje em dia, o puto que não curte um bom som, que não tem uns bons óculos de sol, que não usa creme na face para esconder as "espinhas", que não usa as sapatilhas da moda, que anda de bicicleta, que usa óculos graduados, que decora a tabuada, que não tem computador, que não tem telemóvel nem mp3, que não começa a ir para a "noite" aos 13 anos… Esse definitivamente… Não é um gajo normal.
Hoje. Um puto normal é mais… MUSICA, SOL E CLERASIL…
Ass. atento73
terça-feira, 22 de maio de 2007
Nota do Administrador do Blog:
Ass: Mensageiro.
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Personalidades Relevantes de C.S.Jorge.
- Domingos Oliveira Santos.
Não direi mentira se afirmar que foi, de longe, o maior empresário que S. Jorge viu nascer, não só pelo que ergueu - fundador da BébéCar - mas muito e talvez sobretudo pela época em que arriscou. Em 1975, quando os investidores se baldavam e até saíam para o estrangeiro, ele, sem descapitalizar a empresa base, fundou outras duas, hoje dois fortes componentes do Grupo.Morreu demasiado cedo, porque, posso especular, teria enormes projectos de crescimento, de resto continuado por quem ficou.Em 1978 - ano da sua morte - foi agraciado pelo então Presidente da República, General Eanes, com a Comenda de Mérito Industrial e Agrícola, a título póstumo, tendo asinsígnias sido entregues à viúva nas comemorações do 10 de Junho desse ano, que ocorreram em Portalegre. Pena não dispor de uma fotografia para encimar este texto. Poderá ser incluídaa posteriori(texto enviado por José Pinto da Silva).
- Manuel Alves da Silva.
Personalidade que nunca virou a cara a uma causa da terra, as portas da empresa está sempre abertas para a freguesia sendo o maior benemérito do Caldas de S. Jorge futebol Clube.O Sr. Manuel Alves da Silva é originário de uma família humilde -refira-se o facto de ser irmão da missionária IRMÃ ELVIRA - e começando do zero absoluto ergueu uma empresa - LAUREL - que, em certas âreas de negócio, pode ser considerado do melhor que há no país. Genericamente, na Indústria do Ambiente e concretamente na construção e montagem de ETAs e ETARs e algumas especialidades emgrandes estruturas metálicas, de que, de resto, exporta boa quantidade.E tudo fruto do seu grande saber na ârea, na sua permanente procura de mais saber, pois, não tendo formação académica, no seu ramos de actividade nada é para ele segredo. Em conversa com um Engenheiro Mecânico que com ele trabalha (ou trabalhou) ele confessou-me que, em matéria de conhecimentos do e no sector, embora seja ele o engenheiro, se sente pequenino ao lado do Sr. Manuel.Se não fosse considerado publicidade, seria muito interessante dar a conhecer aos visitantes do blogue imagens de algumas obras que estão espalhadas pelo país e queforam projectadas, e construidas cá em Caldas de S. Jorge. Por ex. toda a mecânica de funcionamento do Oceanário de Lisboa foi montada pela equipa da Laurel.Noutra oportunidade outras coisas se poderão dizer(texto enviado por: José Pinto da Silva).
- Albano Miranda.
Ex. Presidente da Junta de Freguesia, sendo considerada por muitas pessoas da terra a junta que mais obra fez, conseguindo a união de todos os partidos para desenvolver a nossa terra, destaca-se o edifício da actual junta.
- Carlos Paiva.Provavelmente a personalidade que mais tempo esteve nos destinos da nossa freguesia, foi uma pessoa que perdeu anos ao serviço da comunidade, estando neste momento integrado na fundação CSPCSJ e julgo fazer ainda parte da conferência S. Vicente.

- José Pinto da Silva.
Personalidade mais “mediática” da freguesia, pois se ainda se fala de Caldas de S. Jorge, neste conselho deve-se a ele. Homem de convicções fortes, nunca vira a cara e jamais desiste de uma luta. Socialista convicto actual coordenador da secção do PS em Caldas de S. Jorge. Apesar do seu estatuto intelectual, é muito humilde e sempre que algum desfavorecido socialmente lhe pede ajuda é rapidamente atendido.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Festa de S. Jorge
para o Pároco. Porque não fazer lembrar a existência de CRUZADA EUCARISTICA? Apresentá-la na primeira procissão que se realize. A indumentária é absolutamente barata e, actualmente, gravar as Cruzes de Cristo é muito fácil e barato. Quantos
de nós se reveriam nessa fila de crianças de camisa (vestido) branca(o), faixa com a cruz de Cristo (eles) e espécie de bibe e touca (elas) também com a cruz. Acho que seria muito bem aceite. E ainda há muitas crianças que poderiam compôr essa "instituição". Não para ficar, mas só para lembrar.
José Pinto da Silva
Esplanadas de Verão
José Pinto da Silva in terras da feira online
Figuras de Relevo da Terra
Temos ainda vivo o último REGEDOR de S. Jorge. Era um elemento da autoridade local que foi extinto depois do 25 de Abril. Acho que merece ser plasmado no album dasrecordações. O Sr. António Inácio da Conceição. Muitos de nós se lembram ainda do Regedor anterior, o Sr. Francisco da Sé. Se conseguir uma foto, hei-se sugeri-la ao Blogue.
O Dr. Joaquim Alexandrina do Conceição foi Director Clínico das Termas nos anos 30do seculo XX. Se encontrar elementos dele valerá a pena inclui-lo no album, assim como do seu filho, Dr. Fernando, que escreveu um texto sobre S. Jorge, do mais bonito que se pode ler.
José Pinto da Silva
(correcção)
Numa nota que passei relativa aos Regedores, disse que era ainda vivo o último Regedor de S. Jorge e referia-me ao Sr. António Inácio da Conceição. Rectifico,porquanto o último Regedor e ainda que tenha exercido pouco tempo, foi o Sr.Ernesto Alves Amorim (ROLA), falecido em 1998.Dentro de alguns dias farei chegar ao blogue algumas notas sobre o cargo e asfunções e espero incluir as fotografias dos três últimos regedores.
José Pinto da Silva


