sexta-feira, 4 de julho de 2008

Novo Café - Bar em Caldas de S. Jorge...

Este fim-de-semana abriu mais um novo Café - Bar em Caldas de S. Jorge. Esse novo estabelecimento fica no lugar da Sé, na conhecida casa da “Sra. Clara”. Pode-se dizer que o decorador teve ideias simples e suaves, criando uma atmosfera agradável, em que sobressai o piano que está a decorar este espaço, que é composto por alguns sofás confortáveis tornando este espaço, num local ideal para uma conversa de negócios ou de amigos, em que a música está num nível agradável, que não cansa quem por lá se encontra.

Este estabelecimento está aberto de:
Segunda a Sábado das 17:00h até às 24:00h
Aos domingos das 14.00h até às 24:00h.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Brevemente Aqui...

Um dia a ponte vem a baixo...


Não deixa de ser curioso que foi perto das Caldas de S. Jorge, que houve um dos maiores acidentes, causados por uma queda de uma ponte.

Não deixa de ser curioso que foi há pouco tempo que isso aconteceu, parando o país e obrigando a quedas de ministros, e uma vergonha generalizada das entidades competentes.

Agora pergunto eu. Será preciso morrer alguém para que entidades competentes, como a Câmara Municipal, Protecção Civil e Junta de Freguesia, façam algo para que uma tragédia destas possa ser evitada em Caldas de S. Jorge???!!!
(...)
Por: Zouvineiro...

Posição do Sr. vereador...

A condenação pública de tais atropelos às boas normas foi já feita pela Assembleia de Freguesia de Caldas de S. Jorge, condenação que se estendeu também à Câmara Municipal.

O Senhor Vereador da Administração e Finanças diz ter deferido a intenção de explorar antecipadamente a esplanada de Caldas de S. Jorge, a pedido da Junta de Freguesia nesse sentido. E imagine-se que a indicação de 1 de Julho para data de início, indicação em Caderno de Encargos de Concurso Público publicado em D. R. foi para acautelar a participação de mais do que um concorrente. A quem lembraria tal?

Isto não é de todo verdadeiro, porquanto, logo que um candidato a concorrente - e era-o, pois elaborou todo o processo, reuniu todos os documentos impostos pelo Programa (refira-se que a sua proposta era muito semelhante a uma outra que apresentou no ano passado para a esplanada de Santa Maria de Lamas e que perdeu) e foi levantar a documentação na véspera do fim de prazo para entrega de propostas só para que vissem que seria candidato. A documentação de que ele já tinha um exemplar desde cedo em Maio, foi-lhe passada por e-mail nesse mesmo dia 28 de Maio.

Acabou por não apresentar a sua proposta tão só porque entendeu não fazer sentido abrir uma Esplanada que não explorasse o mês de Junho e o Europeu de Futebol e estava impedido pelos artigos 8º. e 9º. do Programa de Concurso de apresentar proposta alternativa ou QUALQUER alteração ao clausulado do Caderno de Encargos.

Verificou-se que tal impedimento não era para todos, tendo sido totalmente desvirtuado o princípio do Concurso Público que até tem a dignidade de ser inserto no Diário da República.
Logo que esse candidato fez entrar na Câmara um protesto/reclamação porque, ao contrário do que determinava a C. E. foi iniciada a montagem e anunciava-se a abertura para 7 de Junho, o Presidente da Junta foi intimado a mandar parar imediatamente a montagem, tendo este, pelos vistos mentido, pois foi dizer ao reclamante que fora ele quem dera autorização para iniciar e fez ameaças insidiosas ao queixoso que, ouvindo pessoas suas sócias, acabou por retirar a queixa. Acredito que o telefonema da Câmara para o Presidente da Junta de Caldas de S. Jorge não tenha sido feito pelo Senhor Vereador da Administração, subscritor do Programa do Concurso, mas por outro Senhor Vereador a quem a queixa foi directamente dirigida.

Mas o Senhor Vereador, visto isso a pedido da Junta de Freguesia, mandou pelo ralo da sarjeta o vínculo obrigatório que se estabeleceu entre o Concorrente e a Entidade Adjudicante, uma vez que o júri do Concurso abriu a Proposta, constatou que os documentos estavam correctos e viu que a proposta respeitava o Caderno de Encargos e, pouco tempo depois foi comunicado ao Presidente da Junta (ele o disse) que só houvera um concorrente e que, naturalmente, era esse o ganhador. Mas a tramitação foi a normal de um Concurso com um ou vinte concorrentes. O vencedor ficou inexoravelmente vinculado ao Caderno de Encargos.

Seria de todo diferente se, porventura, ou o único concorrente retirasse a proposta cinco ou dez minutos antes da hora limite para entrega das propostas e passava a concurso deserto, ou o júri, por qualquer razão que inventasse, rejeitasse a proposta e passaria, também, a concurso deserto. Seria então a concessão eventualmente entregue por ajuste ao mesmo, como foi, quase ao mesmo, entregue a de Lourosa. Sabe-se que houve movimentações, mas nem tudo lembrou, para dar à coisa um ar de lagalidade.

Reconhecerá o Senhor Vereador que houve uma descarada ilegalidade, promovida e apoiada não imagino por quem, mas a essa ilegalidade junta-se outra que tem a ver com o Artº. 14º. do Caderno de Encargos que diz taxativamente que: " O não cumprimento de qualquer uma das cláusulas anteriores implica a caducidade da concessão, cuja notificação por carta registada com aviso de recepção implica a restituição IMEDIATA do espaço público nas mesmas condições em que se encontrava antes da concessão".
Não foram cumpridos o Artº. 2º. Nº. 2, o Artº. 5º. E o Artº. 7 nº. 2. Ou achará alguém que, para além de abrir antes da data imposta, seja normal que um estabelecimento inteiramente particular de "vende copos" se abasteça de energia a partir de um quadro eléctrico público? Não seria obrigado a requerer a instalação de uma baixada provisória/temporária? O que terá a dizer a EDP que tão rigorosa é para qualquer particular? Ou entenderá alguém como normal que o mesmo "vende copos" não tendo cumprido com a obrigação de montar sanitários, fique a utilizar os sanitários públicos e os deixe utilizar SÓ quando têm a "loja" aberta? Da parte da manhã fecham os sanitários públicos como se deles fossem donos! E o Senhor Vereador também terá passado licença para utilização do rio? Hei-de ver o teor de tal licença. E a Indáqua, que a Câmara tanto apoia, e bem, não tem uma palavra quanto ao abastecimento de água a um estabelecimento que abre de novo?

A condenação pública de tais atropelos às boas normas foi já feita pela Assembleia de Freguesia de Caldas de S. Jorge, condenação que se estendeu também à Câmara Municipal. Eventualmente deveria ter sido direccionada só a um Vereador. Mas não se sabia a qual. Foi prestado um mau serviço à justeza de procedimentos e a responsabilidade fica com cada qual.

♦ José Pinto da Silva (In Trras da feira online)

Mil atletas comparecem à cerimónia de abertura das Mini-Olimpíadas

Desfile dos atletas arranca às 20h30 da Câmara Municipal em direcção ao Estádio Marcolino de Castro. É esperada a presença dos mais de mil atletas inscritos.

As Mini-Olimpíadas ‘começam’ amanhã. O Estádio Marcolino de Castro, em Santa Maria da Feira, é o palco principal da cerimónia de abertura, com início marcado para as 20h30 com a saída do desfile do edifício da Câmara Municipal.

O Centro de Cultura e Recreio do Orfeão da Feira, entidade organizadora do evento, marcou para amanhã, sexta-feira, a cerimónia de abertura e o arranque das provas para a próxima semana. Neste capítulo, o parque de jogos das Caldas de S. Jorge torna a receber a maioria das provas.
Na cerimónia de amanhã, a organização conta com a presença dos mais de mil atletas inscritos. A concentração faz-se frente à Câmara Municipal.
A partir das 20h30, é dado o tiro de partida para o desfile que passará pelas ruas Jornal Correio da Feira e S. Nicolau, entrando na Avenida 25 de Abril em direcção ao Estádio Marcolino de Castro.

A sessão de abertura será preenchida pelos momentos tradicionais deste tipo de cerimónia – hastear das bandeiras, chama olímpica, apresentação de cada uma das agremiações presentes, e ainda a actuação dos grupos de dança da Tuna Musical Mozelense, do Colégio de Lamas e da AMRC de Travanca. Haverá ainda fogo-de-artifício.
In Terras da Feira Online.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Pólo Escolar...

Ao que o Blog sabe pelo menos uma pessoa das Caldas de S. Jorge, questionou o Exmo. Sr. Vereador do Pelouro da Educação, o Sr. Dr. Amadeu Albergaria, sobre o porquê de não estar incluídos neste no projecto de candidatura ao financiamento do QREN, o centro escolar das Caldas de S. Jorge, visto estar previsto à muito tempo na Carta Educativa do Concelho. Agora ficamos a saber na Ultima Assembleia de Freguesia pelo presidente da Junta, que o que está a condicionar é o valor excessivo pedido pelo Dr. Raul, visto que a Junta diz ter uma verba disponível de 250.000€ para a aquisição imediata do terreno. Ao que o Blog sabe, também o maior grupo económico das Caldas de S. Jorge, anda interessado nesse mesmo terreno, não sei se será essa uma das razão para haver especulação do valor do terreno, inflacionando-o e tornando impossível a sua aquisição por parte da Autarquia Feirense.

A Carta que foi enviada ao Exmo. Sr. Vereador Dr. Amadeu Albergaria, foi a seguinte:

Exmo. Senhor
Dr. Amadeu Albergaria
MD Vereador do Pelouro da Educação
Santa Maria da Feira,

Exmo. Senhor,

Sei que estão em andamento quatro Centros Escolares no Concelho, correspondendo a investimento com bastante significado e, na última reunião da Assembleia Municipal ouvi V. Exa., ao responder a questões postas por Eleitos sobre o estado do parque escolar do Concelho, dizer que estariam prontos os projectos de candidatura ao financiamento do QREN de mais CINCO Centros, cuja localização referiu, mas que não fixei, notando, naturalmente, que no grupo não estava o de CALDAS DE S. JORGE, também previsto na Carta Educativa do Concelho.
Já tornei pública, diversas vezes, a minha preocupação a respeito das escolas da minha freguesia e fiz sentir que é imperioso o avanço para a edificação do Centro previsto. Houve, de resto, ainda no tempo do falecido Presidente Fernando Coelho alguns contactos com a Câmara, no sentido de ser proporcionada a aquisição do terreno de implantação, local único, segundo o ponto de vista geral. Trata-se do terreno localizado a poente da antiga Escola, agora Biblioteca Escolar, com cerca de 18.000 m2 de área e cujo proprietário, o médico Dr. Raul Silva, originário de cá e a residir no Porto, se dispõe a, enquanto for ele a decidir (isto porque se desaparecer, os herdeiros agirão de modo diferente) SÓ vender o terreno às autarquias (municipal ou local) e com finalidade de implantação de equipamento escolar. Isto porque tem sido muito assediado por empresário privado para a cedência do terreno, naturalmente para fins imobiliários. Eu próprio falei longamente com o Senhor Dr. Raul Silva que me confirmou tal disposição e que ficaria a aguardar que uma das autarquias lhe fizesse uma proposta formal de aquisição e uma proposta de preço. Ao que julgo, não houve desenvolvimento depois disso e já se passaram vários meses. Temos em Caldas de S. Jorge, Senhor Vereador, uma pessoa extremamente próxima do Sr. Dr. Raul Silva que muito pode ajudar como mediador.
Depois, é sabido que há um empresário em Caldas de S. Jorge que se dispõe a negociar a actual escola Nº. 1, assumindo o compromisso de a não demolir e, se assim for entendido, de não lhe alterar a fachada principal. Os espaços das outras escolas a integrar no Centro Escolar teriam por certo interessados e os respectivos valores amenizariam muito substancialmente os custos finais do Centro.
Sem prejuízo da insistência que a Junta de Freguesia de Caldas de S. Jorge por certo tem vindo a fazer junto da Câmara Municipal, este meu apelo que seja entendido como um reforço dessa insistência.
Apresento, Senhor Dr. Albergaria os melhores cumprimentos.

Aos 29 de Junho de 2008
José Marques Pinto da Silva

terça-feira, 1 de julho de 2008

Assembleia de Freguesia...

Esta Assembleia de Freguesia, foi marcada pela relativa serenidade quer do público, quer dos elementos da Junta de Freguesia, bem como dos elementos da Assembleia, que mostraram muito desconforto quando existe uma sala cheia de assistência, talvez tenha sido essa razão para esta Assembleia de Freguesia não ter sido publicitada, nem nos órgãos de comunicação da Autarquia Local.

Devo dizer que desta vez o Presidente esteve à altura do lugar que ocupa, mostrando uma calma aparente, e conciso nas respostas de todos elementos da Assembleia, bem como do Público.

- Mais uma vez a Junta de freguesia, não entregou o relatório de obras e actividades do último trimestre. Deve-se dizer que este relatório é de carácter obrigatório e não facultativo.

- Ficamos a saber pela boca do presidente da Junta de Freguesia, que o projecto do Ilha Bar ainda não passa de um desenho tipo 3D, visto que ele desconhecia a ausência de todas as especialidades, bem como outros extras, o que significa que alguém andou a enganar o Presidente da Junta, que pelas palavras deu a entender que lá para o final do ano, temos projecto na mesa.

- Tivemos uma informação válida sobre o Pólo Escolar, que afinal de contas só ainda não avançou porque o dono do terreno, não aceitou a proposta de 250.000€ que existe para a aquisição do terreno.

- O presidente da Junta também garantiu que o Posto Médico não vai encerrar, agora não explicou que vão sair segundo o Secretário de Estado da Saúde Manuel Pizarro 1900 utentes de Caldas de S. Jorge para Fiães. ( Pode ver AQUI...) Será que por este andar vamos ter um Posto Médico aberto só com empregadas de limpeza, ou pessoal da secretaria.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

OLHO VIVO...


Antiga Estrada Real, zona das Airas, entre S. João de Ver e S. Jorge.

Hoje Assembleia de Freguesia...

Hoje pelas 21:00h, haverá a Assembleia de Freguesia ordinária, para apresentação e discussão do relatório de contas, bem como as obras que tem sido levadas a cabo pela autarquia. Não sei se está assente, a apresentação da licença das esplanadas, visto não saber se o Partido Socialista fez um requerimento assim pretendido pelo presidente da Junta de Freguesia.


É lamentável que a página oficial da freguesia nada conste desta Assembleia, (talvez seja melhor ninguém saber!!!).

domingo, 29 de junho de 2008

Nove detidos por conduzirem com excesso de álcool

A operação, realizada por militares do Destacamento Territorial da GNR de São João da Madeira, incidiu na fiscalização de trânsito, com especial atenção na condução sob influência de álcool e falta de habilitação legal para conduzir, e na inspecção de estabelecimentos de diversão nocturna, adianta a GNR em comunicado.
Durante a acção de fiscalização, foram detidos nove automobilistas por conduzires com uma taxa de alcoolémia igual ou superior a 1,2 gramas de álcool por litro de sangue, o que configura uma situação de crime.
Foram ainda identificadas sete mulheres estrangeiras por se encontrarem em situação irregular no país, das quais três foram detidas e quatro notificadas para abandonar Portugal voluntariamente.
A GNR aplicou ainda 20 contra-ordenações por condução sob influência de álcool (com uma taxa e alcoolemia entre 0,50 e 1,20 gramas por litro de sangue), 27 multas por violações ao código da estrada e 10 coimas a estabelecimentos de diversão nocturna. Os militares detectaram ainda um crime de usurpação de direitos de autor.
Os detidos por excesso de álcool e por falta de habilitação legal para conduzir serão presentes segunda-feira no Tribunal de Santa Maria da Feira. As cidadãs estrangeiras estão detidas nas instalações da GNR até segunda-feira, dia em que também irão ser ouvidas no Tribunal de Santa Maria da Feira.

AS FACES DA LEI..."Tribunal da Feira"

Os deuses decidem o destino dos homens pela mediação de um juiz de Direito. Com as magras (mas tremendas) excepções da fisiologia do cósmico e da má têmpera das grandes massas humanas (o clima, as catástrofes naturais, as invasões, os genocídios), a alta gestão das nossas vidas jaz - transida, frágil e ansiosa - no regaço negro de uma beca. É claro que nem só os juízes nos condicionam. Desde logo, porque cada eu esbarra no outro. E depois porque há o polícia autoritário, que diminui e humilha o cidadão, e há o político que se fecha com a sua consciência para resolver se somos mais amigos do Kosovo ou da Sérvia (ou qual a amizade que mais nos convém, o que é quase, quase, o mesmo). Mas são coisas que pouco mais fazem do que decorar o quotidiano: questões de Fabergé na vitrina ou de naperon debaixo da fruteira. Não resistem a três dias de conversas de roda de amigos, num total de três bicas pela manhã e três imperiais ao fim da tarde. Talvez atrapalhem a monitoria fina da qualidade de vida. Mas não mais. Porque quem nos liberta e prende; quem nos atribui ou denega a herdade do avô; quem decide da infância dos nossos filhos no divórcio; quem sabe dos ocultos critérios para a fruição de um riacho entre vizinhos de sequeiro; quem, enfim, com a ponta plebeia de uma bic, faz a gestão da felicidade individual em sociedade, são os juízes. E se o juiz não faz a lei, que apenas interpreta e aplica, e isto mais não for do que a percepção popular do cargo que ele habita e do mandato que lhe cumpre, acreditem: não há outra percepção que valha a pena.E vem de longe, do mais remoto da memória que ainda guardo. De tempos em que o juiz partilhava as dificuldades materiais da classe média e só dela sobressaía pelo prestígio social que a independência funcional lhe dava. Não seria, claro está, a independência que a democracia lhe confere: tinha por óbvio limite o que fosse caro à ditadura (num exemplo extremo, um juiz que aceitasse funções no Tribunal Plenário bem sabia o que vendia e a que preço). Mas, contido no crime ou no cível, ele pairava por sobre todas as cabeças da comarca, no pobre Portugal de então. Onde isto vai… Em bem menos de três décadas, julgando que os espíritos são linearmente tão mais livres quanto mais os corpos estiverem a salvo das contingências materiais do dia-a-dia, o regime democrático tomou a classe nos seus desvelos e deu-lhes um estatuto de excepção: os melhores ordenados do Estado e as mais singulares regalias (no activo e na reforma). E o que é mais: o silêncio das instituições, enquanto na classe iam grassando as piores ilusões - como a de a independência ser um direito seu (em vez de um dever para connosco), ou a de, substituindo a sujeição ao sufrágio por um rápido curso no Centro de Estudos Judiciários, se tornarem titulares de um órgão de soberania (em vez de estarem ao seu serviço). É verdade que muitos magistrados houve a alertar-nos para estes e outros riscos. Mas também o é que a vontade profissionalmente organizada e o desleixo do Estado democrático consentiram que se chegasse aos protagonismos que costumam prenunciar a república dos juízes. Com a singular agravante de, nem por aspirarem a ar fresco na cabeça, renunciarem aos pés devidamente aquecidos. E daí o permanente ziguezague - por vezes, numa sobreposição que nem sequer se interroga - entre o impulso de co-autoria das leis e a reivindicação corporativa dos seus direitos adquiridos.
Só isso explica termos chegado ao ponto de, perante uma agressão (nem percebi se consumada, mas não importa) aos julgadores, cometida por dois condenados na própria sala de audiências (improvisada, ao que parece), a reacção dos juízes de Santa Maria da Feira ser a de deixarem de julgar. Cavaco não pode deixar de promulgar enquanto não lhe concertarem o ar condicionado. O Governo não deixa de reunir porque há uma Hi-Ace a vender T- -shirts na Gomes Teixeira. E o cidadão não deixa de pagar os seus impostos porque um vizinho o agrediu impunemente. O que há de tão especial em Santa Maria da Feira?
Descansem os intranquilos. Não é preciso ser devoto do que há de académico e laboratorial e precário na corrente reforma da Justiça. Nem sequer - vejam lá - é necessário reconhecer, a este propósito, o absurdo de ser quem mais se ornamenta em soberano quem mais exige direitos de funcionário. Nada disso. Basta tão só que quem existe para meter juízes na ordem o faça, em vez de ir à Feira recobri-los com a sua "soberana" solidariedade. Como fez o presidente do Conselho Superior da Magistratura.
Nuno Brederode Santos
jurista
brederode@clix.pt

sábado, 28 de junho de 2008

Junta trabalha em várias frentes...


São três, as obras que a Junta de Freguesia tem empenhado neste curto mandato.

- Campo de Futebol Relvado

- Fontanário de Casaldoído

- Calvário

Ambas as obras estão a avançar, sendo visível que já se está a proceder à cobertura do lavadouro de Casaldoído, bem como à pavimentação do calvário, em que a primeira fase deve estar pronta para as festas da terra. Quanto ao campo de futebol relvado é visível o seu atraso principalmente na zona envolvente do mesmo.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Assembleia aprova moção contra alegada abertura antecipada de esplanada


A assembleia foi marcada por uma troca de palavras “azedas”.

Socialistas afirmam que o estabelecimento foi ilegalmente aberto; Junta alega que tudo foi feito de forma legal e que a terra sai beneficia.

O Partido Socialista de Caldas de S. Jorge viu aprovada pela assembleia de freguesia uma moção contra a abertura antecipada da esplanada em funcionamento no parque das Termas. A sessão extraordinária de segunda-feira, pedida pelo próprio PS, resultou numa condenação da Junta de Freguesia, beneficiando da abstenção de uma eleita pela lista independente que suporta o Executivo da Junta.
O presidente da Junta de Freguesia, José Martins, disse-se disposto a mostrar a licença emitida pela Câmara Municipal para a abertura antecipada da esplanada, mas apenas mediante um requerimento.

Leia relato da sessão na edição impeessa do "Terras da Feira"

Ver para confirmar...

Há por ali, talvez a meia distância entre a Malaposta e o tal caminho Lage/Arcozelo, uma zona mais plana que mais não é do que uma fossa aberta por onde se não poderá passar sem ficar atolado na trampa.

Foi altamente ouvido em conversas tertulianas, em cafés ou bancos de jardim, que em determinado local da freguesia, nos matos entre Arcozelo e a Malaposta, indo-se por aquele caminho que vindo da Malaposta (entre o complexo do Pedra Bela) conflui com o outro caminho que atravessa a quinta da Lage e chega à Fonte Fria, haveria um atoleiro de águas de fossa que estavam a tomar conta daquele chão e a largar um fedor nauseabundo.
Atoleiro que a não ser dominado, haveria de fazer correr todo aquele mar de trampa até lá abaixo, quiçá à zona da Fonte Fria. É para lá que desce. E, claro, saíam logo insinuações de quem seriam os culpados e logo se apontavam dedos para quem é dito ser o poluidor- mor da região. Sem que haja a coragem de ir confirmar. Acusa-se.

Sem ter a veleidade de ser muito exaustivo, fui passar por perto para tentar ver o que pudesse haver de verdade e, a haver, ver, ou fazer por isso, onde seria a origem. E, efectivamente, há por ali, talvez a meia distância entre a Malaposta e o tal caminho Lage/Arcozelo, uma zona mais plana que mais não é do que uma fossa aberta por onde se não poderá passar sem ficar atolado na trampa.

Olhando de longe e tentando medir a olho a cota onde estão as fossas sumidouras do que se insinua ser o grande causador do desmando, pareceu, e parece, que as águas teriam que contrariar o princípio da gravidade, porque, para virem para aquele ponto, teriam que subir. Mas saltando um murete existente fui até ao ponto de saída das águas sujas e vêem-se ali dois tubos de plástico, de razoável calibre, e que estão orientados exactamente de sentido contrário às fossas dos suspeitos.

Salvo qualquer erro de análise orientadora, parece poder deduzir-se que são águas extravazantes de fossas vindas ou de habitações domésticas ou de estabelecimentos comerciais que estão, esses sim, num nível bastante superior, por conseguinte a favor do cumprimento da lei da gravidade.

Sendo, como se julga, extra vazamento de fossas, domésticas ou comerciais e não havendo por lá ainda a rede de saneamento, se é que não há, só há dois caminhos a seguir. Ou se constroem fossas de maior capacidade ou se chamam as cisternas vazadoras de fossas, as municipais ou particulares, que é o que fazem todos quantos estão em igualdade de circunstâncias. O que não é tolerável é que sejam os efluentes fecais atirados para o exterior e, no caso em questão, para terrenos privados.

Ao dar este caso à estampa, espera-se que a Câmara Municipal fique alertada, como alertada fique a Delegação de Saúde Municipal e que o alerta caia também na Junta de Freguesia que deverá ir confirmar no local e chamar a atenção a todos, pela ordem que entender.


♦ José Pinto da Silva
(In terras da feira)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Termas S. jorge - Concurso Quadras Populares...


Dado que estamos no mês das festividades dos Santos Populares, as Termas de S. Jorge lançam o concurso Quadras Populares desafiando os termalistas da estância termal a colocarem à prova a sua veia poética.
Os interessados deverão elaborar as suas quadras e inscrevê-las até ao dia 28 do mês corrente. A quadra vencedora será revelada no dia 30 e o vencedor habilita-se a ganhar uma massagem facial, mediante marcação no atendimento.


Para mais informações deverá contactar a secretaria do balneário.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Assembleia de Freguesia de Caldas de S. Jorge...

Ontem decorreu a assembleia Extraordinária, para debater as esplanadas.
Os elementos da Assembleia do Partido Socialista, levaram uma moção para ser votada, a moção é a seguinte:

MOÇÃO


PREÂMBULO:


Há muito era defendido que, como alternativa temporária ao então previsível encerramento do Ilha/bar para atracção de gente à freguesia, se poderia pensar na instalação, no período de Verão, do novo conceito de Bar Aberto, designado ESPLANADA.
Para tal tornar-se-ia imperiosa a abertura de um Concurso, que poderia ser Público ou Restrito, com normas claras e a abrir pelo dono do espaço público a utilizar.
A ideia foi posta em prática, mas verificaram-se anomalias gritantes no desenvolvimento do concurso, as quais merecem a condenação pública, também, porque há sinais evidentes de que a Junta de Freguesia foi parte nas anomalias, dando ordens e permissões fora da sua capacidade de intervir, e o ruidoso silêncio da Câmara toma-a conivente.
ASSIM:
CONSIDERANDO que, ao que é do conhecimento público, a indicação do prazo de funcionamento patente no Caderno de Encargos, levou a que potenciais candidatos não apresentassem as suas propostas (prazo de 1 de Julho a 30 de Setembro);
CONSIDERANDO que o concorrente único, ao apresentar a sua proposta, se sujeitou a TODAS as condicionantes escritas no Caderno de Encargos e no Programa do Concurso, incluindo o respeito pelo período de ocupação do espaço público;
CONSIDERANDO que à total revelia do que naqueles documentos consta, com a conivência activa da Junta de Freguesia ou do seu Presidente e mesmo com o seu apoio explícito, o concorrente iniciou a ocupação do espaço no dia imediato à abertura das propostas, exactamente UM MÊS antes da data imposta no Caderno de Encargos e verificando-se que se chegou ao extremo desplante de no placard publicitário da Esplanada se ter mandado destacar: COMO APOIO DA JUNTA
DE FREGUESIA DE CALDAS DE S. JORGE, esquecendo que se trata de um estabelecimento comercial inteiramente privado, exactamente igual a outros que laboram ao lado;
CONSIDERANDO que o concorrente não cumpriu com outras exigências da documentação suporte do Concurso, nomeadamente arcar com as despesas de ramal de ligação de energia eléctrica e respectivo consumo, despesas de ligação à rede de água e despesas com montagem de sanitários amovíveis; há uma clara fraude de ligação clandestina que à EDP deve ser dado conhecimento, com as inevitáveis consequências.
CONSIDERANDO que os outros potenciais concorrentes, em tais condições de incumprimento da Lei, se tal soubessem ou sequer adivinhassem, teriam concorrido, com evidente beneficio público, até na diversidade de preços que seriam apresentados:
CONCLUSÃO:
Os Eleitos do PS na Assembleia de Freguesia de Caldas de S. Jorge, exigem esclarecimentos da Junta de Freguesia e propõem uma CONDENAÇÃO PÚBLICA da sua actuação, mais ainda porque é dito que, sobre um dos potenciais concorrentes, foi exercida uma chantagem insistente para que retirasse uma queixa entretanto apresentada na Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, o que, sendo verdade, e vergonhosa e definidora do carácter de quem a fez.
Caldas de S. Jorge, 23 de Junho de 2008
Nota: Que esta moção fique anexa à Acta da Reunião e que seja remetida à Câmara Municipal de S M Feira uma cópia
Os subscritores:
Manuel Jorge F Pinto:
Maria de Fátima Bastos Oliveira
Manuel Fernandes Costa

*********************

Quando todas as pessoas julgavam que a moção ia ser recusado, eis que surge um elemento da bancada do “futuro Já” que se absteve, sendo assim aprovada com Três votos a favor (PS); 4 abstenções (PSD; e 1 do Futuro já); e dois contra (futuro Já).

Esta votação vem alimentar o que já se dizia sobre o mau estar entre elementos do Futuro Já e a junta de freguesia. Também foi notada o nervosismo do Presidente da Junta de Freguesia, um pouco pelo nº de jornalistas, que vão alimentar esta polémica, e transformando a primeira grande derrota do Presidente da Junta pública.

Também serviu para dar entrada na Assembleia de Freguesia, o Sr. Manuel Costa, que substitui o Sr. Alcino, que pediu suspensão de mandato por estar ausente do país.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

HOJE ASSEMBLEIA DE FREGUESIA ÀS 21:00H NA JUNTA DE FREGUESIA.

Contributos históricos…


Foto de crianças da Comunhão Solene em Caldas de S. Jorge, que se julga ser do ano de 1930.
Há ainda algumas dessas"crianças" vivas, ainda que não fáceis de identificar.

José Pinto da Silva

domingo, 22 de junho de 2008

MINI-OLIMPIADAS NAS CALDAS.

Este ano Caldas de S. Jorge vai receber a 33ª edição das Mini-Olimpiadas. Pelo segundo ano consecutivo o Orfeão da Feira, entidade organizadora das Mini-Olimpiadas, preferiu Caldas de S. Jorge, a outras freguesias que se candidataram. Ao que o Blog sabe está-se a preparar uma equipa para representar a freguesia nesta edição, visto que na do ano transacto a freguesia que acolheu esta prova que trás centenas de pessoas, à nossa pequena vila termal, não tinha uma única equipa a representar a freguesia.

Municípios Sem Fronteiras...

Dias 3, 4 e 5 de Julho o Município de Santa Maria da Feira vai promover o evento desportivo “Municípios Sem Fronteiras”, com a participação de 16 equipas, sendo duas delas das Caldas de S. Jorge, em que a melhor vai representar o Município nos jogos intermunicipais, a realizar em Setembro.

sábado, 21 de junho de 2008

Posto Médico - Encerramento é para breve!!!


Governo vai dizer ‘sim’ à Carta da Saúde de Santa Maria da Feira
Secretário de Estado da Saúde está a estudar as soluções financeiras necessárias para dotar todo o município de instalações adequadas para os cuidados primários de saúde

O município de Santa Maria da Feira foi “pioneiro” ao apresentar no Ministério da Saúde uma proposta de protocolo visando dotar-se das melhores soluções em termos das instalações necessárias à prestação dos Cuidados de Saúde Primários (CSP) à sua população.
Manuel Pizarro disse que a Câmara feirense apresentou uma autêntica “Carta de CSP” ao seu Ministério. E, o secretário de Estado da Saúde informou que, no momento, a tutela está “a tentar encontrar as soluções financeiras” que deverão consubstanciar um futuro protocolo, neste domínio, entre a autarquia de Santa Maria da Feira e o Governo.
Mas vincou que “seguramente” será possível chegar a um acordo. Diga-se que o governante falava, ontem, na inauguração da Unidade de Saúde Familiar (USF) de Fiães, que vem prestar cuidados médicos de proximidade a 11.000 utentes. Espera-se que, a curto prazo, esta unidade também possa permitir a atribuição de médico de família a 1.900 utentes da freguesia de Caldas de S. Jorge.
No futuro, poderá alargar os seus serviços também a Sanguedo. A USF fianense, cuja coordenação está a cargo de Coelho Macedo, conta com seis médicos, seis enfermeiros e cinco administrativos. Vai funcionar entre as 8 e as 20 horas. De seguida, Pizarro presidiu à inauguração da USF Cuidar, que veio servir Rio Meão e S. João de Ver, ficando o seu pólo principal na freguesia são-joanense. Prevista para servir 12.900 utentes, a Cuidar integra oito médicos, oito enfermeiros e cinco administrativos, sendo coordenada por Almeida Leitão.
O pólo de Rio Meão estará aberto das 8 às 18 horas e o pólo de S. João de Ver das 8:00 às 20 horas. Neste modelo das USF, os médicos que integram as respectivas equipas disponibilizam períodos do seu horário de trabalho para consulta aberta e consulta programada, atendimento telefónico, consulta não presencial e actividades não assistenciais.
Assim, todos os utentes poderão ter uma consulta em horário pós-laboral e com o seu médico de família, assim como, cuidados de enfermagem. As situações de doença aguda terão resposta no próprio dia.
Refira-se que com as duas USF em Santa Maria da Feira se elevou a 130 o número destas unidades já em funcionamento no nosso país. O secretário de Estado disse-se crente de que o objectivo governamental de ter 150 a funcionar até ao final do ano será atingido “antes” de Dezembro.
Manuel Pizarro realçou que 1.600.000 portugueses “já são tratados pelas USF” e que 180.000 conseguiram encontrar nelas o seu médico de família. Por seu lado, Emídio Sousa realçou a “boa parceria existente” entre o poder local e o poder central.
Salientando que a Câmara comparticipou as obras das USF, o vereador feirense salientou ter-se tratado de “dinheiro muito bem empregue”. E, referiu-se a negociações “muito adiantadas” com o Governo para o tal protocolo que – acentuou – virá permitir “uma revolução na prestação de cuidados e saúde” no concelho. Quem também destacou a colaboração prestada pelas autarquias foi o coordenador da USF de Fiães.
Coelho Macedo realçou, em especial, o empenho da Junta de Freguesia fianense. O responsável ainda assegurou a motivação da equipa que dirige, definindo-a como “uma equipa rica e variada”.