segunda-feira, 7 de maio de 2007

ULTIMAS NOTICIAS...

Está aberto um concurso para esplanadas na zona termal, mais informações de segunda a sexta-feira das 9:00h até às 19:00h na Junta de Freguesia, a apresentação de propostas termina a 11 /05 /2007.

BLOGSPOT DIZ:
É do dever dos interessados concorrer para depois não andarem a dizer de boca cheia, como é habito, "as esplanadas já estavam entregues" diga-se de facto que elas só são entregues a quem concorre, por isso fica esta nota...

Brochura do Inatel " Termas S. Jorge"


A propósito daquela brochura da responsabilidade do INATEL onde vem a aberração da localização das Termas na Feira, vou passar um e-mail que no dia 23 de Abril enviei para o Departamento de Termalismo Sénior do INATEL.


Exmos. Senhores,Foi distribuido como encarte num diário uma pequena brochura com o título em assuntoe, tudo leva a crer, é da responsabilidade do INATEL.Na página 14 do documento traz uma Nota (Pseudo) Indicativa das Termas de Caldas de S. Jorge e, pelo que ali se contem, começo, desde já, a apresentar o meu mais veemente protesto, pois não é aceitável que uma instituição como o INATEL distribua,às dezenas de milhar, MENTIRAS sobre uma Estância que, ao que julgo, está nas primeiras 10 em frequência e nas primeiras 5 na qualidade das instalações e serviços.Diz-se do 2º. Parágrafo: Situado no Douro Litoral, junto ao Castelo Medieval de Santa Maria da Feira, as Caldas de S. Jorge, no centro vital da então "Civitas Santae", hohe em Terras de Santa Maria, junto ao monte de floresta onde se ergue o Castelo, desenvolveu-se uma importante feira que, mais tarde, deu origem à povoação.Ora, Caldas de S. Jorge e a Estância Termal FICAM A 10/11 QUILÓMETRO DO CASTELO E SITUAM-SE NUM LOCAL BEM MAIS BUCÓLICO QUE É A MARGEM DO RIO UIMA E NÃO TEM NENHUM MONTE DE FLORESTA. V.EXAS. DESCREVERAM O EDIFICIO DO INATEL COM O TÍTULO DE "TERMAS DE S.JORGE". Uma Vergonha.No terceiro parágrafo reportam-se a Santa Maria da Feira como centro industrial com destaque para o calçado e cortiça e o grande espaço do Europarque... Esqueceram-se uma única referência à freguesia de Caldas de S. Jorge e à Indústria dos CARRINHOS DE BÉBÉ, que nasceu nesta localidade em 1945 e hoje será talvez o maior CENTRO IBÉRICO da produção desses artigos.A seguir referem a Localização: Pelo título que usam, deveriam querer indicar a localização das Termas. Dizem tão somente que Santa Maria da Feira fica a 26 Km do Porto. E até talvez fique. Mas usar o título de "TERMAS DE S. JORGE" para depois promover em exclusivo a sede do concelho ignorando em absoluto a terra onde as águas brotam e onde está a Estância, é uma ofensa à população.Deste meu/nosso protesto darei conhecimento à Sociedade de Turismo de S. M Feira, SA,entidade que explora e gere a estância, à Junta de Freguesia de Caldas de S. Jorge, à Câmara Municipal e daremos nota a todas as entidades que patrocinaram UMA MENTIRA Min. Saúde, Min. Trabalho e solid. Social, PAI, Assoc. Termas de Portugal, Direcção Geral de Saúde e Direcção Geral de Turismo.
Os meus mais vivos protestos

José Marques Pinto da Silva
Rua do Lago,
54505-688 Caldas de S. Jorge

Esta proposta será divulgado nas rádios locais e na imprensa local
Resposta à reclamação pelo erro dalocalização das Termas de Caldas de S. Jorge...

Exmo. Senhor
José Pinto da Silva


(Assunto: Divulgação Termalismo – Termas de S. Jorge)



Relativamente à reclamação apresentada por V. Exa, sobre a descrição das Termas de S. Jorge, incluída no suplemento que foi distribuído num jornal da imprensa diária do passado dia 22 de Abril, cumpre-nos informar e esclarecer:

Ainda que peque por incompleta e insuficiente, a “pequena descrição” sobre as Termas de S. Jorge, destinada aos candidatos do Programa “Saúde e Termalismo Sénior”, não teve outro objectivo que não fosse o de referir o contexto da região onde se encontram, ou seja, Santa Maria da Feira e a Unidade Hoteleira que integra o destino destas Termas.

Permitimo-nos assim, com o devido respeito, discordar de “outro sentido” atribuído por V. Exa, à lacuna verificada .

Prestado este esclarecimento, informamos V. Exa, que registámos com o devido apreço a crítica construtiva e observações que a propósito da história das Termas de S. Jorge nos “prestou / corrigiu”, o que naturalmente, será tido em consideração na próxima divulgação destas Termas.

Com os melhores cumprimentos.

Departamento de Turismo e Férias
A Directora

Vera de Matos

Sérgio Oliveira – Manuel Gomes de Oliveira Cortiças, SA * VERSOS * BLOGSPOT

O Blogspot recebeu várias mensagens identificadas por estes Srs. Na qual se sentiam muito ofendidos por uma brincadeira humorística que foi publicada “foto com os elementos da junta de freguesia” sem qualquer tipo de maldade por nossa parte, dizendo “que estavamos a aproveitar a doença do Exmo. Sr. Presidente da junta de freguesia para fazer pouco dele” e pior ainda “que a doença dele ainda nos vai bater à porta.”
O Blogspot só tem a dizer, que a foto humorística que foi publicada, é somente uma montagem de qualidade relativa, que tinha o objectivo de brincar com todos elementos da junta de freguesia, por isso não se resumia ao Exmo. Sr. Presidente, mas como os Srs. Deturpam a realidade da origem, nós decidimos por bem retirar tal publicação, pois já vimos como é fértil a imaginação de algumas pessoas pois vêm maldade onde ela não existe, se tamanha imaginação fosse usada para o bem da freguesia eramos uma das freguesias com o maior crescimento “per capita” e não só.
Devo-lhes dizer que todas aquelas pessoas que estavam bem ilustradas na imagem, são somente nossas amigas sem excepção, mas não é razão para ser “impostor” e “hipócrita” e não ter coragem para chamar a atenção da realidade da nossa freguesia que toda a gente vê mas não condena nem elogia, pois não só existe coisas mal feitas como também situações que devem ser enaltecidas.

Exmo. Sr. Manuel Gomes de Oliveira Cortiças, SA, não deixa de ser demagógico que venha insultar um espaço e logo a seguir noutro e-mail venha pedir para publicar os tuning`s da em frente a um estabelecimento da freguesia!!!

Para terminar vou usar um texto já anteriormente dito:
Este blog faz parte de uma liberdade relativa, o que nos faz diferenciar de um blog absolutista. O nosso é mais virado à democracia de um estado de direito. No entanto acho que a nossa liberdade não pode ser infinita pois iria chegar ao ponte de ela invadir a esfera de direitos alheia pois a nossa sociedade impõe os seus limites, para que tenhamos parâmetros de comportamento, a fim de vivermos em harmonia sem ferir os direitos dos outros. Liberdade no meu entender é conhecer o seu limite, diga-se que é um paradoxo pois a liberdade limita as minhas acções, porém não me sinto preso, pois ajo com responsabilidade e respeito ao meu próximo motivo esse que aceitei a reclamação e rectifiquei no mesmo momento em que recebi a sua opinião.O Administrador do Blogspot.

HUMOR DA TERRA...

por motivos de razão "emotiva" a imagem foi retirada...

Residência Paroquial


Tive acesso a um pequeno texto sobre a Residência Paroquial o qual, não contradizendo o que passou o Pároco, tem um que outro pormenor diferente.Vou transcrever ipsis verbis o que recolhi. "" RESIDÊNCIA A velha foi demolida em1908; e construida a nova, que ficou pronta em 1910. O Abade foi dela expulsoem Setembro de 1912 e nunca mais a habitou. Em 1917 foi adaptada a escola, e alitem funcionado até à presente data.""O texto não está datado, mas admito que tenha sido escrito por volta de 1935.


José Pinto da Silva

sábado, 5 de maio de 2007

RECLAMAÇÃO DO USO ANÓNIMO - VERSOS - BLOGSPOT.

O Blogspot recebeu um e-mailpor parte de uma pessoa que temos a máxima estima, reclamando o uso do anonimato, por esse motivo decidimos publicar quer a reclamação quer a resposta da mesma.

RECLAMAÇÃO:

Decisão definitiva para dignificação do Blog:
Terminar imediatamente com a aceitação de colaboração anónima no Blogque superiormente dirige, bem como aceitar comentários anónimos aos escritos enviados pelos colaboradores. O anonimato é uma covardia infantilíssimo, irresponsabilidade, política hipócrita de quem atira a pedra e esconde a mão, política de avestruz,...........é um mal que deve ser corrido e banido da nossa Vila!
Isto para dignificação do Blog, da nossa Vila e das suas gentes.


RESPOSTA DO BLOGSPOT:

Exmo. Sr. ...., diga-se de passagem, que a essência dos Blog`s é mesmo o anonimato, anonimato esse que obriga a certas normas, nomeadamente a superioridade dos comentários bem como a qualidade dos textos publicados, caso baixe o nível de comentários bem como os textos eu mesmo passo a rever a forma como são imediatamente publicados, passando por uma triagem e só depois a publicação. No entanto devo-lhe dizer que o não anonimato, pode ser algo muito mais perigoso, pois pode haver uso indevido de nomes, bem como de figuras públicas. Uma coisa lhe garante, jamais autorizo o uso deste espaço para ofender, bem como atacar de forma descabida seja, organização, seja a nível individual, eu na mesma hora que notar a adulteração do rumo deste espaço será tomada uma decisão drástica. Pois o Blog foi criado somente com um objectivo e desse objectivo eu não me afasto nem que para isso tenha que usar o “delete” do PC, acho que seria algo muito extremo, mas faria. Para que se saiba neste Blog está exposto algo que a maioria da população de Caldas de S. Jorge jamais poderia um dia vir a ler, bem como saber, pois muitos documentos aqui publicados se não houvesse este espaço jamais sairiam da gaveta dos proprietários. Por isso devo dizer que muito me orgulho de ter criado um espaço em que se pode dar a voz a quem nunca a teve, mais, caso o Blog não fosse de um “criador” anónimo provavelmente a maior parte do “espólio” aqui visível não teria sido publicado, pois existe sempre uma história de vida que acompanha cada indivíduo e eu não sou excepção à regra. Na minha vida criei muitos amigos, mas também muitas pessoas que não encontram na minha pessoa amizade nem nada em que se podem rever, e enquanto este espaço for neutro “ pois é esse o meu desejo” será sempre um verdadeiro espaço de toda a Freguesia e essa sim é a essência deste Blog.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

O Desenvolvimento Do Turismo Em Caldas De S. Jorge

blogspot recebeu o seguinte mail para publicação, O mail vem assinado pelo Sr. Pedro Nuno Castro e Silva . Todo o conteúdo não é da responsabilidade do blog. O mail diz:

Falemos Claro

Sábado, 18 de Setembro de 1915.
Quem, há quase um século, em Caldas de S. Jorge, numa manhã solarenga de finais de Verão, cinco anos após a instauração da República, tivesse a oportunidade de desfolhar o jornal "Democrata Feirense", órgão do Partido Republicano Português, deparava-se com uma notícia que , vinda da então Comissão Executiva da Câmara Municipal do Concelho e Vila da Feira, presidida por Vitorino Joaquim Correia de Sá, aparentava ser uma das chaves para o desenvolvimento e para a promoção turística desta aldeia termal.
"...Faz público em conformidade da deliberação da Câmara Municipal de 31 de Agosto findo, e da deliberação desta Comissão Executiva tomada em sessão ordinária de 14 do corrente mês de Setembro, que pelo prazo de sessenta dias, que termina às quinze horas de 15 de Novembro próximo, se recebem propostas em carta fechada, que serão abertas em sessão do dia seguinte, para a construção de um Hotel-Casino nas Caldas de S. Jorge, sob garantia de juro prestada pela Câmara Municipal nos termos das condições e cláusulas patentes na secretaria municipal, cuja cópia será remetida ou entregue a quem a requisite.
Paços do Concelho da Feira, 15 de Setembro de 1915."

Fazia sentido.

À semelhança do que se passava no país, e principalmente em aldeias ou vilas termais, a lógica de bem receber os aquistas e de lhes fornecer a comodidade e o descanso desejável, fazia todo o sentido. Era necessária a procura de novos conceitos ligados ao turismo que pudessem ser uma mais valia na promoção das termas de Caldas de S. Jorge.

Com um programa ambicioso para a época, o Hotel-Casino compreenderia, pelo menos, vinte quartos, sala para bilhar e jogos lícitos, na primeira fase a construir, a qual deveria ficar concluída na época balnear de 1916. Interessante era também o facto da entidade gestora ver-se obrigada a estabelecer, logo que fosse construída aquela primeira fase, um "...serviço de automóveis e carros de transporte de passageiros e bagagens entre o Hotel-Casino e a estação ou estações das vias férreas mais próximas, devendo então ser sujeita à aprovação da Câmara Municipal a tabela de preços do transporte de passageiros e bagagens em automóveis ou carros referidos, quando fossem requisitados pelos hóspedes do Hotel-Casino...".

Falemos pois, claro.

O nosso grande desafio, para este início do século XXI (volvido um século após o acontecimento atrás referenciado), aponta no sentido do reforço da identidade que, desde há várias dezenas de anos, vem caracterizando esta emocionante freguesia central do município. Quando digo nosso, quero evocar vários círculos concêntricos: - o movimento institucional e político, que vem necessariamente actualizando o seu modelo de gestão face às novas tendências do que é a sustentabilização de todo o território; - a corrente de opinião que, revendo-se ou não nos modelos preconizados, tem hoje, de se apresentar como participante interessada na acção desenvolvida e a desenvolver; - e, em geral, as forças sociais motivadas para procurar caminhos estratégicos adequados aos tempos que vivemos.

É nesse sentido que, tomando consciência dos efeitos redutores de uma estratégia fixada na total empresarialização dos serviços ligados à dinamização turística, podemos vir a pensar que a desarticulação entre os seus ritmos de desenvolvimento e o reforço de uma filosofia ou de um desígnio para esta estância termal, assente no diálogo com os habitantes e com o apoio dos sectores comerciais e empresariais locais, anula rapidamente as bases das mais bem intencionadas políticas de desenvolvimento.
Não é raro que as "conquistas" modernas de hoje signifiquem novos "encargos" sobre as gerações vindouras, ou reforcem os direitos dos que já se encontram em segmentos relativamente privilegiados "do mercado", em desfavor dos restantes.
O neoliberalismo de cartilha, aquele que vê nas instituições públicas a fonte de todos os males e no mercado a fonte de todos os bens, pode ser até considerado, uma ficção. Basta pensar no que seria a economia privada sem os benefícios estatais, recebidos directa e (ou) indirectamente.
Como é evidente, a superação destas referências não significa ignorarmos as suas contribuições positivas.
Isto quer dizer que o desenvolvimento do turismo em Caldas de S. Jorge, particularmente, deve ser conduzido com cautela e adequadamente.
Contudo, esse desenvolvimento não pode ser mais adiado. Teremos de avançar com coragem, gradual mas consistentemente. O que precisamos de fazer vai chocar puristas e despertar resistências sectoriais; vai ser declarado impossível pelos mestres iluminados de cartilhas e de catástrofes. Mas, salvo melhor opinião, não pode afastar-se muito de uma combinação singular entre as três dimensões a citar:
A primeira será a da introdução de mais eficiência e mais qualificação no sistema arterial e urbano da vila. - Creio que esta já foi iniciada, havendo perspectivas francamente positivas nesse sentido.
A segunda dimensão será a de reorientação das estratégias de crescimento e desenvolvimento empresarial, comercial e urbano. - É bom assumir claramente que, sem descobrirmos o "para onde vamos?", existe o perigo de uma dispersão que condiciona a convergência desejada.
A terceira será o investimento voluntarista na reconstituição do tecido social de solidariedade . - Este é um caminho para (re)descobrir, e sobre o qual temos pensado pouco. Estou a falar, por exemplo, do envolvimento da população na valorização dos serviços de proximidade, nas formas de economia social, no envolvimento dos comerciantes na promoção turística da vila e da região, na criação de emprego ligado ao turismo, no turismo ligado à indústria do brinquedo (e vice-versa), na criação do museu do brinquedo, na valorização paisagística e ambiental, na qualificação dos estabelecimentos de restauração e bebidas , etc, etc, etc.

Tudo isto porque, vem-se falando na eventual construção de um Hotel de apoio às termas, na sequência das obras de ampliação do balneário termal e da compra de uma considerável área de terreno na zona central da freguesia, por parte da Câmara Municipal. (Logicamente que o hotel deve fazer parte de um vasto programa de equipamentos e infra-estruturas que funcionem como pólo aglutinador de toda esta vila termal).
Ora, a questão reside em saber como exprimir as vantagens da iniciativa, isto é, como explicar que, sendo o hotel um equipamento desejado por todos, como é que se evita que ele irrompa apenas como encenação vulcânica, reduzindo-se à reivindicação imediata e corporativa , ou se auto-exclua da dinâmica participativa da população que, neste caso, deveria ficar assegurada pelos seus legítimos representantes (Câmara Municipal e Junta de Freguesia).
Creio estar tudo em aberto.
O repto que agora nos lançam deve ser, pois, tomado a sério.

Pedro Castro e Silva

In "Terras da Feira" em 27 de Novembro de 2003

Pagina da Internet das “Termas S. Jorge”


Por curiosidade abri a página da Internet das termas agora designadas de S. Jorge. Por aqui tudo bem, até achei uma página bastante interessante e bem elaborada, mas e torno a dizer mas... quando olho para o link “Turismo e Lazer” o Blog ficou estupefacto, quer nos “Pontos de interesse” quer nos “Eventos” não ter nada mas mesmo nada a falar de Caldas de S. Jorge ou melhor só S. Jorge. É verdade, pois a página fala dos:
Parque Ornitológico de Lourosa
Castelo de Santa Maria da Feira
Museu do Papel Terras de Santa Maria
Castro de Romariz
Quinta do Castelo
Festa das Fogaceiras
Rocktaract - Concurso de Música Moderna
Semana Santa
Festival da Juventude
Festival para Gente Sentada
Etc, etc, etc,
Mas de Caldas de S. Jorge não fala nada, ou melhor de S. Jorge, será que a vila das Caldas de S. Jorge não tem festas, não tem monumentos, não tem jardins, será que o Carnaval que por acaso se chama Carnaval das termas, realiza-se nas termas do Gerês, ou será de Monchique, pois na nossa vila não se passa nada, nem tem verão cultural nem festas nem monumentos. Toda a freguesia já notou a equidistância relativamente às termas de S. Jorge ou Caldas de S. Jorge em relação a tudo o que se passa no seu exterior mas acho que um pouco de bom censo não era pior...
Fica aqui a nota do Blogspot.

O Prometido é devido! Conforme prometi aqui vai a interpretação da Famosa Inscrição!

O blogspot recebeu para publicação o seguinte contributo para a história de S. Jorge, que foi enviada pelo Exmo. Sr. Padre António Machado, diga-se que não foi possível a publicação da genealogia da casa da Ribes visto a forma como está escrita não ser compatível para o Blog, caso alguém queira ler é só fazer o pedido via mail que será enviado. Pedimos desculpas pelo sucedido.



O Prometido é devido!
Conforme prometi aqui vai a interpretação da Famosa Inscrição


“Pedro Gonçalves desta freguesia deixo por obrigação a seu filho Baltazar Fernandes e seus sucessores que é mandar-se dizer nesta igreja 9 missas em cada ano que se dissessem do modo e nos tempos declarados em seu testamento e a vinculou a esta capela as herdades declaradas no dito testamento e que o visitador tomasse conta disso”.
E para constar onde convier fizeram e assinaram este auto os abaixo assinados que curiosamente a examinaram, leram e copiaram a sobre dita legenda em ocasião em que o Reverendo Abade da mesma freguesia lhes mostrava a referida igreja”.


Das inscrições em pedra na Igreja desta Vila de Caldas de São Jorge só uma ficou na igreja nova ( tirada da Igreja Velha por volta de 1490, pois actual é de 1735, cerca de 236 antes), a qual veio da igreja antiga.
Diz o abade José Inácio da Costa e Silva: " Quando para aqui vim em 1906 reparei nela e procurei decifrá-la; mas em virtude da pedra ser muito branda, bastantes caracteres estavam quase rasos, tomando aquilo ilegível.
Estava a inscrição gravada em três pedras justapostas na parede sul.
Ora um dia em que eu andava a pôr em ordem o arquivo paroquial dei com o seguinte documento de uma folha avulsa:
" Aos vinte e quatro dias do mês de Abril de 1826 nesta residência da freguesia de S. Jorge, Bispado e Termo do Porto se lavrou este auto em que se transcreveu fielmente a cópia da legenda que se acha escrita em pedra da parede sul da igreja da sobre dita freguesia que é a seguinte:

“Pedro Gonçalves desta freguesia deixo por obrigação a seu filho Baltazar Fernandes e seus sucessores que é mandar-se dizer nesta igreja 9 missas em cada ano que se dissessem do modo e nos tempos declarados em seu testamento e a vinculou a esta capela as herdades declaradas no dito testamento e que o visitador tomasse conta disso”.
E para constar onde convier fizeram e assinaram este auto os abaixo assinados que curiosamente a examinaram, leram e copiaram a sobre dita legenda em ocasião em que o Reverendo Abade da mesma freguesia lhes mostrava a referida igreja.

E eu Domingos José Vieira, cidadão do Império do Brasil e nomeado para escrever este auto, o subscrevi e assinei.
Assinados: Domingos José Vieira,
o abade Joaquim José Vasconcelos Vargas e Silva,
o Padre António Francisco de Sousa, Capelão,
José Joaquim Vieira de Sá e
Belmiro Caetano José Vieira de Azevedo".

Sem dúvida nenhuma que se refere à “ Ilustre Casa da Ribas”.
A mais antiga desta Vila.
Trata-se de um testamento escrito em pedra, para sempre, enquanto a pedra existir e não for esfarelada”.
Estes antigos tinham ideias e pensares definitivos!


Aqui fica satisfeita a curiosidade da inscrição das pedras da parede Lateral sul da Igreja esta Vila.

( Das Memórias Paroquiais)

ATM

Edifício em ruínas





Em nota de há dias com este título denunciei, de forma veemente e, reconheça-se, usando alguns termos um tanto desbragados, o facto de alguns jovens indivíduos terem partido os vidros da porta exterior e as vidraças das montras do edifício em ruínas, ali mesmo nas "barbas" da parte nova das Termas.
No corpo do texto disse mesmo que os indivíduos que classifiquei de vândalos – quem vandaliza algo, e quebra só por prazer, ou para se fazer notar, é vandalizar, não merece outro qualificativo – foram identificados, no sentido de lhes conhecerem o domicílio habitual, porque ninguém lhes perguntou os nomes, por pessoas adultas e idóneas e foi-me claramente dito que eram rapazes sob a protecção do Solar do Ribeiro.
Saída a nota, fui abordado, e confesso que acabei por me sentir lisonjeado com a abordagem, pela responsável da instituição, Sra. Dra. Maria Santos que, de forma tão correcta como veemente, verberou o que considerou como estigmatização em cima de 30 rapazes, sobretudo pela sugestão de formação de hipotéticas "milícias" dissuasoras.
Fez pairar, aquela responsável, possíveis incertezas ou até dúvidas sobre se teriam sido rapazes do Solar quem praticou os actos denunciados. Como escrevi com base em informação de terceiros que tinha, e tenho, por responsáveis, face à dúvida suscitada, não podia deixar de ir confirmar os relatos. Que não têm dúvida nenhuma, que viram e conhecem os autores e dizem-me mesmo que a rispidez de linguagem por mim usada talvez possa servir de "palmatoada" que a Sra. responsável possa usar nos incomportados.
Pensando no assunto e relendo o texto mais a frio, reconheço que não teria agora referido a eventual junção de pessoas para "chegar a roupa ao pêlo" para os meter na ordem. E quero enfatizar a delicadeza magoada da Sra. Dra. Maria Santos que, não sendo minha conhecida, ganhou um admirador.
Que este episódio e a sua divulgação acabem por servir para enquadrar aqueles, poucos, de trato mais difícil e leve a maioria, nomeadamente os mais adultos, mais cultos e mais responsáveis, a terem coragem de regalar os olhos recriminadores contra os que sejam travessos, colaborando, de resto com a educadora.

♦ José Pinto da Silva in terras da feira online

Correcções Na Rubrica Irmãos Padres & Fotos Do Restauro...

Na rubrica Irmãos Padres, de S. Jorge, aparece a fotografia do Padre Assis por cima do nome do Padre Zé. Vou anexar a esta mensagem a foto mais recente, ao queme disseram, do padre Zé do Julião, como muitas vezes lhe chamávamos. Notar que oPadre Zé era irmão do Padre Assis e ambos eram irmãos do Padre Isaías, ainda entre nós. Segundo o Bilhete de Identidade nº. 1762234 Emitido em 18/09/1974 pelo A Id. Lisboa, o Padre José Gomes de Sousa Pinho nasceu a 29 de Setembro de 1926, e não em1931, como está no Blogue. Se morreu em Janeiro de 1989, tinha 62 anos e não 58.
Ainda no capítulo dos IRMÃOS PADRES e no referente ao Padre José Gomes Sousa Pinho,será de acrescentar, se for entendido oportuno, que o Padre Zé celebrou Missa Nova1953 em Caldas de S. Jorge, e depois sempre exerceu a missão de Pároco, tendo estadoprimeiro em Santa Marinha, depois em S. Mamede de Vila Verde, depois nas freguesias de S. Nicolau e Sobre Tâmega, no Marco de Canavezes e por último em Aveleda, Vila doConde. Os últimos 4 anos de vida morou em Rio Tinto em casa de família amiga, sem qualquer actividade pastoral, onde viria a falecer em 1989.Não foi possível testar totalmente estes dados, nomeadamente o tempo de permanência emcada paróquia, mas, com as fragilidades inerentes, são dados biográficos.
José Pinto da Silva

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Diga-se de passagem que essa rubrica está assinada. Quanto ao texto foi corrigido os erros, quer da data de nascimento quer dos anos de vida, no que diz respeito à foto o Blog assume a responsabilidade pois provavelmente o erro foi na publicação, aspecto que também foi imediatamente rectificado...Quanto à rubrica das fotos de restauro da nossa igreja faltavam lá algumas das fotos, que a quando da chamada de atenção foram também imediatamente publicadas. Agradecemos a todos os leitores do Blog a atenção em todas as rubricas publicadas pois a correcção por parte dos leitores é nos muito gratificante pois significa que está a haver uma consulta diária pela população da Freguesia. Mais uma vez em nome do blog o nosso obrigada.
Administrador do Blogspot.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Imagens do restauro da Igreja...













































































O blogspot recebeu para publicação o seguinte contributo de S. Jorge, que foi enviada pelo Exmo. Sr. Padre António Machado.








































































"Eu quiria morá numá fávéla"


O blogspot recebeu o seguinte mail para publicação, O mail vem anónimo identificando-se como “ atento73”, por isso todo o conteúdo não é da responsabilidade do blog. O mail diz:

"Eu quiria morá numá fávéla"


Num mi chami di teimoso
Que alguém já mi chamô,
Mais podimi chamá
Do qui quizé seu dotô.
Tambem tenho nomi,
Também tenho identidadi,
Eu sô filho di DEUS
Eu sô Homi di verdadi.

Eu "quiria morá numá fávéla"...
Eu "quiria morá numá fávéla"...
Eu "quiria morá numá fávéla"...

Tô vivendo num buraco
Também chamam di caixoti,
Dipois da inauguração
Nos deixaro à nossa sorti.
Só quiria ser filiz
Máis num tô consiguindo,
Eu pensava qui agora
Num fázia mais do qui fiz.

Eu "quiria morá numá fávéla"...
Eu "quiria morá numá fávéla"...
Eu "quiria morá numá fávéla"...

Meus filhos quer brincá
Num lugarzinho á parti,
Mais áquilo tá à monti
Nem siqué elis tem um parqui.
Tá faltando alegria,
Tá faltando atenção.
Vocês podi num acreditá
Máis tô mal du coração.

Eu "quiria morá numá fávéla"...
Eu "quiria morá numá fávéla"...
Eu "quiria morá numá fávéla"...

Tudo era muitxo belo
Mais nos deixaru à nossá sorti,
Ágora só posso desejá
Qui chegui cedo minha morti...!"
Ié... Oh...
Iééé... Oh...
Ié... Oh...
Iééé... Ooooohhhhoo!!!


Eu "quiria morá numá fávéla"...
Eu "quiria morá numá fávéla"...
Eu "quiria morá numá fávéla"...



Este bem que poderia ser um excerto musical de uma qualquer banda rap ou hip hop, nascida no ano de 2023 no Bairro periférico da Quinta, para retractar o dia-a-dia de um aglomerado de homens e mulheres deixados à sua sorte.

Talvez tenha sido o maior erro de casting da nossa vila.

Mas agora, não há nada a fazer. Aquilo está lá… Por isso, devemos ir em frente e evitar que o final daquela história em jeito de música possa, realmente, acontecer...
Assim, as entidades competentes que olhem para aquele lugar, para aquelas mães prematuras, para aquelas mães retardadas, para aqueles homens de cabisbaixo, para aquelas crianças (ainda) suficientemente alegres para sorrir.
Eles merecem uma oportunidade.
Mas eles também devem fazer por merecer aquele tecto. Qualquer um pode e deve colaborar no trabalho comunitário. A começar pela responsabilidade dos condóminos em tratar o espaço envolvente. Não podem e não devem ser as entidades (Junta de Freguesia e Câmara Municipal) a assumir todos esses encómios. Chama-se a isso a tentativa de incutir o sentimento de pertença e da partilha das "coisas"…
Dizem alguns: "…destroem aquilo que é seu…" Mas se calhar "… não sentem aquilo como seu…"A casa nova não é afinal a sua casa mas aquela que uma sociedade entregou como desculpa de qualquer coisa… E que, em vez de colmatar a exclusão, a confirma… Que em vez de se distribuir para inserir… se junta para segregar…

Mas isto, é só uma desculpa…
Que pode ser boa ou pode ser má.


É que ... Já alguém dizia:

"...As pessoas não são coisas que se metam em gavetas..."


... atento73 ...

quarta-feira, 2 de maio de 2007

AS "MARAVILHAS" DA NOSSA VILA!!!






















































Perigo Constante... "EDP"


blogspot recebeu o seguinte mail para publicação, O mail vem assinado pelo Sr. Ângelo Cardoso. Todo o conteúdo não é da responsabilidade do blog. O mail diz:

Estas fotos relatam o estado de quase todos candeeiros da rua pedonal nas traseiras do “Ilha bar.” Agora é caso para perguntar e se alguma criança ficar electrocutada de quem é a responsabilidade!!!

Ângelo Cardoso.

Residência Paroquial de Caldas de S. Jorge

O blogspot recebeu para publicação o seguinte contributo para a história de S. Jorge, que foi enviada pelo Exmo. Sr. Padre António Machado.

Desconhece-se a data da sua construção primitiva.
Há um historial da sua construção primitiva e posteriores transformações existentes no Arquivo Paroquial e que segue em anexo.
A construção e entrada ao ao serviço da actual residência data de 1908.
Em 1954 sofreu novas alterações.
Neste momento está a comunidade paroquial num esforço de conservação da mesma enquanto não se constrói uma nova residência de raiz dentro do âmbito da reformulação dos espaços urbanísticos envolventes à Igreja, Cemitério, Centro Social Paroquial, Junta de Freguesia, Parque Desportivo, Posto Médico e Residência Paroquial.
Desconhece-se a data da construção da residência paroquial antiga.
Todavia seria uma residência antiquíssima.
Não há dela fotografia.
Existe, porém, uma lembrança e esboço descritivo elaborado pelo P. José Inácio da Costa e Silva, Pároco de Caldas de S. Jorge desde 7 de Maio de 1906 a 24 de Janeiro de 1936 (30 anos de Pároco) que diz o seguinte: " Tenho pena de não haver mandado tirar fotografia dela, o que seria para mim uma lembrança preciosa; mas a pequena distância de 24 anos, tenho ainda na lembrança a sua planta e suas repartições e poderia se fosse um bom desenhista, passá-la tal e qual para o papel.
Privado desses recursos para isso vou tentar descrever com palavras a velha casa dos antigos abades. Um portal largo, com uma velha e deteriorada porta, dava entrada para um largo pátio. Esse portal erguia-se pouco mais ou menos no sítio onde está o actual (entretanto já alterado) . À esquerda e alinhar com ela, a também casa da Fábrica da Igreja ou Tulha. Parede a vedar o pátio; e sobre o lado norte, uma larga ramada. No fundo e a enfrentar com a entrada uma escadaria que dava para uma varanda de madeira, que corria em volta da casa pelos lados poente e norte. Não tinha cobertura; e dela em tempos idos descia um passadiço para a sacristia. O primeiro andar tinha os seguintes compartimentos: no fim da varanda em frente da Igreja entrava-se para uma sala pequena, onde os párocos tinham o seu escritório. Pegado havia um desdobramento da casa para o nascente com dois cubículos, num dos quais estava a retrete e no outro os arquivos paroquiais e da Junta desordenadamente espalhados no soalho. Do escritório descia-se por um degrau para a outra sala que servia de quarto de dormir “ dos párocos e tinha duas janelas, uma para a varanda e outra para o quintal.
Desta passava-se para outra sala grande, a maior da casa.
Servia de sala de visitas e de sala de jantar.
Tinha janela para o quintal e porta para a varanda.
Por um degrau descia - se para outra sala que era o refeitório particular dos párocos. Tinha porta e escada para o quintal. Seguia-se um desdobramento da casa para o poente ao lado da varanda e nele ficavam: o quarto do môço e uma sala grande.
Do refeitório passava-se para a cozinha por outra porta. Ficava ela do outro lado do desdobramento da casa. Dela descia-se para o quinteiro. Nos baixos havia lojas e currais. Fora do portão do pátio havia uma passagem para o quinteiro do pároco e neste as portas das lojas e dos currais. Estava separado do caseiro por uma grande parede com porta. Do lado Sul deste quinteiro e pegado a ele o curral do gado. Tinha saída para o caminho do Falgar por umas portas fronhas. Eis a casa antiga.
Pensou-se então recorrer à freguesia para que todos dessem conforme as suas contribuições, marquei quatro côngruas a cada paroquiano; no fim de 1907, a Junta e os dois Alves andaram pela freguesia concordando todos em darem as quantias pedidas. Contando com esta aquiescência, já em Agosto deste ano se tinham comprado e cortado pinheiros, principiando a serração.
Em Fevereiro de 1908 foi contratada a obra de pedreiro.
Em 9 de Março mudei tudo para a casa da Deveza, que D. Luísa me cedeu para habitação. Em 10,11 e 12 de Março andaram os carpinteiros a retirar a telha e a deitar abaixo a armação, taipas, forros, soalhos, portas, travejamento, etc. sendo tudo isto removido para o pátio.
Em 1914 andaram as mulheres a retirar a caliça.
Em 16 de Março e seguintes vieram os pedreiros demolir as paredes e a aprontar a esquadria.
Em Abril principiaram as novas paredes.
Em princípios de Setembro foi a obra cravejada.
Em começos de Outubro foi assente a armação e posta a telha.
Em Novembro foi tratada a obra de carpinteiro.
E no princípio de Dezembro começaram eles a trabalhar. E os trolhas a fazer beirais, cumes, etc. –
Em 1909 com alguns intervalos, todo o ano andaram os carpinteiros na obra do tracto, terminadas em Dezembro.
A chaminé foi levantada em Junho.
E as duas escadarias foram assentes em Junho e Agosto.
O Dr. Magalhães conseguiu novo subsídio de 190.000.
Mas faltava muito dinheiro para ser concluída a obra; e por isso chamei os principais proprietários e capitalistas da freguesia e pedi-lhes um novo sacrifício.
Consegui 228.000.
Em 1910 em princípios de Maio começou a obra de trolha, terminando em fim de Agosto. Em Setembro fizeram-se os últimos trabalhos: lareira e peal, forno, banca, cabides, retretes, etc.
Depois foi a casa varrida e lavada.
E no fim do mês estava a casa pronta para receber o seu novo inquilino.
Levou dois anos e mais a construção.
Dispendeu-se com ela 1.308.315. Recebi para ela 1.015.000.
Fiquei com um déficit de 293.314".
Passou a ser habitada no dia 3 de Outubro de 1910, dia de segunda-feira.
A 5 de Outubro é imposta a República.
Com a República foi tomada a residência e o Passal.
O Pároco passou para a Deveza.
Em seguida é a residência arrendada foi Manuel Aves que tomou o arrendamento da residência e Passal. Tudo 25.100.
Fez-se nela o almoço da visita pastoral de 1915.
Bem como 2 Missas Novas.
Em 1914 - 1917 passou a ser escola primária.
Ficando assim vários anos.
Em 1939 o novo Pároco Delfim Augusto Guedes continuou a pagar renda pela residência paroquial.
Em 4 de Dezembro de 1943 entrou um novo Pároco P. João G. Marinheiro que deve ter continuado com idêntica situação.
( Em 1950 entrou outro Pároco P. António Correia Pinto Guimarães que esteve à frente da paróquia de Caldas de S. Jorge de 1950a 1978 (28 anos).
Foi durante este período que se realizou a reorganização da residência e Passal pois foram feitas obras no ano de 1954 conforme projecto e memória descritiva em anexo.
Aparecem as datas:
Na frente da residência: 1908
Obras de restauro da residência 1954

Residência Paroquial actual em arranjos

Das Memórias Paroquiais
ATM

terça-feira, 1 de maio de 2007

Do Almanaque Eclesiástico de 1856. Porto 1856, pág. 46

O blogspot recebeu para publicação o seguinte contributo para a história de S. Jorge, que foi enviada pelo Exmo. Sr. Padre António Machado.

Do Almanaque Eclesiástico de 1856. Porto 1856, pág. 46
Freguesia de Caldellas – Aveiro – Feira
Fogos 150.
População 486 almas.
Distância do Porto 4 léguas.
Côngrua: Tem passal que em milho rende 140 alqueires.
O pé de altar, benesses, etc. renderam 70 alqueires.
O que tudo junta 81.960 reis de derrama que perfaz a quantia à margem declarada. 230.000 reis.
Abade colado em 15 de Janeiro de 1854 – José Gomes de Almeida.
Presbítero – António Domingos da Conceição, professor de Instrução primária do lugar da Sé.
Ordinando José Gomes Loureiro – residência Paroquial da Freguesia.
O adro serve de cemitério paroquial.

"Benefício Paroquial" !!!


blogspot recebeu o seguinte mail para publicação, O mail vem assinado pelo Sr. José M. P. Silva. Todo o conteúdo não é da responsabilidade do blog. O mail diz:

Gerou-se alguma confusão nalgumas pessoas a pretexto de um edital publicado
no Terras da Feira, por certo por não saberem o que quer dizer "Benefício Paroquial", Comissão de Fábrica e Comissão Fabriqueira.

fábrica da igreja
É a pessoa jurídica não colegial a que pertencem todos os bens e direitos destinados à conservação, reparação e manutenção duma *igre­­ja e ao exercício do culto nela. O admi­nistrador da catedral é o bispo com o cabido; o da igreja paroquial é o pá­ro­co, ajudado pelo *conselho para os assuntos económicos, entre nós tam­bém chamado *comissão fabriqueira, de cons­tituição obrigatória (CDC 537); e o de outra igreja, é o reitor. Compete-lhes administrar de acordo com a lei ca­nó­ni­ca e civil, e em particular manter em dia o inventário dos bens e prestar anual­mente contas ao bispo (cf. CDC 1273-1310). O nome de comissão fa­bri­quei­ra vem do Decreto 11.887 de 6.7.1926, que a dá como a pessoa moral reconhe­cida pelo Estado para gerir os bens do benefício paroquial e da fá­bri­ca da igreja paroquial, nome que tem persistido depois da Co­n­cor­data de 1940.

A Igreja Paroquial



O blogspot recebeu para publicação o seguinte contributo para a história de S. Jorge, que foi enviada pelo Exmo. Sr. Padre António Machado.


A Igreja Paroquial

A Igreja antiga

Dela apenas se sabe que era situada ao sul da actual e a poucos metros de distância desta. Assim reza a tradição.
E a confirmá-lo temos o seguinte: “ o visitador da Igreja em 1741, seis anos depois da sua construção mandou retirar os ossos do adro velho, que não estava vedado, para o adro novo – sinal que o local da igreja velha era outro e não longe.
Possivelmente, nos tempos actuais, o espaço do jardim externo da residência e e do chafariz do mesmo jardim.
E ainda mais.
Quando em 1910 se fez o muro da vedação do pátio da residência apareceram ossos nas escavações do alicerce da parede norte, sinal também de ter sido ali a igreja ou adro antigos.
E outras provas não se pôde encontrar acerca do local.
O mesmo falta quanto à posição, tamanho e estilo de igreja. Mas em vista dos destroços dos seus altares ainda visíveis há poucos anos é de supor que fosse pequena, pobre e destituída de arte.
Seria ela a primitiva matriz?
Não há documentos nem tradição dessa, mas é de presumir que o fosse.
Os primeiros baptismo de que há documentos escritos foram celebrados na Igreja de S. Silvestre de Duas Igrejas

A Igreja nova ( A actual em restauro presentemente)

Construção
Teve esta lugar no tempo do abade Julião e durou 4 anos.
Em 1732 foi tirada a planta e arrematada e feita a obra de pedreiro.
Em 1733 foi arrematada a obra de carpinteiro, cuja planta foi feita no Porto e realizada nesse mesmo ano e nos anos seguintes.
Em 1734 foi coberta com telha.
Em 1735 foram postos e acrescentados os altares vindos da igreja antiga, feitos e pintados o camarim do altar-mor, o trono, o sacrário, os supedânios, o arco cruzeiro, um púlpito, o baptistério, o coro, os bancos, etc.
Receitas e despesas
Foi do livro das contas da Confraria do Santíssimo que se tirou estes apontamentos, mas nele não foram inscritas todas as verbas de receitas e despesas.
Com relação a receitas apenas se mencionam as ordinárias, isto é, as dos outros anos.
Mas evidentemente que outras extraordinárias se conseguiriam. E um dos livros dos capítulos fala-nos da seguinte: O visitador da igreja em 1 de Maio de 1733 diz estar informado de ter sido feito um ajuste de fregueses com o pároco para cada um deles dar anualmente uma mesada curada, cujo produto era destinado às despesas da nova igreja.
E como haviam informado que alguns não cumpriam, os admoestava para virem pagar; e caso o não fizessem os condenava na multa de 5 tostões para a igreja. Era, pois, esta uma receita extraordinária. Mas quanto renderia? O livro das contas o não diz.
E quanto a despesas, a mesma omissão.
Mencionam-se apenas algumas, como a obra de pedreiro, que foi arrematada por 150:000. A planta custou 32:00. E com respeito a materiais e mão de obra diz somente isto: um carro de cal 2:400, salário de um jornaleiro 120 e de um serrador 200.
E outras despesas ali figuram, mas englobadas; de modo que não se fica a saber quanto custou esta ou aquela obra nem quanto foi a despesa total.




O edifício
A construção da nova igreja revelava bem a escassez de receitas; pois ficou inteiramente destituída de belezas arquitectónicas e de primores de talha.
Tudo ao liso e sem obediência a qualquer estilo.
O retábulo do altar-mor foi feito de tábuas velhas mal pintadas, impróprio para a exposição do Santíssimo.
Mais tarde, o visitador proibiu essa exposição, enquanto o não substituíssem por outro mais decente.
Os altares do Mártir e Santo António ficaram metidos nas paredes, sem camarins e com retábulos de tábuas também mal pintadas.
Bancos, cadeira paroquial, sanefa do arco cruzeiro, porta principal, castiçais, sacrário, etc.
Tudo grosseiro e singelo.
E ficou a igreja sem grades, sem guarda vento e sem torre.
Mas devemos confessar que, com os seus fracos recursos financeiros, os dirigentes da obra não a podiam fazer melhor.
É certo que não ficou com riqueza artística, mas ficou alta, espaçosa, com bastante luz e óptimas condições acústicas e muito bem proporcionada.
E a justa harmonia das suas dimensões tanto no interior como no exterior dá-lhe uma elegância e airosidade que todos admiram e elogiam.
Tem ela a forma de um rectângulo e a frente voltada para o mar.
O seu comprimento total, incluindo as paredes é de 33,5 metros, a largura é de 10,5 metros no corpo da igreja e de 8,20 metros na capela-mor e a altura é de 8 metros. Tem uma só nave com um largo arco cruzeiro a separar os dois rectângulos.
As paredes têm 1,04 metros de grossura; e dento delas couberam as escadas dos púlpitos.
Seis janelas amplas deixam passar luz suficiente.
E uma porta principal e quatro laterais, dão aos fiéis entradas e saídas muito desafogadas.
A forma destes portais e friestas é também rectangular e muito singela.
E o tecto de castanho ficou em forma abaulada e repartido em painéis de moldura sem arte e pintura ordinária.
Exteriormente o edifício ficou debruado de cornija em toda a volta e encimado por três cruzes e seis pirâmides.
Sobre a padieira da porta principal erguem-se duas aduelas de arco e entre elas a alta janela do coro.
A fachada arremata num frontão alto e gracioso e no meio deste um pequeno nicho contém um grupo em massa que representa o combate de São Jorge com o dragão. Aos lados do frontão ficaram dois campanários para os sinos.
Na parede nascente outro nicho maior, presumivelmente destinado a hospedar uma imagem e que se conserva ainda vazio.
Na parede sul e farejando com ela uma pedra mole e trigueira com uma inscrição.
E uma de cada lado duas sacristias tendo cada uma delas 6,30 metros de comprimento por 3,30 metros de largura fora as paredes.


DISTRIBUIÇAO DOS ESPAÇOS
O interior da igreja está assim repartido: Em cima a capela - mor com dois planos, o primeiro mais alto quatro degraus e todo pavimentado de pedra, cerca o altar-mor e o seu supedâneo.
O segundo ficou todo assoalhado, com dois compridos bancos de espaldar aos lados e a cadeira paroquial sob o arco cruzeiro.
A seguir mais baixo um degrau o transepto com duas galerias rectangulares aos lados. Nele ficaram os quatro altares laterais.
E por fim mais abaixo outro degrau, o espaçoso corpo da igreja todo soalhado. As grades que hoje o separam do transepto foram ali postas mais tarde. A pequena altura ficaram dois púlpitos, norte e sul, de trabalho muito singelo.
No fundo da igreja e um de cada lado dois compartimentos: o do sul escondia a escada para o coro e tem duas portas, uma pequena e singela e outra grande e em forma de arco. O do norte tem também uma portazita e é mais pequeno.
Ambos ficaram com um óculo para raro de confessionário.
E a seguir a este último e no mesmo alinhamento ficou o baptistério, muito acanhado com tecto de pedra abaulado, uma janela e um armariozito, uma pia de pedra e sem porta.
Aos lados da porta principal duas pias para água benta, as únicas que ali ficaram.
Assente sobre as paredes dois compartimentos e separado da igreja por um arco cruzeiro ficou o coro.
É vedado por uma grade com balaústres, tem uma janela para o exterior e ficou com escadas e alçapões para os campanários.

ALTARES

O retábulo do altar-mor, como já disse, foi substituído mais tarde e nada sei do seu formato.
Tinha as imagens do padroeiro, de São José e de S. Lourenço.
Encostados às paredes do arco cruzeiro ficaram um de cada lado e perfeitamente iguais os altares do Senhor Crucificado e de Nossa Senhora do Rosário. É a melhor coisa da igreja: Altos e elegantes com as cimalhas reclinadas sobre as banquetas, com colunas e camarins e cobel1os de ornatos de talha leve mas graciosa, estilo D. João.
O do Rosário, além da imagem da titular tinha a de Santa Ana e da Senhora das Graças. Nas duas galerias e metidas nas paredes entre arcos de pedra ficaram os altares de Santo António e do Mártir S. Sebastião, sem camarins e com as imagens dos seus titulares. Também estes foram mais tarde substituídos, deles restando apenas os arcos.
(Nada mais é dito neste momento sobre os outros altares, porque inexistentes nesta data, 1910).
Referências aos outros altares: Em 21 de Abril de 1908, o abade comprou a imagem de Nossa Senhora de Lurdes e tratou de se fazer um altar novo da Senhora de Lurdes com certeza.
Do altar de Nossa Senhora de Fátima não há notícia mas com certeza é posterior às aparições de Fátima).

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ALTARES
Os do mártir S.Sebastião e Santo António também sofreram reparos de vários visitadores.
Até que em 1874 foram os seus retábulos retirados e substituídos pelos actuais. Ficou obra muito imperfeita.
As molduras e a talha cobriam as pinturas e os frescos presentemente restaurados.



Dos escritos e memórias paroquiais

ATM