
Como utilitário, infelizmente assíduo, do nosso Centro de saúde tenho que fazer este desabafo.
Todos nós que recorremos a um instituição denominada pública, pensamos encontrar um atendimento personalizado, e profissional.
Os “profissionais” penso eu, devidamente qualificados deverão compreender a importância das manifestações de insatisfação dos clientes. O seu dever é pensar na melhoria contínua da qualidade do serviço e na fidelização dos “clientes”. Deverão, igualmente, estar habilitados para enfrentar e gerir situações do dia-a-dia.
Claro que quem recorre a este centro, são pessoas, seres humanos, cidadãos inferiorizados. Se não por ignorância do que sofrem fisicamente, são, de certeza por serem incapazes de discernir, ou solucionar o seu problema.
Mais do que colaboradores, estes profissionais, são o primeiro recurso, o irmão mais próximo, o “a quem mais posso recorrer…”.
Hoje, mais do que nunca, a selecção e o perfil mudou, acompanhando o mercado do trabalho, o requisito para a selecção, deve ser a formação e a competência. De cada vez mais temos a decepção de ver pessoas a denegrirem a imagem do nosso centro de saúde.
Às vezes penso se não seria mais acertado, fechar de uma vez por todas o nosso Centro de Saúde, baseado na incompetência e falta de profissionalismo de alguns colaboradores, que ainda há pouco tempo não passavam de simples empregados de limpeza.
Peço desculpa se estou a ser demasiado céptico, mas com a minha saúde, ou com a dos outros não devemos bacilar. Nisto não devemos ser só boas pessoas, devemos prová-lo.
Este desabafo e transversal, e é, um “já não posso mais com esta incompetência”.
Espero sinceramente, que um dia, não sejam os familiares destes colaboradores a darem trabalho ao coveiro, porque amar, só se ama uma vez, e ser incompetente mata muitas vezes…
DE: João Paulo da Silva ( Nome fictício)