domingo, 7 de fevereiro de 2010
Apresentação do livro “Mar das Especiarias” pelo Dr. Miguel Miranda excelente
Excedeu todas as expectativas.
Stock de livros esgotados
Sala Hall de entrada da Estância Termal a rebentar pelas costuras!
Joaquim José Magalhães de Castro mil parabéns!
Parabéns aos craques da iniciativa : Ângelo Cardoso, Arquitecto Pedro Nuno Castro e Silva, José Pinto da Silva, esteve impecável, Manuel Azevedo ( a imagem e a noticia inefáveis), o Abade da Vila Termal, a sempre simpática e atenciosa Vereadora Teresa Vieira, enfim… todos PARABÉNS!
UMA NOITE INESQUECÍVEL
sábado, 6 de fevereiro de 2010
"Mar das especiarias"
Caldas de S. Jorge receberá, hoje, a partir das 20h30, mais uma iniciativa de grande qualidade que, suponho, poderá ter reflexos positivos no prestígio e na divulgação dos valores culturais da Vila ou a ela relacionados.
A apresentação do livro “Mar das Especiarias”, lançado em Abril do ano passado (Editorial Presença), do autor caldense Joaquim Magalhães de Castro (Quim-Quim), que reflecte e versa acerca do riquíssimo legado português existente na Indonésia, vai decorrer nas Termas de S. Jorge e contará com a presença do também nosso conhecido médico e escritor Miguel Miranda.
É também com este tipo de iniciativas de índole cultural que podemos, de facto, contribuir para a diferenciação e distinção de Caldas de S. Jorge, recuperando a sua grandiosidade sociocultural no contexto regional e mesmo nacional.
Queiram os nossos amigos conterrâneos responder à chamada...
Nota: uma palavra especial de incentivo para o grupo de cidadãos que, despretensiosamente, avançaram para a organização da iniciativa, nomeadamente os meus amigos P. António Machado, Manuel Azevedo e, principalmente, o Angelo Cardoso. Eu, fiz o que pude...
Por PNCS, In www.certasconfidencias.blogspot.com
HOJE ÀS 2Oh30 NAS TERMAS S. JORGE (edifício novo) - ENTRADA LIVRE ...
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Nuno Araújo, Glória Araújo e João Paulo Correia apresentaram requerimento na Assembleia da República
Deputados socialistas querem saber quando começarão as obras do IC 35
Os deputados Nuno Araújo, Glória Araújo e João Paulo Correia questionaram o Governo sobre o processo do IC 35, via que, recorde-se, chegou a ter anunciada a abertura do concurso para a sua construção, mas que recentemente o Governo decidiu congelar.
Através de um requerimento, os socialistas perguntam ao ministro das Finanças “que razões estiveram efectivamente na base do adiamento da construção do IC35” e se “deve ser imputada a alguma das autarquias envolvida no processo a responsabilidade pelo adiamento da sua construção”.
A terceira e última questão a Teixeira dos Santos pretende saber “para quando prevê o Governo ser possível dar início à construção desta infra-estrutura”.
Antes das interpelações ao ministro, Nuno Araújo, Glória Araújo e João Paulo Correia recordam a Teixeira dos Santos que “o IC35 é uma obra há muito ansiada pelas populações do Norte do País, em particular dos concelhos de Penafiel, Castelo de Paiva, Vale de Cambra, Arouca, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira, São João da Madeira e Sever do Vouga”, mas que “há sucessivos anos que esta importante via de comunicação é relegada para segundo plano”.
Os deputados socialistas lembram ainda que “a importância desta obra foi por diversas vezes frisada por autarcas e governantes do país independentemente da sua opção político-partidária” e que, em 29 de Agosto de 2009, o Governo emitiu um despacho ordenando à empresa Estradas de Portugal que promovesse o concurso internacional para a construção do IC35. Dois dias depois “foi o próprio ministro das Finanças que relevou a importância da construção desta via de comunicação, reconhecendo o seu contributo para progresso e desenvolvimento da região”, afirmam, por fim.
Tráfico de mulheres também em bares da Feira
A Polícia Judiciária do Porto deteve, ontem, no Grande Porto, um empregado de bar e uma stripper, ambos romenos, suspeitos de vários crimes de tráfico de mulheres, sequestradas em Portugal e vítimas de maus tratos e exploração sexual em bares de alterne da Maia, Santo Tirso e Santa Maria da Feira.
O casal, a residir legalmente em Portugal desde 2007, estava a ser investigado pela PJ há meses. Um dos elementos já estava registado pelas autoridades pela prática de crimes de mesma natureza.
Menores já regressaram à Roménia
As vítimas, todas estrangeiras, eram atraídas a viver em Portugal com a promessa de empregos lícitos na área da restauração, propostas de trabalho que nunca se concretizaram. Entre as mulheres que trocaram a Roménia por Portugal, contam-se duas menores, de 15 e 17 anos, que conseguiram libertar-se por meios próprios e já se encontram de regresso ao país de origem.
De acordo com a PJ, as vítimas do casal romeno foram "violentamente forçadas à prostituição, única forma de garantirem a sua sobrevivência", e invariavelmente sujeitas a tratamento cruel e desumano ao longo de quase um ano.
Os detidos estão as ser interrogados no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, não sendo ainda conhecidas as medidas de coacção a que serão sujeitos.
CORREIO DE LEITORES...
Intervenção de Pedro Filipe Soares, deputado eleito pelo Círculo Eleitoral de Aveiro, sobre o Qren.
O deputado Pedro Filipe Soares intervém sobre o QREN referindo-se às dificuldades de acesso às verbas do programa e à preocupante taxa de execução de apenas 6,5%.
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Saudações bloquistas,
A Comissão Coordenadora Concelhia de Santa Maria da Feira
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Bloco de Esquerda - Concelhia de Santa Maria da Feira
Rua Comendador Sá Couto, nº 12, 2º andar, sala 2
4520-192 Santa Maria da Feira
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Fax: 256189284
Tlm: 960045419
Plano de Actividades 2010
Plano de Actividades
Continuando alguma análise do atrasado (e carecido de informação) Plano de Actividades para 2010 da Junta
deFreguesia.Antes de encerrar o tema VIAS DE COMUNICAÇÃO, bastas vezes me interrogo porque é que se não pensa no arranjo da Calçada do Herdeiro. É capaz de ser o último exemplo de calçada à portuguesa, para além de ser um meio de ligação mais encurtado entre S. Jorge e Lobão. E aquele pedaço junto ao rio, se não for reparado (empedrado) acaba por desaparecer. Não se trata de nenhuma fixação minha, nem tenho por ali qualquer terreno. Acho que é património colectivo.
Tomemos o item EQUIPAMENTOS e a subdivisão Calvário. É esperado (pela Junta) concluir esta obra em 2010, mas, para além da não dotação de verba (pelo menos às claras) no orçamento, não é constado que estejam amainadas as relações com o proprietário do terreno. Nem se ouviu que vá haver alguma diligência judicial que solucione o litígio. Ou será que houve passos no melhor sentido? Informações é que a freguesia escusa de esperar.
Do arranjo da envolvente da Ilha, incluindo eventual nova barragem, quer o projecto, quer a execução caberão à Câmara e ouviu-se que a Câmara não terá a barragem nos seus intuitos próximos. Há também quem diga que, se não for reforçada, poderá ruir. Tem-se comentado o caso do QUIOSQUE, mas nenhuma informação há sobre o novo local, nem que tipo de estabelecimento, nem se poderá ser integrado noutro negócio. E o projecto será feito por quem riscou os sanitários? Continua a falta de informações à freguesia.
O Centro Escolar está há muito planeado. Assisti à apresentação da Carta Educativa (era tutela a Dra. Conceição Ferreira), há cerca de 8 anos. O projecto haverá de ser feito pela Câmara e por certo que ficará condicionado ao tipo de terreno que venha a ser disponibilizado. Diz-se à boca menor que se movem certos interesses, pelo que só uma informação institucional e credível, a que temos direito, fará dissipar boatos e bocas. E que também haverá por aí muito boa gente que tudo fará para atrasar, ou mesmo anular o Centro Escolar apesar de que, sendo posto a funcionar, integrará todas as valências escolares públicas (ensino, prolongamento –ATL- e bem estar alimentar e lúdico – refeitório e ginásio.).
Na acção social, bom seria que a Junta iniciasse a criação de uma base de dados que referenciasse as pessoas que carecem realmente de apoio social e, dentre esses, os que recebem já o apoio cedido por organismos oficiais – Estado e Câmara. É dito que, globalmente, 15% dos subsídios de RSI são fraude, são roubo. A Junta de Freguesia não deveria ser um foco detector de fraudes, no caso de haver por cá alguma? Pena também que o Orçamento não indique ab initio qual o montante a atribuir a cada associação e a cada comissão organizadora de eventos previsíveis. Além de uma verba de funcionamento determinada segundo critério justo, algo poderá (e deverá) ser dado em função de cada evento levado a cabo.
Pena que, na Cultura, não se dedique uma única palavra à biblioteca que, facilmente e por preço barato poderia ser enriquecida com alguns livros em cada ano. Ainda há dias funcionou uma “Festa do Livro” onde se podia adquirir livros, de autores o mais prestigiados, por preços entre € 2,00 e € 5,00. Enfim. Pessoas há a quem os livros escaldam as mãos. Haverá outra nota ainda sobre o Plano, altura em que aludirei a certos artigos de alguma legislação autárquica.
José Pinto da Silva
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Asseios
Admito que ninguém ficará aborrecido se eu afirmar que, uma das principais competências de uma Junta de Freguesia, é pugnar pelo asseio e limpeza das vias e locais públicos da respectiva “área de actuação”.
Vem isto a propósito depois de ter percorrido, há uns dias, várias ruas e caminhos desta nossa localidade. A pé... de modo a obter uma visão mais... terrena.
Caldas de S. Jorge, continua no geral, como sempre, belíssima. Não consigo mesmo, num raio considerável, encontrar terra tão bucólica, nostálgica e com tão grandes potencialidades como esta nossa pequena aldeia (eu sei que já somos vila).
No entanto, constatei, que muitos são os espaços e bermas que se encontram “desarrumados”, cheios de ervas, mal tratados. Bem sei que o clima deste ano tem sido particularmente propício ao crescimento rápido e desenfreado de ervas e silvados um pouco por toda a região.
Mas... vamos lá ver... esta é ou não a terra da princesa das termas de Portugal?
É que se for apenas de nome, a conversa passará a ser outra.
Por isso, há que, definitivamente, saber onde centrar a discussão. Dito de outra forma, teremos de perceber quem tem a responsabilidade de manter o nosso espaço urbano limpo e bem tratado? Da Junta? Da Câmara? Terão de se afectar funcionários das Termas para a limpeza da sua área envolvente?
Bom... do meu ponto de vista, uma possível solução passará por lutar pela “fidelização” de, pelo menos, 3 funcionários permanentes da Junta de Freguesia, a expensas ou, qui ça, protocolados com a Câmara Municipal - obviamente que também será necessária a aquisição do respectivo equipamento de apoio.
De uma vez por todas, temos de entender que, se esta é uma terra preferencialmente vocacionada para o termalismo, a imagem a conferir tem de ser outra: uma imagem de uma terra limpa, bem tratada, densamente arborizada, com parques e jardins cuidados.
Porque este compromisso não diz apenas respeito aos habitantes de Caldas de S. Jorge. Esta é uma questão de âmbito concelhio e regional.
Estamos a falar de qualquer coisa (creio) como aproximadamente 40000 euros anuais para pagamento de mais 3 ou 4 funcionários a tempo inteiro (a somar aos restantes funcionários da Junta) e que se dedicariam, EXCLUSIVAMENTE, ao tratamento dos jardins, dos passeios e dos espaços públicos da freguesia.
Porque “obra”... também é destas coisas. Porque “obra” de uma Junta é, principalmente, o acto de cuidar e tratar do seu território.
E que legado nos deixariam...
Ilha Bar
Como já é público, a ARH Norte, emitiu um parecer favorável à construção do “Ilha Bar”, nas Caldas de S. Jorge!
Pelo que se sabe, falta agora o parecer da CCDRN, que a nossa Cambra já solicitou na semana passada.
Parece que está assim perto do fim a polémica que a kouza tem gerado!
Parecer recebido da ARH Norte
In Kouzas e Louzas
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Queima de Resíduos Químicos a céu aberto pela empresa CorksRibas
O Bloco de Esquerda teve o conhecimento de práticas atentatórias ao ambiente por parte da empresa CorksRibas, de Santa Maria da Feira.
A informação que vários populares veicularam ao Bloco de Esquerda indica que a empresa CorksRibas praticou a queima de resíduos químicos em terrenos descampados, pertença da empresa. Os produtos em causa são tintas e diluentes que, para além da poluição que provocam após combustão, são também passíveis de contaminarem lençóis freáticos.
O Bloco de Esquerda considera inaceitável a queima de resíduos químicos poluentes a céu aberto, sendo esta uma fuga à obrigação legal de tratamento convenientemente destes resíduos.
Numa deslocação ao local, o Bloco de Esquerda fotografou o local onde se procediam às queimadas, verificando os resíduos existentes ainda no local.
Face a esta realidade, o Bloco de Esquerda, através do deputado Pedro Filipe Soares, questionou o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território sobre a situação, exigindo a rápida actuação por parte desta entidade. (Clique em cima para ler o requerimento)
O Bloco de Esquerda considera que, a ser verdade esta situação, ela representa um comportamento irresponsável por parte da empresa, colocando o lucro à frente das obrigações ambientais e de saúde pública a que é obrigada.
Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro
Joaquim Magalhães de Castro…
Caros amigas/os,
Durante o mês de Fevereiro vou fazer uma série de apresentações do livro «Mar das Especiarias», Editorial Presença, lançado em Abril do ano passado. (Ver Calendário).
Eis uma boa oportunidade para falarmos acerca do riquíssimo legado português ainda existente no arquipélago indonésio.
Em Anexo, envio informação relevante sobre o livro em questão.
A todos os que puderem estar presentes, sejam bem-vindos. Aos outros, aos que estão longe… sejam bem-vindos também!
Um grande abraço,
Joaquim
Apresentação do livro «Mar das Especiarias», de Joaquim Magalhães de Castro
CALENDÁRIO do mês de FEVEREIRO
Dia 4 de Fevereiro, Palácio da Independência, Lisboa, pelas 18:30.
Com apresentação do historiador Jorge dos Santos Alves, Universidade Católica.
Dia 6 de Fevereiro – Salão das Termas, Caldas de São Jorge, pelas 20:00.
Com apresentação do médico e escritor Miguel Miranda.
Dia 7 de Fevereiro – FNAC do Norte Shopping, Porto, pelas 17:00.
Com apresentação do historiador Jorge Fernandes Alves, Universidade do Porto.
Dia 13 de Fevereiro – Biblioteca Municipal, Santa Maria da Feira, pelas 18:30.
Dia 19 de Fevereiro – Convento Corpus Christi, Gaia, pelas 18:30
Com apresentação do historiador Vítor Teixeira, da Universidade Católica do Porto.
INTRODUÇÃO DO LIVRO - «Mar das Especiarias» – O legado português na Indonésia…
Quando, em 1511, Francisco Serrão e António Abreu aportaram nas ilhas a que dariam o nome de Molucas, ignoravam certamente o peso da herança que ali iriam deixar para as gerações vindouras. De mero entreposto comercial entre o Ocidente e o Oriente, porto de mar na Rota do Sândalo, as ilhas das Sundas Menores e do mar de Banda, na Indonésia, tornaram-se num dos mais fortes e singulares bastiões do legado deixado pelos portugueses na sua epopeia marítima. O resultado de apenas cento e cinquenta anos de convivência entre portugueses e indonésios traduz-se, hoje, na cumplicidade e no carinho demonstrados pelos habitantes destas outrora «Ilhas do Trato» na presença de um lusitano.
A língua, a música, a dança, os trajes, as lendas, a arquitectura, as manifestações culturais e religiosas, a patronímica e a toponímia são os testemunhos mais evidentes da herança aí deixada pelo povo português há mais de trezentos anos, a qual não só sobreviveu à posterior colonização e hegemonia marítima holandesa mas que, acima de tudo, resistiu ao tempo. As culturas locais de ilhas como Flores, Ternate, Amboíno,Timor, Solor e Adonara assimilaram de uma forma profunda e a níveis diversos a cultura portuguesa que ainda nos dias de hoje é respeitada e acarinhada como fazendo parte da sua identidade.
Ao longo das várias viagens que realizei pelo Sudeste asiático, um privilégio a que a minha residência em Macau permitiu, visitei alguns desses locais. Fi-lo, porém, numa perspectiva de viajante, sem qualquer preocupação que não a de simples observação e usufruto directo do que experienciava. Entre os meses de Junho e Setembro de 2005 desloquei-me, uma vez mais, à Indonésia, desta feita com um objectivo preciso.
Fora-me concedida uma bolsa de curta duração pela Fundação Oriente para investigar traços da presença portuguesa nos seus mais diversos aspectos. As expectativas que tinha dessa viagem foram largamente ultrapassadas, mas o visto indonésio, que era apenas válido por um mês, foi um factor limitativo. Vi-me obrigado a fazer duas deslocações a Timor para, em Díli, na Embaixada indonésia, renovar a autorização. Esse intervalo forçado, numa ilha com ligações geográficas e histórico-culturais à região anteriormente visitada, permitiu-me recolher novos dados que me levariam a locais na Indonésia que não estavam previstos na minha calendarização inicial.
E foi precisamente devido a essa interligação que decidi dedicar algumas páginas à parte ocidental de Timor, que apenas percorri de autocarro, e à sua capital, Kupang, onde permaneci alguns dias. Como material de apoio e, de certa forma, como guia de viagem utilizei o livro de António Pinto da França, Portuguese Influence in Indonesia, publicado em 1970, em inglês, pela editora Gunung Agung, Jacarta, e posteriormente reeditado, em 1985, pela Fundação Calouste Gulbenkian, em português. Outros dois livros, o Tratado dos Descobrimentos, da autoria de António Galvão, e o Tratado das Ilhas Malucas, de autor anónimo, orientaram e enriqueceram não só o meu percurso como também a observação e interpretação das realidades com que me fui confrontando.
Pode dizer-se que essas obras serviram de fio condutor a investigações que ultrapassaram o âmbito inicial a que me propunha. Em termos formais, optei pelo diário de viagem intercalado com reportagem jornalística de cariz histórico, precisamente para poder chegar junto de um público mais vasto. Registei depoimentos, fiz entrevistas. Fotografei. Filmei. Gravei canções, orações e discursos em português arcaico. Compilei listas de palavras portuguesas ainda hoje utilizadas nos dialectos locais e em bahasa, a língua oficial da Indonésia. Reuni documentos com tradições orais que remontam ao século XVI. Testemunhei cerimónias pascais. Enfim, contactei de perto com as comunidades de luso-descendentes e com todas as que a elas me conduziram. Fiquei surpreendido com a quantidade e diversidade de vestígios da passagem dos portugueses, sendo o mais notório a quantidade de apelidos e palavras cuja sonoridade me era muito familiar. Foi graças a elas que me acerquei do que mais me interessava nessa viagem: as pessoas. Estas receberam-me com a avidez de quem tem algo para mostrar e contar, melhor dizendo, algo para preservar, se bem que o fizessem de um modo quase inconsciente.
Houve, no entanto, quem demonstrasse ser guardião de uma memória ancestral e colectiva, naquilo que entendi ser uma questão de sobrevivência.
Por diversas razões, muitos locais ficaram por visitar, mormente nas Celebes e nas Molucas. Locais como as ilhas de Halamera, Morotai, Makian, Bachan, Seram, Banda, Tanimbar, bem como toda a região de Manado, a norte das Celebes, teriam revelado elementos para os quais iria preparado, e estou certo das muitas surpresas que me esperariam. A sua descoberta, porém, terá de ficar para uma nova deslocação àquele arquipélago, uma tarefa que dará, porventura, matéria para uma outra narrativa. Assim o espero. Quanto ao trabalho resultante dessa viagem, considero-o um exercício de resgate de um espólio, não material, mas temporal e espiritual, que nos pertence e do qual devemos estar conscientes. Compete-nos, pois, participar na preservação dessa memória da cultura lusa, que assume aqui uma das suas formas mais resistentes.
Joaquim Magalhães de Castro
PREFÁCIO DE Ana Gomes…
O folhear das páginas do livro de Joaquim Magalhães de Castro Mar das Especiarias proporciona um impressivo relato das mil e uma aventuras deste português que, no despontar do
Século XXI, se meteu intrepidamente pelo mar fora, seguindo as peugadas de muitos dos nossos antepassados, com o objectivo de encontrar vestígios por eles deixados no fabuloso arquipélago
das especiarias que hoje constitui a República da Indonésia.
O autor confronta-se — e confronta-nos — ora com testemunhos vivos da nossa História ora com «estórias» que as brumas do tempo transformaram em quase realidade, permanecendo
vivas no imaginário colectivo dos povos dessas longínquas paragens.
Partilhando as extraordinárias experiências do autor, o livro constitui um aliciante convite à aventura e à descoberta do que Portugal levou aos povos das ilhas indonésias — e do
que também deles trouxe. Mas ainda nos interpela, como apelo à urgência de um trabalho técnico-científico de fundo, concertado entre especialistas indonésios e portugueses, que não
deixe perder-se para sempre o que ainda resta dos traços daquelas decisivas passadas no processo de globalização económica e cultural de um mundo que, de repente, se tornara
redondo...
Deliciam as conversas que espontaneamente suscitam comparações e conduzem à revelação de semelhanças em termos tão comuns como serdadu (soldado), almari (armário), kondi (conde),
manina (menina), joget (joguete) ou tanjidor (aquele que tange um instrumento). Extasia o cuidado e empenho que Edmundus Pareira terá posto na redacção do discurso de boas-vindas ao Embaixador de Portugal em Jacarta!
Foi com indizível prazer, embora roída de saudades das paisagens e gentes da Indonésia, que devorei o relato do saltitar a que o autor se sujeitou, ao longo de quase sete mil quilómetros de mar e ilhas, transpondo inevitáveis e incontáveis dificuldades físicas e
logísticas. Joaquim Magalhães de Castro foi muito além de anteriores cronistas, na insaciável curiosidade, na avidez de descobrir e na capacidade de registar. Ele faculta-nos hoje, quando estão prestes a completar-se 500 anos após a chegada dos primeiros portugueses àquelas paragens, um extensivo trabalho de recolha, não só dos testemunhos vivos do nosso ancestral destemor do desconhecido, como da nossa vocação para reconhecer o Outro
e para estabelecer pontes de partilha de saberes, experiências e interesses.
Guardo como tesouro a recordação e as fotografias dos caminhos que percorri, das personagens com quem me cruzei, dos costumes e tradições que descobri ou reconheci, desde Lamno, na
ponta do Aceh, em Samatra, a Atambua, em Timor Ocidental; passando por Java, Bali, Lombok, Sumbas, Celebes, Flores, Molucas e o Bornéu. Caminhos por onde Joaquim Magalhães de Castro se aventurou também, em deambulação que o levou muito
mais longe e que explorou muito mais a fundo. A minha missão na Indonésia durou apenas quatro curtos anos, entre 1999 e 2003, com obrigações que me impediam o afastamento prolongado de Jacarta. O admirável relato das explorações de Joaquim Magalhães
de Castro espicaça-me o desejo de um dia voltar, mais liberta e demoradamente, para desfrutar do prazer de me entranhar de novo no verde de palmeiras e arrozais, nos azuis de céus e mares,
na altura fumegante dos vulcões e na planura das povoações acolhedoras, para saborear mais conversas com mulheres e homens de outras culturas e línguas que, contra ventos e marés, cuidam de preservar a memória que, sabem, lhes alargou os horizontes: a de Portugal e dos antigos portugueses.
Bruxelas, 29 de Janeiro de 2009
Ana Gomes
Eurodeputada e ex-Embaixadora de Portugal em Jacarta
PREFÁCIO DE António Pinto da França
De 1965 a 1970 estive como Encarregado de Negócios na Indonésia. Era então muito jovem e daí a inesgotável vitalidade que me animava e a devastadora curiosidade que me roía. Foi nesse «estado de graça» que mergulhei na Indonésia, estabeleci contactos, fiz amigos, viajei tanto quanto pude até às mais remotas paragens do país. Cedo comecei a deparar-me com palavras de origem portuguesa, algumas de saboroso gosto arcaico, de nomes próprios e apelidos cujo número ia aumentando constantemente. Depois veio a descoberta de música de raiz portuguesa, de canções, de trajes, de ruínas, de canhões, de preciosos objectos de culto religioso, alguns ainda do século XVI, que nós deixámos espalhados por todo aquele imenso arquipélago. Mas ainda mais impressionante terá sido descobrir os imponderáveis. De como estava viva a memória, entre o povo indonésio, mesmo entre os mais simples, de Portugal e dos portugueses. Quando sabiam donde vínhamos, festejavam--nos como se acabassem de encontrar um amigo antigo que não viam há muito tempo e punham-se logo a falar de coisas que recordavam, de acontecimentos remotos, de recordações materiais que por lá haviam ficado. E este fenómeno revelava-se ainda mais extraordinário quando dávamos conta que os contactos estreitos entre portugueses e indonésios se haviam interrompido séculos atrás e que muito os holandeses se haviam esforçado, no passado, por apagar todos os vestígios portugueses quer de carácter material quer de carácter espiritual. Face à descoberta de todas essas coisas, que sabia inteiramente desconhecidas em Portugal e constituíam portanto material «virgem», fui caindo num maravilhamento e comecei a anotar e a fotografar sistematicamente quanto encontrava que tivesse a marca da nossa passagem pela Indonésia.
Falava tantas vezes destas minhas demandas a amigos indonésios que a certa altura me convidaram para fazer uma conferência sobre o tema, o que aceitei. Posteriormente, face ao texto que preparara e às fotografias de que dispunha, veio-me à ideia que poderia tentar a publicação de uma obra que registasse as descobertas que fizera. Falei com editores indonésios que logo se mostraram entusiasmados e conseguiu-se o mecenato da Fundação Calouste Gulbenkian para a publicação da obra e, em 1969, saiu assim a primeira edição da Influência Portuguesa na Indonésia em inglês. Seria mais tarde reeditada pela Fundação Gulbenkian também em inglês, depois, já em 2001, em nova edição indonésia e em língua indonésia e, finalmente, em 2004 em português na editora Prefácio.
Bem consciente de que a voragem do tempo tudo vai diluindo, tentei bem cedo que fosse enviado à Indonésia alguém mais preparado que eu para melhor investigar os vários aspectos da herança portuguesa que eu tinha assinalado. Baldados esforços. Mais tarde, só após encerrado com a Indonésia o conflito em torno de Timor e a partir de 2006, a recém-formada ALIAC (Associação Luso-Indonésia de Amizade e Cooperação) teve oportunidade de enviar àquele país quatro missões de peritos que foram estudar as seguintes áreas: Raízes portuguesas da música das Flores e de Tugu (Professor João Soeiro de Carvalho); Inventariação do património português subsistente em Sica e Larantuca na ilha das Flores (Senhora Dona M.ª HelenaMendes
Pinto); Fortalezas e armaria portuguesas nas Molucas (Dr. Manuel Lobato); Comunidade de Tugu, nas imediações de Jacarta (Dr.ª M.ª de Jesus Espada).
Verificou-se, como já seria de esperar, que a erosão do tempo, agravada pela aceleração da História que a globalização acarretou, havia já tido efeito nocivo na herança e na influência cultural portuguesa que eu havia detectado na Indonésia quarenta anos atrás.
Face a este quadro, muito é de louvar a obra de Joaquim Magalhães de Castro, que agora se publica. Impulsionado por uma viva curiosidade, com um notável espírito de aventura, a minha obra acima referida a servir-lhe de guia, meteu-se a caminho através de longínquas regiões da Indonésia, onde ainda se viaja como em tempos remotos, na paixão de reencontrar os vestígios
portugueses. Chegou mesmo a locais onde, para minha inveja, nunca consegui ir. O texto é construído de uma forma muito original, um misto de diário e entrevistas, que torna a obra muito viva e atraente. Com que prazer se navega neste mar das especiarias! Mas, acima de tudo, esta obra tem o grande mérito de mais uma vez chamar a atenção dos portugueses para um património precioso que lamentavelmente anda tão esquecido. Portugal ignora e menospreza o prestígio de que ainda goza na Ásia, difícil de explicar para país tão pequeno e séculos decorridos após a nossa presença naquele continente. Para além de nada fazermos para preservar laços milagrosamente prevalecentes, nós vimos perdendo também oportunidades e vantagens em termos económicos.
Lisboa, 16 de Dezembro de 2008
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Apresentação do “Mar das Especiarias”…
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Festa das Fogaceiras volta a ser recriada em Caracas, na Venezuela.
A tradição repete-se, e pelo décimo ano consecutivo, a Associação Civil Amigos das Terras de Santa Maria vai recriar em Caracas, na Venezuela, a Festa das Fogaceiras.
Nesse sentido, foi preparado “um programa de comemorações mais extenso e diversificado do que o habitual, que inclui a recriação de um festim medieval, numa alusão clara à Viagem Medieval em Terra de Santa Maria, que todos os anos atrais milhares de visitantes a Santa Maria da Feira”, revela nota da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.
Este ano, a representação institucional do município feirense em Caracas é reforçada com uma delegação de empresários que acompanham o vereador Celestino Portela. A Festa das Fogaceiras será recriada no próximo domingo, dia 31 de Janeiro, com celebração de missa e bênção das fogaças, na capela do Centro Português e Caracas, seguindo-se a tradicional procissão nas ruas circundantes, onde dezenas de meninas vão desfilar com a fogaça à cabeça.
Fotos Antigas…
Olá Amigos Mais uma vez envio fotos antigas. Desta da minha escola em Caldelas.1955, professor Jose Maria Amorim, de S.Roque O.de Azemeis
Os alunos em foco são,Americo Grilo,Adelino, (Nel do Cuco),Alcides Cavadinha,eu Alberto Inácio,Domingos do Crisóstimo e Dino (Salvé-Rainha) de Azevedo
David da Caseira, já falecido.Ao fundo Antonio Pinho, (Tono Toucas) Fernando Lageiro e Fernando Balôna.
O professor com Alcino Palhoça e o Quim Azeitona
O Alvaro do Lobo
Zé das Ovelhas
Alcino Palhoça e Carneiro
A proposito adivinhem quem é o miudo), é natural de Caldelas C. S.Jorge
Fotos tiradas em fins da decada de 60 numa inauguração nas termas
Já repararam estão lá Tonita do Castro Antero V. Silva e Dr.Fernando Melo
Quem será o Senhor da «caldeirinha».
Alberto Inácio Castro Neves
Plano de Actividades
Pressionado por requerimento escrito, o P. da Junta cumpriu (parcialmente) a obrigação de entregar o Plano de Actividades para 2010. E parcialmente porque, ao que se sabe, foi entregue só ao eleito que assinou o requerimento que, ao fazê-lo, agiu em nome de, pelo menos todo o seu grupo. E, contradizendo-se, entregou ao requerente o que não apresentou na altura, e era obrigatório apresentar, (mesmo assim exigiu requerimento escrito), mas diz que “elaborámos o presente Plano de Actividades (…..) que agora submetemos à apreciação desta Assembleia.” A reunião da Assembleia foi em 29 Dezembro, o documento tem data de 5 de Janeiro e foi entregue ao requerente em 25 ou 26 de Janeiro. Quando é que a Assembleia apreciará? Claro que deu dados errados a quem lhe redigiu o papel.
Analisando o documento capítulo a capítulo, encontra-se o que era esperável. Contradições. No cap. 2, todos os items (excepto a Rua da Carreira) vêm passando de plano a plano desde há muitos anos, havendo informação de que as negociações com donos dos terrenos têm sido bloqueadoras. Agora provavelmente mais ainda. Há avanços para a Falgar/Caldelas? Para a Lameirada? Para a Arroteia? Da ligação do Tojeiro ao Lago com construção de pontão chegou a falar-se há 30 anos. Há novidades para ser retomada? Os novos arruamentos devem ser muito ponderados, porque muitas vezes são rasgados só para criar frentes urbanas, sem utilização prática como via de circulação. E quantas vezes têm como leit motiv só a valorização de certos terrenos de certas pessoas. A Travessa 13 de Maio chegou a ser eleita como o modelo disso mesmo. A quem serviu e a quem serve, pavimentada ou não? A propósito, esse arruamento não foi ratificado em Assembleia de Freguesia.
Quanto à Rua da Carreira, nunca foi dito se é propósito alargá-la até à Trav. do Tojeiro. Se não é, para que é que se alargou desmesuradamente no início? O acabamento do que se iniciou implica um gasto de monta, já que implicará a construção de um muro de cerca de 100 metros, com 1,20 m de altura, mais a fundação. Não é visível no Orçamento aprovado, dotação para tal gasto. E também se não divisa o sentido da expressão “por motivos não imputáveis à freguesia, não estão ainda concluídas”. Claro que, no que concerne a Carreira, o motivo da interrupção foi o incumprimento das condições estabelecidas, não pela freguesia, claro, mas totalmente por culpa de quem, circunstancialmente, é por ela responsável. Explique-se porque é que a obra foi interrompida. Porque é que se derrubou um muro que estava razoável? Para onde estava a ser deslocada a terra vegetal extraída? Por onde havia sido marcado o limite do corte? Quais as condições estabelecidas para mexer no óculo da mina? Para quando a explicação destes pormenores?
Não surge uma única palavra sobre a rua iniciada e que entronca na rua do Tojeiro (a norte) e cuja abertura até à Rua da Carreira foi objecto de definição em reunião na Junta de Freguesia com a presença dos proprietários que anuíram na cedência. E também nenhuma palavra sobre quem pagou (se foi paga) a abertura dos primeiros metros e a construção do muro de suporte a poente da abertura (limitador da propriedade do Dr. Américo Silva que cedeu o terreno tendo como contrapartida a construção desse muro). Foi pago? A Junta terá dito, na reunião que. na altura, não tinha disponibilidades de tesouraria, mas que concordaria com os termos. Se foi pago, foi por quem? Pela Junta? Não consta das contas de 2008. Aparecerá nas de 2009? Ou está ainda a ser pago em géneros?
Para não ficar pesado para quem me vier a ler, deixo o resto para próximo “post”, altura em que reproduzirei alguns excertos da legislação.
José Pinto da Silva
domingo, 31 de janeiro de 2010
Trabalhadores da empresa CorksRibas, pertencente ao Grupo Amorim, injustamente despedidos continuam à porta da empresa a lutar pela sua reintegração.
Os trabalhadores vão avançar esta semana com uma providência cautelar no tribunal para suspender o despedimento, defendendo a reintegração na empresa.
Para o Bloco de Esquerda, a administração da CorksRibas tem realizado uma operação de contra-informação inqualificável, tentando escamotear a perseguição que realiza aos trabalhadores em causa. Todo o processo que envolve os processos disciplinares aos trabalhadores enferma da falta de factos credíveis, representando que são sentimentos de vingança que motivaram o despedimento. Até a tentativa por parte da empresa de esconder as ligações ao Grupo Amorim demonstra o desespero criado pela mediatização da situação. É do conhecimento público as ligações da empresa CorksRibas ao Grupo Amorim, pelo que a realidade se encarrega de desmentir as palavras da administração.
Face à gravidade da situação em que os trabalhadores se encontram, o deputado do Bloco de Esquerda Pedro Filipe Soares estará amanhã, segunda-feira, dia 1 de Fevereiro, às 10:30h, junto às instalações da empresa em contacto com os trabalhadores.
Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Por Blogues Nunca Dantes Navegados…
José Pinto da Silva é o proprietário deste novo Blog “www.inconfidencias-psilva.blogspot.com” que serve para Pinto da Silva se exprimir e publicar os textos que nos presenteia quase todas as semanas em alguns jornais locais.
Eis um dos textos publicados neste novo espaço:
DA PÁGINA OFICIAL DA JUNTA
Quem aceder ao site da Junta de Freguesia de Caldas de S. Jorge verá assim a descrição da composição do órgão deliberativo da freguesia.
A primeira nota que isto sugere é a de que, no entendimento de quem elaborou, os membros da Mesa não fazem parte integrante da Assembleia. Depois, é preciso topete para não indicar o nome inteiro dos eleitos. Só três deles mereceram essa “honra”. Mas pior de tudo é o facto de, relativamente a um dos eleitos, nem sequer o primeiro nome escreveram. Que diacho! A Junta de Freguesia, proprietária da página, tem os nomes completos de todos. Que a situação seja acertada, também deixando a entender que os da Mesa são Membros. Bastará, entendo, que à frente do nome seja colocado o cargo: Paulo Valinho (Presidente) Ricardo… (1º. Secretário) etc. Se assim for feito, presta-se serviço informativo e anula-se a chacota.
José Pinto da Silva
Constituição da Asembleia de Freguesia
Presidente: Paulo
1ºSecretário: Ricardo
2ºSecretário: Sónia
Membros da Assembleia de Freguesia
Manuel António Gomes Grilo (PSD)
José Pinho Soares (PSD)
Manuel (PS)
(PS)
Maria de Fátima Bastos Oliveira (PS)
Herminio Manuel Ferreira da Mota(CDS)
Ora então...
Desejando não Vos “aborrecer” com as minhas crónicas de escárnio e maldizer, espero, humildemente, que me aceitem, nem que por instantes, como companheiro destas navegações de insónia pelas bandas do blogspot.
Vai daí, nada melhor do que vos falar... por exemplo... de... eeeh... “Violência”.
Pois tá claro... Vamos falar de “Violência”.
Alerto, desde logo, que sou a favor dos "castigos físicos"!
Já vos estou a imaginar a pensar: “... o tipo enlouqueceu de vez...”.
Então, em pleno sec. XXI ainda existe gente que?...
- Sim! Existe. Eu!
Passo a explicar.
Meus amigos... Então se por todo esse mundo se fala uma linguagem (universal) violenta, será que as nossas crianças têm que ignorar essa forma de expressão colectiva?
Claro que não. A “violência” deve pois, começar nas nossas casas. Se o primeiro sopapo ou puxão de orelhas não for dado em casa, vai ser dado onde e por quem? Pelos de fora?
Nunca me esqueço do drama que era chegar a casa com as calças rotas nos joelhos ou ainda com as sapatilhas “de Domingo” esverdeadas dos chutos dados na “bola de capa” no passal. Houve sonhos desfeitos pois nem todos nascemos para essa coisa fantástica, elitista e, ao mesmo tempo, mundana, que é ser jogador de futebol.
Haverá melhor coisa do que dar uns chutos na bola, ser principescamente bem remunerado (alguns) e ainda por cima ter milhares de pessoas a gritar pela nossa equipa?
Mas pronto, cada um é para o que nasce.
- Íamos onde?
Há. Nos raspanetes e puxões de orelha que levava quando maltratava a roupa e sapatos novos.
Pois era. Que saudades eu tenho desse tempo...
O tempo do faz-de-conta, dos viramentos com casca de eucalipto, dos campeonatos de concharinha, do subuteo no café do Senhor Américo. O tempo do Frizze limão. O tempo dos raspanetes...
E é por essas e muitas mais, que não são para aqui chamadas, que quando vejo os problemas que emergem, a cada dia, a cada semana, nesses aglomerados que promovem as desigualdades sociais (como recentemente tem acontecido no nosso Bairro), que me recordo do quão importante era/foi a questão da “violência”.
Hoje, ai do professor que arrisque sugerir a um aluno que desligue o telefone, essa “sebenta” essencial no percurso escolar/académico de cada jovem...
Hoje, ai da mãe que repreenda um filho pela exigência feita, em frente ao dono da loja, pela compra das sapatilhas da última moda (mesmo que isso represente 1/8 do seu parco salário)...
Hoje, ai daquele pai que levante a voz à filha por não cumprir com o horário previamente estipulado para regressar a casa...
Definitivamente, hoje, as coisas complicaram-se.
Porquê?
Às tantas, porque deixou de haver a tal “violência”, passando a outra “violência” a ser praticada lá fora, com muito mais “violência”.
Pois é, meus caros:
- A sociedade que temos, é a sociedade que nós próprios ajudamos a construir.
Tudo começa nas nossas casas, nos nossos telhadinhos de vidro.
E depois, como não usamos da dita “violência” em casa, tratamos logo de exprimir os nossos dotes lá fora: condena-se, diz-se isto e aquilo, aponta-se o dedo, faz-se e desfaz-se, e por aí fora.
Apetece-me, por isso, sugerir que se olhe mais para a “violência” preventiva das nossas casas para que as próximas gerações não precisem de recorrer à “violência” degenerativa.
Quanto à “violência” do Bairro, porque não se tenta compreender as razões sem recorrer à “violência”?
A culpa é deles ou é da violência a que estão sujeitos?
Haveria necessidade do país ter optado por aquela fórmula?
Um dia alguém disse “...as pessoas não são coisas que se metam em gavetas...”.
E como estava correcto...
Post Scriptum:
Luto por uma sociedade mais justa.
Luto por um sociedade sem violência.
Mas uns raspanetes e uns puxões de orelhas nuca fizeram mal a ninguém...